terça-feira, 29 de maio de 2012

Albert Einstein

Yousuf Karsh, Albert Einstein (1948)
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No Dia Mundial da Energia, lembro Albert Einstein (1879-1955), cientista que revolucionou a Física moderna. Desenvolveu a teoria da Relatividade e descobriu  a "equivalência entre matéria e energia", traduzida na equação E = mc2. Recebeu em 1921 o Prémio Nobel da Física, por ter desenvolvido o conceito do Efeito Fotoelétrico, importantíssimo hoje em dia, que conduziu aos conceitos da dualidade onda-partícula. Perturbado com a interpretação errónea que se poderia fazer das suas descobertas científicas, Einstein terá afirmado: «Relativity applies to physics, not ethics» (link).
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Bibl.: Wikipedia
Nota: Este texto foi escrito com o apoio de Gonçalo Elias.

domingo, 27 de maio de 2012

Dia de Pentecostes

Giotto, Pentecost (1320-25, National Gallery, Londres).
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De acordo com o site Web Gallery of Art, este painel é o sétimo de uma série sobre a vida de Cristo. Julga-se que este painel terá sido realizado com a colaboração de outros pintores da oficina do artista, mas as duas figuras da frente, em posição simétrica, serão obra de Giotto, pelo facto de serem mais soldiamente pintadas e as suas expressões demonstrarem uma atitude mais expressivamente natural.
O Pentecostes festeja-se, na Igreja Católica, cinquenta dias após a Ressurreição, mas também é festejado entre os Judeus (comemorando a dádiva de Deus dos Dez Mandamentos no Monte Sinai). Pelo que li, há vários costumes ligados ao Pentecostes, mesmo entre os cristãos. Em inglês é chamado de «Whitsunday», devido às vestes brancas usadas por aqueles que eram baptizados durante a vigília. Na Itália era costume atirar folhas de rosas do tecto das igrejas para recordar o milagre das línguas de fogo. Na França tocavam-se trombetas durante o serviço Divino, para lembrar o som do vento que acompanhou a descida do Espírito Santo. Na Rússia levam-se flores e ramos verdes nas mãos. Por outro lado, é de notar a ligação desta festividade à Primavera, o que é notório num poema de Goethe:

Pfingsten, das liebliche Fest, war gekommen;
es grünten und blühten
Feld und Wald; auf Hügeln und Höhn,
in Büschen und Hecken
Übten ein fröhliches Lied die neuermunterten Vögel;
Jede Wiese sprosste von Blumen in duftenden Gründen,
Festlich heiter glänzte der Himmel und farbig die Erde.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Naturalismo

Charles-François Daubigny, Le printemps (c. 1857, Musée des Beaux-Arts, Chartres)
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Theorique – Et où est-ce que tu as trouvé cela par escrit, ou bien di-moy en quelle escole as-tu este, ou tu puísse avoir entendu ce que tu dis?
Pratique – Je n’ay point eu d’autre livre que le ciel & la terre, lequel est connu de tous, & est donné à tous de connoistre & lire ce beau livre.
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MIllet de Bernard Palissy (1844),
citado por Raquel Henriques da Silva (2010).

terça-feira, 22 de maio de 2012

Biodiversidade

Frank Weston Benson, Lilypond (1923)
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«We can no longer see the continued loss of biodiversity as an issue separate from the core concerns of society: to tackle poverty, to improve the health, prosperity and security of present and future generations, and to deal with climate change. Each of those objectives is undermined by current trends in the state of our ecosystems, and each will be greatly strengthened if we finally give biodiversity the priority it deserves».
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Diversidade Cultural


Lilla Cabot Perry, Japanese children (c. 1898-1901).
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(...) Mas se a ordem é necessária às coisas, é também necessária a variedade: sem ela a alma esmorece, porque as coisas semelhantes lhe parecem as mesmas e, se uma parte de um quadro se assemelhasse a outra que tivéssemos visto, esse objecto seria novo sem o parecer e não proporcionaria qualquer prazer. E, como a beleza das obras de arte, tal como a da natureza, consiste no prazer que nos proporciona, é necessário torná-la o mais possível apta a variar esses prazeres; é necessário fazer a alma ver coisas que nunca viu (...)».
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Baron de Montesquieu.

domingo, 20 de maio de 2012

Ascenção

Rembrandt, The Ascension of Christ (1636, Alte Pinakothek, Munique).
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«Of all the Baroque masters, it was Rembrandt who evolved the most revolutionary technique and who seemed to grow into the Italians' spiritual heir. Where others needed five touches he was using one, and so the brushstrokes had begun to separate and could sometimes only be properly read from a distance. The exact imitation of form was being replaced by the suggestion of it: to some of his contemporaries, therefore, his paintings began to look unfinished. It was from the Venetians that he had learned to use a brown ground so that his paintings emerged from dark to light, physically as well as spiritually. Yet, despite a palette that was limited even by seventeenth century standards, he was renowned as a colorist for he managed to maintain a precarious balance between painting tonally, with light and shade, and painting in color. Just as form was suggested rather than delineated, so the impression of rich color was deceptive. Never before had a painter taken such a purely sensuous interest and delight in the physical qualities of his medium, nor granted it a greater measure of independence from the image».
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Waldemar Januszczak.

