sábado, 30 de abril de 2011

Para o dia da Mãe (1 de Maio)

Mary Cassatt, Mother and Child (c. 1905, National Gallery of Art, Washington).
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«The precursor of the mirror is the mother's face».
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D.W. Winnicott (1971).

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nocturnos

Henri Le Sidaner, Les Maisons du Port au Clair de Lune (1924).
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«And when the evening mist clothes the riverside with poetry, as with a veil, and the poor buildings lose themselves in the dim sky, and the tall chimneys become campanili, and the warehouses are palaces in the night, and the whole city hangs in the heavens, and fairyland is before us--then the wayfarer hastens home; the working man and the cultured one, the wise man and the one of pleasure, cease to understand, as they have ceased to see, and Nature, who, for once, has sung in tune, sings her exquisite song to the artist alone, her son and her master--her son in that he loves her, her master in that he knows her.
To him her secrets are unfolded, to him her lessons have become gradually clear. He looks at he flower, not with the enlarging lens, that he may gather facts for the botanist, but with the light of the one who sees in her choice selection of brilliant tones and delicate tints, suggestions of future harmonies».
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Whistler (1885).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia Mundial da Dança (29 de Abril)

«Dancing can reveal all the mystery that music conceals».
Edgar Degas, The Rehearsal Onstage (1874 ?, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cartas

«Letters are among the most significant memorial a person can leave behind them».
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Johann Wolfgang von Goethe (in The Dutchess)
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Gabriel Metsu, Man Writing a Letter (1662-1665, National Gallery of Ireland, Dublin).
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Graças a MR, no Prosimetron, descobri que está agora na National Gallery de Washington, até 24 de Julho, uma exposição sobre este pintor holandês. A exposição já passou por Dublin e por Amesterdão - para quem puder ver, deve valer bem a pena.

terça-feira, 26 de abril de 2011

«Itsy Bitsy Spider»

Scott Gustafson, Itsy Bitsy Spider.
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The itsy bitsy spider went up the water spout.
Down came the rain, and washed the spider out.
Up came the sun, and dried up all the rain,
and the itsy bitsy spider went up the spout again.
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Esta «nursery rhyme», que acho bastante graça, está bem para estes dias que ora chove, ora faz sol. E também está bem para a época, porque tenho encontrado bastante bicharada deste género aqui por casa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sobre a liberdade

Carol Marine, Carnation 1 (2008).
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Ao responder à pergunta: «Que é o Iluminismo?», Kant, em 1784, escreveu: «Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do Iluminismo».
Kant associou a ideia de liberdade com a ideia de uso da razão. Para ele (segundo a minha interpretação), a liberdade era uma responsabilidade, na medida em que somos livres se agirmos de acordo com a nossa razão e assumirmos as consequências dos nossos actos: «(...) para esta ilustração, nada mais se exige do que a liberdade; e, claro está, a mais inofensiva entre tudo o que se pode chamar liberdade, a saber, a de fazer um uso público da sua razão em todos os elementos».
Esta maneira de encarar a liberdade, que difere do livre arbítrio, implica também uma maneira de governar onde há respeito pelos outros:
«Se, pois, a natureza, debaixo deste duro invólucro, desenvolveu o germe de que delicadamente cuida, a saber, a tendência e a vocação para o pensamento livre, então ela actua por sua vez gradualmente sobre o modo de sentir do povo (pelo que este tornar-se-á cada vez mais / capaz de agir segundo a liberdade) e, por fim, até mesmo sobre os princípios do governo, que acha salutar para si próprio tratar o homem, que agora é mais do que uma máquina, segundo a sua dignidade».
Eu creio que é assim que a liberdade deve ser entendida.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dia da Terra

Abel Manta, Folgosinho (1925, Museu Grão Vasco, Viseu).
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«Earth provides enough to satisfy every man's need, but not every man's greed».
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quinta-feira, 21 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

«Ontbijtjes»

Pieter Claesz , Fish Still life (1636, Museum Boymans-van Beuningen, Roterdam).
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As  ontbijt(je) eram refeições leves que podiam ser tomadas a qualquer hora do dia.  Representadas em naturezas mortas de um modo realista, elas possuíam muitas vezes significados religiosos.  Por exemplo, a obra Fish Still life de Pieter Claesz (c. 1597-1660) estava provavelmente conectada com o jejum durante a Quaresma: o peixe podia ser identificado com Cristo; o vinho e o pão poderiam ser referências à Eucaristia.
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Bibliografia: Norbert Schneider, Still Life, Taschen, 1994.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Arte III

