sexta-feira, 27 de maio de 2011

Argus e o Pavão

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Segundo a mitologia grega, Argus tinha como apelido Panoptes, o que queria dizer que via tudo. Ele tinha cem olhos, alguns dos quais estavam sempre abertos (e acordados). Tinha uma força sobre-humana e Hera colocou-o como guardião de Io, que havia sido metamorfoseada numa vaca. Zeus enviou Hermes para buscar Io e Hermes, para conseguir cumprir essa tarefa, matou Argus. Hera transplantou os olhos de Argus para a cauda do pavão, porque era a sua ave preferida.
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Pinturas: Diego Velásquez, Mercurio y Argos (c. 1659, Museo del Prado, Madrid) e Walter Crane, "Bluebeard and Gloriana" - Peacocks on the terrace at Rode Hall, Cheshire (1871).

5 comentários:

APS disse...

Há também uma outra lenda curiosa. Deus ter-se-ia esquecido do pavão, para o pintar, e já só havia pequenos restos de cores que tinham sobrado dos outros animais. E esses restos é que foram usados. Daí as cores múltiplas e caprichosas do pavão.

mvs disse...

Espectáculo, nunca tinha ouvido isto!

Margarida Elias disse...

APS: Que maravilha! Obrigada!

MVS: É um mito engraçado, não é? Bj!

ana disse...

Margarida,
Gosto de pavões. São tão bonitos! Tenho pena do significado pejorativo que lhes é atribuído!
Em "Arte Nova" usou-se muito, porque seria?
Pelo exotismo?
Ou porque era hábito a elite tê-los nos seus jardins?
Bjs. :))

Margarida Elias disse...

Creio que era por serem bonitos e decorativos... Bj!