sábado, 19 de maio de 2012

Manet e Mallarmé

Édouard Manet, Les Hirondelles (1873, Fondation Collection E. G. Buhrle).
Édouard Manet, Stéphane Mallarmé (c. 1876, Musée d'Orsay)
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«Qu’est-ce qu’une œuvre 'non finie', lorsque toutes ses composantes sont en harmonie et lorsqu’elle possède un charme qui pourrait être détruit par l’adjonction d’un moindre élément?»
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

No Dia Internacional dos Museus

Karin Jurick, Bewilderment.
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«A museum is a non-profit, permanent institution in the service of society and its development, open to the public, which acquires, conserves, researches, communicates and exhibits the tangible and intangible heritage of humanity and its environment for the purposes of education, study and enjoyment».
ICOM (2007), 
citado por Ana Carvalho.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

No Dia da Espiga I

Karl Wilhelm Friedrich Bauerle, Poppy Girl.
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Joaquim de Vasconcelos (1849-1936) escreveu: «Mostrem-lhe as bellezas da sua pátria, da sua casa; honrem a poesia do seu lar; venerem a sua arte, porque elle o merece; amparem as suas industrias caseiras, que ainda podem ser uma fonte de receita e de inspiração nacional. Entre elles há cantadores-improvisadores; porque não haverá na arte decorativa popular o improviso fecundo? Se quem canta, seus males espanta – quem debuxa e esculpe e idealiza tanta coisa, é porque tem no coração a saudade de uma beleza entrevista em sonho, presentida, que lhe afaga e fecunda a imaginação. As fontes da inspiração popular nunca secaram. Quaes foram essas fontes? Eis o que importa averiguar» (citado por Sandra Leandro, 2008).
Este texto liga-se, de certo modo, à preocupação de preservação de valores etnográficos e antropológicos, que estão na base da preservação do Património Imaterial. Ana Carvalho, dedicou-se a este tema e irei aqui resumir um seu artigo sobre «Os museus e o Patrímónio Cultural Imaterial». Segundo esse texto, a «salvaguarda do Património Cultural Imaterial (PCI) é um tema que tem merecido destaque nos últimos anos nos fóruns internacionais, especialmente os promovidos pela UNESCO, motivando o interesse crescente de profissionais de várias áreas para a sua investigação e análise». A UNESCO veio chamar a atenção para o facto de que o Património Imaterial é tão importante como um edifício histórico, merecendo por isso ser igualmente preservado. Por outro lado, a necessidade de salvaguardar a diversidade cultural foi crescentemente motivada pela constatação dos riscos de massificação provocados pela globalização. Tendo em vista estas preocupações, foi adoptada, em 2003, a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, no âmbito da 32.ª Conferência geral da UNESCO. Esta Convenção assume que o Património Imaterial pode manifestar-se em vários domínios: desde as tradições e expressões orais (incluindo a língua); as artes do espectáculo; as práticas sociais, rituais e eventos festivos; os conhecimentos e práticas relacionados com a natureza e o universo; até às aptidões ligadas ao artesanato tradicional. Salienta-se ainda que a salvaguarda não se resume à preservação dos elementos em arquivos e colecções de museus.
Para além do meu carinho especial por algumas tradições portuguesas, como o Dia da Espiga, obviamente que haverá muitos patrimónios a preservar, sendo bastante notável o trabalho que tem sido promovido por Rosa Pomar nomeadamente no que diz respeito aos têxteis.

terça-feira, 15 de maio de 2012

No Dia da Família

Fréderic Bazille, Réunion de famille (c. 1867, Musée d'Orsay)
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«The family is one of nature's masterpieces».
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domingo, 13 de maio de 2012

