quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Escrever / falar sobre Arte

Etienne Bertrand Weill, Le Chant Silencieux (via Gallica).
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«Although I have armed myself with great adjectives and flowery phrases over the years, I still don’t feel like I have mastered the skill of translating emotions into words. Perhaps it is a fruitless endeavor to try and give words to seemingly ineffable emotions, but I like to try. If there is one reason why I like to write about art history, it is because I’m compelled to practice and find better ways to communicate such emotions with only words».
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ensino

José Jiménez Aranda, The Small Naturalists (1893, Museo Nacional del Prado, Madrid - via Gandalf's Gallery).
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«All who have meditated on the art of governing mankind have been convinced that the fate of empires depends on the education of youth».
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Esperança

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«The future belongs to those who give the next generation reason for hope».

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

kindness

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«What wisdom can you find greater than kindness».
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domingo, 24 de fevereiro de 2013

A Natureza

(Link)
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«The grand show is eternal. It is always sunrise somewhere; the dew is never dried all at once; a shower is forever falling; vapor is ever rising. Eternal sunrise, eternal dawn and gloaming, on sea and continents and islands, each in its turn, as the round earth rolls».
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sábado, 23 de fevereiro de 2013

A Luz e a Sombra

Sir John Everett Millais, The Lost Piece of Silver (1864).
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«May it be a light to you in dark places, when all other lights go out».
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Acordes e vida

(Lisboa, 2012)
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«Um único tom não é nada em termos de cor: dois tons são um acorde, são a vida».
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Matisse.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Retrato(s) de corpo e alma

Tretyakov Gallery, Moscovo).
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«Ah! Portraiture, portraiture with the thought, the soul of the model in it, that is what I think must come». 
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A verdade e o bem

Claude Monet, Un Moulin à Zaandam (1871).
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«The pursuit of what is true and the practice of what is good are the two most important objects of philosophy». 
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Simplicidade

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«Or, rather, let us be more simple and less vain».
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Arte e o Tempo

August Macke, Elisabeth Gerhardt Sewing (1909).
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«Eu próprio muitas vezes tenho dito que a arte reflecte e propõe. Este diálogo que o artista mantém com os modos de existência do seu próprio tempo, traduz-se pela produção de obras, de objectos. Digamos: o artista é um homem que cria objectos, objectos figurativos. E são objectos de civilização».
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José-Augusto França (1963),
Prefácio de Pierre Francastel, Arte e Técnica nos Séculos XIX e XX, Lisboa, Edição «Livros do Brasil», p. 9.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sobre a perfeição

Luis Meléndez, Still Life with Oranges, Jars, and Boxes of Sweets (c. 1760-1765, Kimbell Art Museum, Fort Worth).
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«Qualquer coisa pode considerer-se perfeita no seu género quando está conforme à sua finalidade».
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Paul Souriau, 1904, 
citado por Pierre Francastel, Arte e Técnica nos Séculos XIX e XX, Lisboa, Edição «Livros do Brasil», p. 44.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Tempo

Igreja da Misericórdia de Pereira (2013).
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«O tempo é como se fosse um rio que os acontecimentos formassem».
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Tabacaria Mónaco


(Lisboa, 2012)
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Não me vou alongar sobre este tema, não só porque já notei que existe muita informação sobre ele na internet, como só agora me apercebi que tenho de entrar nesta Tabacaria logo que tenha uma oportunidade. Na verdade, como sou uma apaixonada pela obra de Rafael Bordalo Pinheiro, fiquei contente em ter visto os azulejos do exterior, sem suspeitar que lá dentro haveria mais para conhecer e admirar.
Resumindo o que descobri na internet, a Tabacaria Mónaco (tal como hoje existe) data de 1894, sendo a obra projectada pelo arquitecto Rosendo Carvalheira. Este arquitecto já foi estudado numa tese de Mestrado, realizada pela minha amiga e historiadora Elsa Mendes, que tem um blogue intitulado Ars Super Omnia.
A Tabacaria tem azulejos de Rafael Bordalo Pinheiro, pinturas de António Ramalho e marcenaria de Frederico Augusto Ribeiro. O imóvel onde este estabelecimento comercial está instalado, no número 21 da Praça D. Pedro IV (Rossio), faz parte da Classificação do Conjunto Baixa Pombalina (Imóvel de Interesse Público) ou do Conjunto Lisboa Pombalina (Em Vias de Classificação para Monumento Nacional) (site da CML). Também no blogue Ruas de Lisboa com Alguma História se falou deste estabelecimento, contando-se que esta Tabacaria já foi distinguida pelas suas tradições literárias e foi centro de cavaqueira de escritores do fim do século XIX e início do século XX, contando-se entre os seus frequentadores figuras eminentes como Eça de Queirós, Rafael Bordalo Pinheiro, João de Deus, Henrique Lopes Mendonça e Fialho de Almeida. O seu proprietário era Júlio César Vieira da Cruz, conhecido como "Cruz", e a casa estava em funcionamento desde 1875.
Para saber mais, consultando o que está disponível na internet (porque certamente outra informação haverá em livro), convido a ver o blogue Coca Bixinhos, o site do Museu Bordalo Pinheiro, o site Monumentos e ainda uma página do António Maria de 18 de Outubro de 1894.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Panificação Mecânica





