quinta-feira, 24 de junho de 2010

«Las Meninas» de Velásquez

Pintura de Diego Velásquez, La familia de Felipe IV, ou Las Meninas (c. 1656, Museu do Prado, Madrid).
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Esta pintura de Velásquez (1599-1660) sempre foi uma das minhas preferidas, por vários motivos, que vão para além da beleza da composição. Uma das coisas que mais me fascina é o pormenor do retrato dos Reis, figurados no espelho. Velásquez também se auto-retratou no acto de pintar, e nós vemos, do lado esquerdo, as costas da tela que estava a trabalhar.
De facto, toda esta complexidade de tempos e espaços sobrepostos sempre me fascinaram.  E mais interessada fiquei, outro dia, quando reparei na Cruz da Ordem de Santiago sobre a veste de Velásquez. Decidi então fazer alguma pesquisa sobre o assunto, e, por enquanto, somente na internet.
Segundo a Wikipédia, a Ordem de Santiago foi uma Ordem Religiosa e Militar que surgiu no século XII, no Reino de Leão. Deve o seu nome ao Santo Patrono de Espanha que é Santiago Maior. O objectivo inicial era proteger os peregrinos no Caminho de Santiago e fazer recuar os muçulmanos da Península Ibérica. Em 1493, a Ordem foi incorporada na Coroa Espanhola, união que foi confirmada em 1523 pelo Papa Adriano VI.
Com o tempo, ser membro da Ordem de Santiago tornou-se numa das maiores aspirações dos homens do século XVII, sendo muito difícil integrar esta Ordem. O caso de Velásquez ficou conhecido porque os seus amigos tiveram de testificar das suas raízes "limpas" e que a sua arte não era motivada por ganâncias económicas, tendo antes um carácter intelectual. Proposto em 1658 para membro da Ordem, só em 1659 ele era aceite, graças ao apoio do Papa Inocêncio X que o dispensou das provas de nobreza de sangue. Isto é, só terá recebido essa honra depois de ter pintado este retrato.
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Bibliografia: Wikipedia - Orden de Santiago e Diego Velásquez.

3 comentários:

ana disse...

Para mim também é o quadro preferido de Velásquez por tudo o que disse, o espelho, o retrato dos reis, o auto-retrato, as meninas, o espaço cénico em que se desenrola a pintura e em que ele coloca as suas personagens, o chão, a porta distante, a anã se não me falha a memória. Já vi este quadro há uns anitos.
Obrigada por este belo amanhecer.
Bom dia. :)

Margarida Elias disse...

Obrigada e bom dia!:)

Sara disse...

Fez-me lembrar as múltiplas recriações de Picasso que vi há alguns meses, precisamente no Museu Picasso, em Barcelona. O original também é digno de reverência, sem dúvida.