A Capela de Nossa Senhora de Fátima na Igreja de Santo Eugénio em Roma

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A iniciativa da Capela de Nossa Senhora de Fátima na Igreja de Santo Eugénio em Roma surgiu em 1942, no âmbito de um projecto traçado pelo Vaticano, cujo objectivo residiu na criação de um templo comemorativo do jubileu episcopal do Papa Pio XII (1876-1958), que tinha sido ordenado a 13 de Maio de 1917, no mesmo dia da primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria. A igreja foi erguida na Vialle delle Belle Arti e deveria ser construída, apenas, com donativos de católicos de todo o mundo. Os trabalhos foram suspensos entre o Verão de 1943 e 1947, devido aos bombardeamentos da cidade de Roma. Portugal foi a única nação que garantiu, desde 1942, que a sua capela seria exclusivamente “feita com os mármores e pelos artistas portugueses”. Já depois da Guerra, Oliveira Salazar (1889-1970), que era então o Presidente do Conselho de Ministros, indicou ao Ministro das Obras Públicas e Comunições, José Frederico Ulrich (1905-1982), que procedesse à nomeação dos técnicos e artistas necessários e assumisse a responsabilidade da concretização do projecto. Foram chamados Luís Benavente (1902-1993), Jaime Martins Barata (1899-1970), Leopoldo de Almeida (1898-1975) e Jorge Barradas (1894-1971), que colaboraram na criação da capela, materializada no transepto da Igreja. O espaço projectado por Benavente apresenta-se como uma reunião do povo português em torno da Virgem. Jaime Martins Barata realizou uma pintura mural onde figuram Nuno Álvares Pereira, herói da independência nacional cuja causa de canonização fora retomada em 1940, Santo António de Lisboa, o santo português declarado Doutor da Igreja pelo próprio Papa Pio XII, a Rainha Santa Isabel e S. João de Deus. A meio da altura do pano central de parede, deparamo-nos com um alto-relevo da titular da capela, obra de Leopoldo de Almeida. A escultura, realizada em mármore de Vila Viçosa, constrói-se dentro de uma volumetria piramidal, no topo da qual sobressai o rosto humanizado de Maria. Estão presentes elementos característicos da iconografia fatimita, como a estrela junto aos pés e o rosário, mas o mestre inovou e simplificou, optando por uma volumetria inédita e uma expressão mais eloquente, actualizando, inclusivamente, o seu modelo, inaugurado com a igreja de Nossa Senhora de Fátima (1934-1938). Junto da mesa de altar projectada por Benavente, fica o frontal em cerâmica policromada, da autoria de Jorge Barradas, onde se vê uma interessante “Anunciação”, que remete para o culto eucarístico. A inauguração da igreja de Santo Eugénio em Roma e, naturalmente, da capela oferecida pelos portugueses a Sua Santidade, ocorreu no dia 2 de Junho de 1951. Paralelamente, em Lisboa, era inaugurada a igreja de Santo Eugénio no bairro da Encarnação, no exacto mesmo dia da consagração do templo homónimo de Roma.
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Resumido e adaptado do artigo de Vera Félix Mariz, «A capela de Nossa Senhora de Fátima na igreja de Santo Eugénio em Roma», in Artis, Lisboa, Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vol. 9/10, 2010/2100, pp.389-397. A Dissertação de Mestrado, desta investigadora, orientada por Maria João Neto, sobre o mesmo assunto, foi apresentada na Universidade de Lisboa em 2010 e publicada em 2011 pelo Centro de História do Banco Espírito Santo.

sábado, 12 de maio de 2012

Aprender


Albert Anker, Die kleinen Strickerinnen (Museum Oskar Reinhart am Stadtgarten, Winterthur)
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«Tell me and I'll forget; show me and I may remember; involve me and I'll understand».
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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trabalho e lazer

Henriette Browne, A Girl Writing - The Pet Goldfinch (c. 1870, Victoria and Albert Museum).
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«We give up leisure in order that we may have leisure, just as we go to war in order that we may have peace».
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domingo, 6 de maio de 2012

No Dia da Mãe

Kanga e Roo, Winnie-the-Pooh.
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«Some people care too much. I think it's called love.» 
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A.A. Milne, Winnie-the-Pooh.

sábado, 5 de maio de 2012

Estrelas

Dabvid Hocney, The Magic Flute - The Appearance of the Queen of the Night (para ver a ópera com o cenário, aceder ao link)
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«You are never alone or helpless. The force that guides the stars guides you too».
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Livros

José de Almada Negreiros, Auto-retrato (1948, CAM_FCG).
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«Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.
Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.»
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José de Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro (1921)

terça-feira, 1 de maio de 2012

No Dia do Trabalhador

The Lowry, Going to Work (1959, The Lowry Collection, Salford).
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«We have much studied and much perfected, of late, the great civilized invention of the division of labour; only we give it a false name. It is not, truly speaking, the labour that it divided; but the men:— Divided into mere segments of men— broken into small fragments and crumbs of life; so that all the little piece of intelligence that is left in a man is not enough to make a pin, or a nail, but exhausts itself in making the point of a pin or the head of a nail. Now it is a good and desirable thing, truly, to make many pins in a day; but if we could only see with what crystal sand their points were polished,— sand of human soul, much to be magnified before it can be discerned for what it is— we should think that there might be some loss in it also. And the great cry that rises from our manufacturing cities, louder than their furnace blast, is all in very deed for this,— that we manufacture everything there except men; we blanch cotton, and strengthen steel, and refine sugar, and shape pottery; but to brighten, to strengthen, to refine, or to form a single living spirit, never enters into our estimate of advantages. And all the evil to which that cry is urging our myriads can be met only in one way: not by teaching nor preaching, for to teach them is but to show them their misery, and to preach at them, if we do nothing more than preach, is to mock at it. It can only be met by a right understanding, on the part of all classes, of what kinds of labour are good for men, raising them, and making them happy; by a determined sacrifice of such convenience or beauty, or cheapness as is to be got only by the degradation of the workman; and by equally determined demand for the products and results of healthy and ennobling labour». 
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John Ruskin , The Stones of Venice, vol. II, chapter VI, paragraph 16 (1853).
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Sobre o filme ver aqui.