Arthur Hacker, The Parasol (1902)
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«It seems that art always has been and always will be important to humans; and the things artists do will probably keep puzzling us as well as providing insight and joy».
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Cynthia Freeland (2001)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cantar I

Emile Pierre Metzmacher, The Songbird (1877).
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«A bird does not sing because it has an answer. It sings because it has a song».
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Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

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Hoje trago aqui imagens da Peninha (Sintra) onde fui ainda no ano passado. As fotografias que tirei foram dos dois aspectos que mais me encantaram: a antiga ermida de São Saturnino em ruínas e abandonada (uma verdadeira pena...) e a magnífica vista sobre a costa de Lisboa. Infelizmente, não consegui entrar no palacete, que estava fechado. 
«Localizado num dos pontos mais altos da Serra de Sintra, o Santuário da Peninha faz parte de um vasto conjunto arquitectónico formado pela antiga ermida de São Saturnino (fundada por D. Pêro Pais na época da criação do reino de Portugal) e pelo palacete romântico de estilo revivalista, que relembra uma fortificação e que foi construído no ano de 1918.
Esta ermida de dimensões reduzidas, "escondida" em plena Serra, representa uma importante igreja de peregrinação, envolta numa atmosfera religiosa mágica, estando-lhe associada a existência de uma imagem milagrosa de Nossa Senhora.
Este local de culto, de aspecto exterior singelo, apresenta, na verdade, um interior riquíssimo, com mármores embutidos e revestido por azulejos brancos e azuis, surpreendendo quem conseguia até ali chegar». No site referem o interior da capela, que se é o da ermida que eu vi, então não sei onde estão as decorações que referem, porque já lá não estavam (estarão no Museu Municipal?):
E aqui fica uma excelente fotografia de Rosa Gambóias, do Palacete.

Se alguém souber mais alguma coisa sobre este local, agradecia que me dissessem, porque sou uma apaixonada por Sintra e pelo património...

domingo, 17 de abril de 2011

Domingo de Ramos

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«O Apocalipse é o último livro do Novo Testamento, e significa a revelação do fim do mundo pecador, da luta entre o bem e o mal que terminará com a vitória de Cristo. (...) A linguagem é simbólica para os pagãos não entenderem. Mas o Apocalipse precisava ele próprio de ser revelado ao comum dos cristãos e por isso cerca de 786 o Pe Beato de Liébana das Astúrias escreveu um comentário de que existem 23 cópias. O Apocalipse do Lorvão, de autoria de Egeas, baseia-se no Comentário de Beato de Liébana, do séc. VIII. O Apocalipse do Lorvão pertenceu ao mosteiro de S. Mamede Lorvão, de onde foi trazido para a Torre do Tombo por Alexandre Herculano». (Direcção Geral de Arquivos)
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Há muitos anos, fiz um trabalho sobre o Apocalipse de Lorvão e fiquei uma admiradora das suas iluminuras românicas, de uma grande simplicidade, quer pelas formas, quer pelo colorido. Também fiquei muito interessada no carácter simbólico do pensamento da Alta Idade Média.
O meu trabalho focou somente o livro dos sete selos, mas lembrei-me que uma das iluminuras mostrava a Entrada de Jesus em Jerusalém, a propósito de um dos momentos do Apocalipse relativo à Adoração do Cordeiro. A ligação simbólica dos dois momentos tem necessariamente a ver a com a Páscoa pois Cristo era o Cordeiro que se entregou ao sacrifício.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

No Museu de Cerâmica em Caldas da Rainha

 Desde a Quinta do Visconde de Sacavém.


 Entre poemas.

 Até à cerâmica e a Rafael Bordalo Pinheiro.



