terça-feira, 3 de setembro de 2013

Da Linguagem dos Objectos

Mesa de cabeceira D. Maria, Marchetaria de pau-santo, pau-rosa e espinheiro representando pássaros, urnas e fontes (Portugal, séc. XVIII - Link)
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« - Se estas paredes pudessem falar - murmurei.
Poirot abanou a cabeça.
- Não lhes bastava ter língua - disse. - Também precisavam de ter olhos e ouvidos. Mas não esteja assim tão seguro de que estas coisas mortas - tocou no topo da prateleira enquanto falava - são sempre mudas. Elas às vezes falam-me ... cadeiras, mesas ... têm o seu recado a dar!»
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Agatha Christie, O assassinato de Roger Ackroyd, Edições Asa, p. 80.

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