segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Outono nos museus portugueses

Mosaico do Outono da Casa dos Repuxos (Séc. II-III, Museu Monográfico de Conímbriga - Link)
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José Malhoa, Outono (1918, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)
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José de Brito, Paisagem da Margem do Vouga (Museu Grão Vasco - Link)
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Outono (Museu Nacional de Soares dos Reis - Link)
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Columbano Bordalo Pinheiro, Frutos de Outono (1907, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)
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Prato da Companhia das Índias (Séc. XVIII, Museu Grão Vasco - Link)
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Inrô (Museu Nacional Machado de Castro - Link)
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Yves Saint Laurent, Vestido (1975-1980, Museu Nacional do Traje e da Moda - Link)

domingo, 29 de setembro de 2013

Bilros

Sofia Martins de Souza, Interior [Rapariga fazendo renda de bilros] (Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto - Link)
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Maria Augusta Bordalo Pinheiro numa aula de renda de bilros (Museu do Chiado - MNAC, Lisboa - Link)
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Maria Augusta Bordalo Pinheiro, Lenço com decoração de Fuccias (Museu do Chiado - MNAC, Lisboa - Link)
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«Para Robert Smith, as pequenas peças torneadas, origem da designação "cama de bilros", colocadas verticalmente nos dois sentidos, transmitiam a ilusão de movimento contínuo, acentuado pelo torneado das colunas e pernas, o que agradava ao gosto barroco de então. (...) Segundo este autor, a coluna torsa impôs-se entre nós na década de 1680/90, tendo então decorado as grades e os púlpitos das igrejas, o que, como notou Bernardo Ferrão, obriga a situar o fabrico de mobiliário com elementos torneados em espiral no último quartel do século XVII e primeira metade do século XVIII» (BASTOS, Celina; PROENÇA, José António - Museu de Lamego. Mobiliário. Lisboa: IPM/Museu de Lamego, 1999 - Link).

Leito "de bilros" (1675 d.C. - 1750 d.C, Museu de Lamego - Link)
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Enrique Casanova, Quarto de D. Luís no Paço de Sintra (onde se vê um "leito de bilros") (1889-1895, Palácio Nacional da Ajuda - Link)

sábado, 28 de setembro de 2013

Filigrana

Arrecada (VII a.C. - VI a.C. - Idade do Ferro, Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa - Link)
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Torques (2.ª Idade do Ferro, Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa - Link)
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Pendente (Séc. XVII, Museu dos Biscainhos - Link)
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Cofre em filigrana de ouro do 15º Vice-rei da Índia, D. Matias de Albuquerque (Indo-Português, Museu Nacional de Arte antiga, Lisboa - Link)
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Mulher trajada à moda de Famalicão (Link)
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Joana Vasconcelos, Coração independente dourado (2004 - Link)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Espirais

Nautilus (Link)
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Brinco de ouro (Idade do Ferro, Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa - Link)
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Margarida Elias, Convento de Cristo, Tomar (2013)
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Varela Pécurto, Caracol (1954, Museu do Chiado-MNAC, Lisboa - Link)
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Robert Smithson, Spiral Jetty (Link)
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M. C. Escher, Sphere Spirals (1958 - Link)
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Alphonse Mucha, Dance (1898 - Link)
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Michael Thonet, Cadeira de baloiço (Link)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Labirintos

Fragmento de estátua de guerreiro (Séc. I d.C., Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa - Link)
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Mosaico com painel quadrangular, contendo o labirinto e a cabeça do Minotauro da Casa dos Repuxos (Séc. III d.C. (3.º quartel), Museu Monográfico de Conímbriga - Link)
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Catedral de Chartres (séc. XIII - Link)
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Maurits Cornelis Escher, (Link)
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Reignac-Sul-Indre, Touraine (Link)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Às aranhas...

Não gosto destes bichos, mas tenho notado que surgem de uma forma mais ou menos simpática em obras de arte, histórias e filmes. Daí este post.