Da Wikipedia:

José Joaquim Pinto da Silva (1863-1928), que também assinava José Joaquim Pinto da Silva Sacavém (para se distinguir do seu pai e do seu avô, e passando doravante a integrar o nome Sacavém como apelido de família), foi o 2.º Visconde de Sacavém.
(Aqui fica uma caricatura em cerâmica do Visconde, feita por Rafael Bordalo Pinheiro)

Era filho primogénito de José Joaquim Pinto da Silva e de Miquelina Francisca de Oliveira, tendo casado em 1 de Fevereiro de 1890 com Matilde Adelaide da Silva Amado (a qual foi retratada por Columbano).
Dedicou grande parte da sua vida ao trabalho de ceramista. Os seus trabalhos de cerâmica decorativa inscrevem-se, por exemplo, na linha de Bordalo Pinheiro, representando temáticas naturalistas. Também se distinguiu no esmaltar, vidrar e colorir da cerâmica, produzindo uma pasta de grande qualidade. Entregava-se a esta actividade, como mero amador, quer em pequenas instalações fabris situadas nas Caldas da Rainha, quer nas muflas que possuía no estúdio do seu palacete.
Possuiu uma quinta nas Caldas da Rainha (hoje chamada Quinta Visconde de Sacavém), cujo palacete romântico, rodeado de jardins, acolhe desde 1983, o Museu de Cerâmica em Caldas da Rainha.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dia Mundial do Café

António Soares, No Terrasse do café des Plaires (c.1920-1930, Museu do Chiado).
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«Coffee is the best thing to douse the sunrise with».
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Terri Guillemets.

Luz III

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«Même les ombres des feuillages ont de la lumière».
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Renoir.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Luz II

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«Turn your face to the sun and the shadows fall behind you».
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Flores IV

Federico Zandomeneghi, Il mazzo di fiori (1894, Palazzo Tè, Museo Civico, Mantova).
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«Can we conceive what humanity would be if it did not know the flowers?»
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Maurice Maeterlinck.

domingo, 10 de abril de 2011

Károly Ferenczy

 Károly Ferenczy, Sermon on the Mountain (1896, Hungarian National Gallery, Budapest).
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Károly Ferenczy (1862-1917) foi um pintor contemporâneo de Veloso Salgado e este Sermão na Montanha é da mesma época que o Jesus do pintor português. Apesar da proximidade do tema, as diferenças são evidentes. Em vez de uma paisagem seca e crepuscular, temos uma visão de um espaço verdejante, rodeado por árvores e montanhas. Jesus não está isolado, pois está rodeado de discípulos atentos. Ele é um homem, rodeado de outras figuras humanas, vestidas de acordo com o século XIX, o que transporta o momento bíblico para a contemporaneidade. Seria um quadro bastante naturalista, se não fosse o pormenor insólito de um homem com uma armadura, ao lado de Jesus. Gostava de saber qual o seu significado.
No site Fine Arts in Hungary conta-se a história deste quadro, mas não explicam o homem de armadura:
«The first summer in Nagybánya resulted a large size composition of a biblical nature. The gloomy and splendid landscape inspired the painter to pass on a serious message. (...) His family, friends and models accompanied him to the mountain he had selected and they posed for his picture».
Essa figura de armadura medieval seria apenas uma referência de que este acontecimento pertencia ao passado?

sábado, 9 de abril de 2011

Veloso Salgado

 
Veloso Salgado, Jesus (réplica) (c. 1922).
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Em geral, não aprecio muito a pintura de Veloso Salgado (1864-1945), apesar de o considerar um excelente pintor em termos académicos e naturalistas. Talvez deva explicar que considero que a qualidade intrínseca das obras de arte ultrapassa a moda e o gosto pessoal.
No entanto, há uns doze anos (1999) vi uma exposição  sobre a obra de Veloso Salgado no Museu do Chiado, que me surpreendeu de forma positiva, nomeadamente nas pinturas com temas simbolistas e nas paisagens. Esta pintura  de Jesus conjuga estas duas vertentes da sua obra.
Rui Afonso Santos, comissário da referida exposição, escreveu que a pintura Jesus foi realizada depois de Veloso Salgado ter passado por Florença, onde estudou Fra Angelico e Benozzo Gozzoli. A pintura original era bastante grandiosa, com 3 m de altura por 4,40 m de comprimento, mas perdeu-se em 1900, no naufrágio de um navio que a trazia de regresso a Lisboa, depois de ter estado na Exposição de Paris. Ficaram dois estudos preparatórios e uma réplica, feita por Veloso Salgado cerca de trinta anos depois, numa tela de tamanho mais reduzido do que o original. O original  tinha sido exposto em Paris em 1892, no Salon, valendo ao pintor uma 2.ª medalha e a qualificação Hors Concours.
Pessoalmente, a pintura Jesus interessa-me por duas razões. Por um lado, é uma obra de teor simbolista, realizada no tempo em que o simbolismo estava a desenvolver-se em França. Em 1893, em Paris, Eça de Queirós verificava que o livre-pensamento estava a atravessar uma «má crise». A geração nova sentia a necessidade de divino e à falta dele contentava-se com o sobrenatural. Eram «homens inquietos batendo de novo à porta dos mistérios».
Por outro lado, Jesus é uma obra muito bela. A paisagem ocupa a quase totalidade do quadro, concebida num tom de amarelo dourado (proporcionado pela luz crepuscular), que confere uma aura sobrenatural à composição. Também acho muito bela a figura de Jesus, ocupando o lado direito do quadro, trajando uma túnica branca. É uma figura simples e espiritualizada, que olha para cima e cujo rosto de perfil está alheio ao espectador.
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Bibliografia: Veloso Salgado (1864-1945), Museu do Chiado, 1999.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luz I