(Lisboa, 2013)
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Vivi durante alguns meses em Campo de Ourique, mas só há pouco tempo entrei na Panificação Mecânica. É um espaço extraordinário, sobretudo pelo interior, com azulejos Arte Nova (da Fábrica Bordalo Pinheiro). A estrutura do espaço arquitectónico é em ferro, com azulejos na fachada e janelas em arco. É na sua origem uma padaria, que deverá remontar ao final do século XIX, pois a primeira data conhecida é de 1902, referente a um pedido de autorização de obras, à Câmara Municipal de Lisboa. Além do pão, vendem-se bolos, sendo sobretudo atractivas as miniaturas. O serviço é muito simpático e costumam oferecer um mini pastel de nata com o café. Este espaço é Património Industrial, classificado como Imóvel de Interesse Público, por Decreto N.º 31/83 de 9 de Maio.
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E muito a despropósito (ou não), deixo aqui uma pergunta: alguém conhece um estudo sobre cafés e pastelarias de Lisboa (ou de Portugal)? Deixo ainda uma canção que acho lindíssima, embora não tenha muito a ver com o tema.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Para o Dia de São Valentim


 
(Link)
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«We are a little weird and life's a little weird, and when we find someone whose weirdness is compatible with ours, we join up with them and fall in mutual weirdness and call it love».
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Dr. Seuss.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Realidade e Percepção I

Joseph DeCamp, Pauline (1907).
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«But the system of experience is not arrayed before me as if I were God, it is lived by me from a certain point of view; I am not the spectator, I am involved, and it is my involvement in a point of view which makes possible both the finiteness of my perception and its opening out upon the complete world as a horizon of every perception».
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Merleau-Ponty, Phenomenology of Perception, London, Routledge and Kegan Paul, 1962, p. 304, in Rosalind E. Krauss, The Originality of the Avant-Garde and Other Modernist Myths, MIT Press, 1999, p. 261.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Carnaval há 100 anos


Imagens de Ilustração Portuguesa, 3 e 10 de Fevereiro de 1913.
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«Nessa extensa linha de carros alguns se apresentaram enfeitados, como o dos reclamos da Casa das Bengalas, do teatro da Avenida (…), e outros de particulares, como os das famílias (…) conduzindo senhoras e crianças, algumas vestidas à moda do Minho, e todas em trajes de côres alegres, misturando se com o vivo colorido das flôres de que se ornavam e, em renhida batalha, arremessavam de uns carros para outros (…) fitas, serpentinas e confetis, como é próprio de Carnaval civilizado».
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in O Ocidente, 10 de Fevereiro de 1913.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A Lapónia


Vi há uns tempos, num dos meus blogues preferidos, «Nordic Thoughts», imagens da Lapónia. Eu sou uma apaixonada pela Lapónia e era um dos sítios onde adoraria ir.
Entretanto, recordou.me que há vinte anos atrás, para finalizar um curso de Design de Moda (IADE), eu fiz um projecto inspirado precisamente no trajo da Lapónia. Aqui ficam as memória de um possível percurso profissional que não teve consequências.

Cristal de neve

Os Lapões


Uns casacos de malha desenhados por mim

Um desenho para um bordado inspirado nas decorações das  facas «puukko».

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Ordem e Beleza


Lisboa (2012)
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«(...) O que é a ordem em Arte ou no Belo da Natureza? É uma síntese harmónica dos elementos que entram na composição (...). É a Unidade da Beleza, a sua essência, a simplicidade. Simplificar é trabalho de mestre. É a grande vitória do artista (...). De facto, não há, não pode haver Beleza sem simplicidade».
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Jorge Segurado: «Através da confusão estética», in Panorama, nº. 14, Ano 2, 1943.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Passeio

Charles Harold Davis, Outside the Village (1883).
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«How can you explain that you need to know that the trees are still there, and the hills and the sky? Anyone knows they are. How can you say it is time your pulse responded to another rhythm, the rhythm of the day and the season instead of the hour and the minute? No, you cannot explain. So you walk»
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New York Times (1967),

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Realidade e Percepção

Piet Mondrian, Farm near Duivendrecht (c. 1916, Art Institute of Chicago).
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«Deep in the human unconscious is a pervasive need for a logical universe that makes sense. But the real universe is always one step beyond logic».
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A sombra

Gerda Graff (1914).
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Eu tenho uma amiga, a sombra,
que anda comigo e não fala.
Por mais que eu puxe conversa,
sempre a marota se cala.