Odilon RedonAraignée souriante (1881 - Link)
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Louise Bourgeois, Maman (1999, National Gallery of Canada - Link)

«The Spider is an ode to my mother. She was my best friend. Like a spider, my mother was a weaver. My family was in the business of tapestry restoration, and my mother was in charge of the workshop. Like spiders, my mother was very clever. Spiders are friendly presences that eat mosquitoes. We know that mosquitoes spread diseases and are therefore unwanted. So, spiders are helpful and protective, just like my mother».
Louise Bourgeois (Link)
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(Link)
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«But still she was there, who was there before Sauron, and before the first stone of Barad-dûr; and she served none but herself (...).»
J. R. R. Tolkien (Link)

(Link)
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«You have been my friend. That in itself is a tremendous thing. I wove my webs for you because I liked you. After all, what's a life, anyway? We're born, we live a little while, we die. A spider's life can't help being something of a mess, with all this trapping and eating flies. By helping you, perhaps I was trying to lift up my life a trifle. Heaven knows anyone's life can stand a little of that».



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Odilon Redon (1840-1916)

«Mes dessins inspirent et ne définissent pas.»
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O Corvo (1882, National Gallery of Canada, Ottawa - Link)
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O Ovo (1885, Narodni Muzej, Belgrado - Link)
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Pegasus (1900, Hiroshima Museum of Art - Link)
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Retrato de Madame Arthur Fontaine (1901, Metropolitan Museum of Art, New York - Link)
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Ophelia (Link)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sobre a Melancolia

Albrecht Dürer, Melancholia (1514 - Link)
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Associada ao génio, aos santos e aos artistas, ao conhecimento, à velhice, ao tempo e a Saturno, a melancolia é um tema recorrente na arte, de que a representação mais conhecida é a famosa gravura de Dürer. Este artista, representou-a como uma figura alada, rodeada por elementos ligados ao tempo e à sabedoria, que apoia a cabeça na mão esquerda, enquanto pensativamente segura um instrumento de escrita na mão direita. A pose foi depois reutilizada pelo mesmo artista, em 1521, quando pintou o São Jerónimo, que se encontra hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.

(Link)


Pouco tempo antes, a mesma pose fora usada por Hieronymus Bosch no quadro St. John the Baptist in the Wilderness (Museo Lázaro Galdiano, Madrid - Link):


Mais de trezentos anos depois, Columbano Bordalo Pinheiro, em 1885, empregou-a para retratar o pintor Girão, em O Grupo do Leão (Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa - Link). Deste modo, mantinha-se a iconografia da Melancolia, espelhada no retrato do artista mais velho do Grupo.



Para Baudelaire, um grande artista é um artista melancólico. No texto Fusées (1897 - Link) ele dizia: 

«J'ai trouvé la définition du Beau, de mon Beau.
C'est quelque chose d'ardent et de triste, quelque chose d'un peu vague, laissant carrière à la conjecture. (...) Le mystère, le regret sont aussi des caractères du Beau (...)».

Outros artistas tiveram um entendimento ligeiramente diferente da Melancolia, que não passava pela alegoria ou pelo retrato, mas sim pela representação da solidão e da sensação de vazio.

Giorgio de Chirico, Mystery and Melancholy of a Street (1914 - Link)

Edward Hopper, Automat (1927, Des Moines Art Center, Des Moines - Link)
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Julgo que os portugueses têm alguma tendência para a melancolia. Não sou certamente a primeira pessoa a fazer tal afirmação. José de Figueiredo, em 1901, escreveu: «(…) Pois embora isto pareça um paradoxo, a verdade é que, com esta nossa paisagem luxuriante e este nosso sol claro, nós somos entretanto, como os russos, um povo de bruma. Sómente, emquanto a do paiz moscovita é real (…) a nossa é mais symbolica que natural. – (…) bruma mais feita de distancia d’um sonho longínquo do que dos próprios effeitos climatéricos».
Para além dos nossos excelentes poetas cujos poemas são muitas vezes tristes, uma das obras de arte portuguesas que mais admiro, O Desterrado, é claramente melancólica.




Soares dos Reis, O Desterrado (1872, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto - Link)

Por fim, também  temos o Fado:

José Malhoa, O Fado (1911 - Link)


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Bibl.:
José de Figueiredo, Portugal na Exposição de Paris, Lisboa, Sociedade Editora, Empresa da História de Portugal, 1901.
Jean Clair (Dir.), Mélancolie: génie et folie en Occident, Paris, Réunion des Musées Nationaux, 2005.