Norman Garstin, In a cottage by the sea,  (1887).
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«In the right light, at the right time, everything is extraordinary».
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia Mundial da Saúde

 
Arthur John Elsley, Picking Apples (1919)
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«An apple a day keeps the doctor away»

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dia dos Moinhos (7 de Abril)

Silva Porto, Moinho do Estevão [Alcochete] (1885-1887, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves).
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Era uma vez, um moinho 
Que girava, que girava 
Sem parar. 
Mas veio um dia 
Um vendaval 
E o moinho 
Não se pode aguentar. 
Mas o moleiro que era esperto 
A correr, a correr 
Foi consertar. 
Pôs asas novas 
No moinho 
E o moinho continuou o seu girar 
Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z 
Moeu-se o grão, fêz-se a farinha 
Que a padeira 
Tratou logo de amassar 
Coze-se o pão, fica loirinho 
E o moinho continua o seu girar 
Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z.
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Canção infantil.

terça-feira, 5 de abril de 2011

À janela: ver e ser visto I

Adriaen Jansz. van Ostade, Mother Holding her Child in a Doorway (1667).
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«There is only one pretty child in the world, and every mother has it».
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Provérbio chinês.
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Eu acho que existem (pelo menos) duas ;-)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Contar histórias

George Agnew Reid, The story (1890, Winnipeg Art Galery).
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«There have been great societies that did not use the wheel, but there have been no societies that did not tell stories».
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Ursula K. LeGuin.

domingo, 3 de abril de 2011

Com votos de boa semana!

Scott Gustafson, Laughing Flock.
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«The best way to cheer yourself up is to try to cheer somebody else up».
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Mark Twain.

sábado, 2 de abril de 2011

Esperança

Auguste Rodin, The Blessings (1894, Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa).
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«Hope is that thing with feathers that perches in the soul and sings the tune without the words and never stops... at all».
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Emily Dickinson.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia do Livro Infantil (2 de Abril)

Elizabeth Shippen Green, Mind of a Child (Dez. 1906, Harpers Monthly Magazine) - imagem retirada de Beautiful Century.
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«Think left and think right and think low and think high. Oh, the thinks you can think up if only you try!»
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Dr. Seuss.

Abril

Calendário publicado no Japonisme, para 1912, adaptado por mim para 2011.
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«Spring would not be spring without bird songs».
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Mais um prémio!

Obrigada Sandra!
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Segundo as regras devo dizer 7 coisas sobre mim:
1. Casei-me há quase oito anos e tenho dois filhos, um menino e uma menina.
2. Gosto muito de arte e por isso fiz o curso de História da Arte.
3. Dentro da Arte a minha preferência vai para a pintura.
4. A minha mãe é pintora e houve outras mulheres pintoras na minha família.
5. Gosto muito de animais, sobretudo de cães e de gatos.
6. Gosto de viajar. Adorava fazer uma viagem de carro por toda a Itália.
7. Admiro e respeito a natureza e gosto muito de árvores.

Como a Sandra já recebeu o prémio e já o ofereceu à Sara, Etnografia de Circunstancias e à Ana, (In) Cultura, eu apenas o ofereço à Mariana, Retratos de Varsóvia e à minha mãe, constante procura.