Logo que corro para o sol,
estende-se a sombra no chão.
Pisam-na todos os pés
e senta-se nela o cão.

Salta para trás e para a frente,
pula para cima, para o lado,
mas parece que está presa
à sola do meu calçado.

Faz tudo aquilo que eu faço:
macaca de imitação!
Até se lhe dou um estalo
me quer dar um safanão.

Eu sou branco, ela é preta,
Ando em pé, ela deitada.
Mas nunca nos separamos
até ser noite fechada.
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Luísa Ducla Soares, Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte, 1999.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Pensamento Histórico

Signe Scheel, Woman Reading (1896).
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«(…) El pensamiento histórico nos lleva a emitir juicios que nos permiten enfrentarmos al tumultuoso presente com la fuerza que nos dan las experiencias racionalizadas; aunque el juicio en cuanto tal, dando el hecho passado como acabado totalmente, lo fija en su tiempo y su espácio (…). La historia es “catártica” en la medida en que nos assegura que el passado es ya passado y no puede repetirse o retornar (…), confirma la plenitud de nuestra responsabilidad para con el presente (…)».
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Guilio Carlo Argan, «El Revival», in El Pasado en el Presente, Barcelona, Editorial Gustavo Gii, 1977.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Do indivíduo até à pessoa

Rembrandt van Rijn, The girl in the picture frame ou The Jewish bride (1641, via Plum Leaves on Flickriver).
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Robert Ezra Park (1950): 
«Não é provavelmente por um simples acaso histórico que a palavra “pessoa”, na sua acepção de origem, designa uma máscara. Trata-se antes do reconhecimento do facto de toda a gente estar sempre e em toda a parte, com maior ou menor consciência, a representar um papel... É nestes papéis que nos conhecemos uns aos outros; é nestes papéis que nos conhecemos a nós próprios.
Em certo sentido, e na medida em que a máscara representa a concepção que formámos de nós próprios – o papel que nos esforçamos por viver -, ela é o nosso eu mais verdadeiro, o eu com que gostaríamos de nos parecer. No termo do processo, a nossa concepção do nosso papel torna-se uma segunda natureza e uma parte integrante da nossa personalidade. Chegamos ao mundo como indivíduos, adquirimos um carácter e transformamos-nos em pessoas».
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Erving Goffman, A apresentação do eu na vida de todos os dias, Lisboa, Relógio d’Água, 1993 (Edição original datada de 1959), pp. 31-32.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O espírito do tempo


John White Alexander, Walt Whitman (1889, Metropolitan Museum of Art, New York)
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Columbano Bordalo Pinheiro, Antero de Quental (1889, Museu do Chiado - MNAC, Lisboa)
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Columbano Bordalo Pinheiro, Bulhão Pato (1911, Museu do Chiado - MNAC, Lisboa)
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Quando olhei pela primeira vez para a pintura de Walt Whitman, lembrei-me de Columbano e dos retratos posteriores a 1889, sobretudo de Bulhão Pato. Ao retornar a ver o retrato de John White Alexander, comecei a ficar cada vez mais fascinada com a qualidade da pintura, do contraste do branco com o negro, dos detalhes do rosto e das mãos. Hoje notei a data - 1889. Certamente, Columbano não terá visto o retrato de Whitman quando pintava o de Antero, mas têm algo em comum, fruto de um mesmo espírito do tempo, do mesmo respeito pelo outro que se está a retratar e cuja alma se deseja eternizar. Dizia Séneca: «Não devemos computar a idade pelos anos, senão pelos procedimentos».
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Séneca, in Jorge Segurado, Raul Lino, Lisboa, ANBA, 1975, p. 15.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Expressão de um tempo

Émile Friant, Self portrait.
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«Os artistas exprimem, para uma época determinada, e na sua linguagem específica, a fisionomia do mundo e as leis variáveis do espírito»
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Pierre Francastel, Arte e Técnica nos Séculos XIX e XX, Lisboa, Edição «Livros do Brasil», p. 162.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Tempo

James Jacques Tissot, Le Journal (Musée des Beaux-Arts, Nantes)
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«Read not the Times, read the Eternities».
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