terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ravens vs. Crows / Corvos vs. ...?

Sergey Solomko, Conversation
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No livro The Hobbit: or, There and Back Again (1937) de J. R. Tolkien, a certa altura pode ler-se:

“I only wish he was a raven!” said Balin.
“I thought you did not like them! You seemed very shy of them, when we came this way before.”
“Those were crows! And nasty suspicious-looking creatures at that, and rude as well. You must have heard the ugly names they were calling after us. But the ravens are different. There used to be great friendship between them and the people of Thror; and they often brought us secret news, and were rewarded with such bright things as they coveted to hide in their dwellings. “They live many a year, and their memories are long, and they hand on their wisdom to their children. I knew many among the ravens of the rocks when I was a dwarf-lad. This very height was once named Ravenhill, because there was a wise and famous pair, old Care and his wife, that lived here above the guard-chamber. But I don’t suppose that any of that ancient breed linger here now.”

Num site da internet há um artigo intitulado Crow vs. Raven, que refere a diferença das duas espécies e onde se diz que o "raven" pode viver cerca de 30 anos. Em português não encontrei tradução para o "raven" para além de "corvo comum". Fiquei com curiosidade sobre qual seria.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Fantasia vs. Realidade

Ilustração (desenho) de Alan Lee, Merlin Dreams - retirado do blog Myth and Moor, de um post intitulado «On fantasy, realism, and telling the truth»
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«All Greek to me, Langdon thought, amused to recall Katherine’s unsuccessful attempt to explain Noetic Science to him at a party at her brother’s home last year. Langdon had listened carefully and then replied, “Sounds more like magic than science.”
Katherine winked playfully. “They’re closer than you think, Robert.”
(…)
Despite Noetic Science’s use of cutting-edge technologies, the discoveries themselves were far more mystical than the cold, high-tech machines that were producing them. The stuff of magic and myth was fast becoming reality as the shocking new data poured in, all of it supporting the basic ideology of Noetic Science — the untapped potential of the human mind.
The overall thesis was simple: We have barely scratched the surface of our mental and spiritual capabilities.
Experiments at facilities like the Institute of Noetic Sciences (IONS) in California and the Princeton Engineering Anomalies Research Lab (PEAR) had categorically proven that human thought, if properly focused, had the ability to affect and change physical mass. Their experiments were no “spoon-bending” parlor tricks, but rather highly controlled inquiries that all produced the same extraordinary result: our thoughts actually interacted with the physical world, whether or not we knew it, effecting change all the way down to the subatomic realm.
Mind over matter.
(…)
The most astonishing aspect of Katherine’s work, however, had been the realization that the mind’s ability to affect the physical world could be augmented through practice. Intention was a learned skill. Like meditation, harnessing the true power of “thought” required practice. More important . . . some people were born more skilled at it than others. And throughout history, there had been those few who had become true masters.
This is the missing link between modern science and ancient mysticism.»
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Dan Brown, Lost Symbol.

sábado, 27 de setembro de 2014

Final de Setembro

Joaquín Sorolla y Bastida, Breakwater, San Sebastian (1918, Museo Sorolla)
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9.
Vai sendo tempo de largares o Verão
soltá-lo no caminho mais estreito
à boca do Outono ou numa praia
onde já não passe mais ninguém.
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Alberto Soares, in Escrito para a Noite (pg. 37).

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Aprender

George Clausen, A Schoolgirl (1889)
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«But I should like to know» - Pippin began.
«Mercy!» cried Gandalf. «If the giving of information is to be the cure of your inquisitiveness, I shall spend all the rest of my days in answering you. What more do you want to know?»
«The names of all the stars, and of all living things, and the whole history of Middle-earth and Over-heaven and of the Sundering Seas» laughed Pippin. «Of course! What less? But I am not in a hurry tonight.»
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J R R Tolkien, Lord of the Rings The Two Towers (1954)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cultura

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«(…) culture reflects the way one learns, since culture is “learned and shared behavior”. Learning, then, is one of the basic activities of life (…)». 
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Edward T. Hall, The Silent Language, Anchor Books - Doubleday, 1990 (1.ª ed. 1959), p. 47.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Balança Vs. Libra

Johannes Vermeer, Woman Holding a Balance (1662–1663, National Gallery of Art, Washington)
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Jacob Jordaens, Libra (séc. XVII, Palais du Luxembourg, Paris)
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Mikalojus Ciurlionis, Libra (1907)
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Creazioni Luci, Balança (Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dança do Vento

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Dança do Vento 
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O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia. 
Baila, baila e rodopia 
E tudo baila em redor. 
E diz às flores, bailando: 
- Bailai comigo, bailai! 
E elas, curvadas, arfando, 
Começam, débeis, bailando. 
E suas folhas, tombando, 
Uma se esfolha, outra cai. 
E o vento as deixa, abalando, 
- E lá vai!... 

O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia, 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor. 
E diz às altas ramadas: 
Bailai comigo, bailai! 
E elas sentem-se agarradas 
Bailam no ar desgrenhadas, 
Bailam com ele assustadas, 
Já cansadas, suspirando; 
E o vento as deixa, abalando, 
E lá vai!... 

O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor! 
E diz às folhas caídas: 
Bailai comigo, bailai! 
No quieto chão remexidas, 
As folhas, por ele erguidas, 
Pobres velhas ressequidas 
E pendidas como um ai, 
Bailam, doidas e chorando, 
E o vento as deixa abalando 
- E lá vai! 

O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia, 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor! 
E diz às ondas que rolam: 
- Bailai comigo, bailai! 
e as ondas no ar se empolam, 
Em seus braços nus o enrolam, 
E batalham, 
E seus cabelos se espalham 
Nas mãos do vento, flutuando 
E o vento as deixa, abalando, 
E lá vai!... 

O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia, 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor! 
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Afonso Lopes Vieira, in Antologia Poética.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com o Outono quase a chegar

 Jacob van Huysum, Twelve months of flowers: September (séc. XVIII, Fitzwilliam Museum, Cambridge)
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«Autumn asks that we prepare for the future — that we be wise in the ways of garnering and keeping. But it also asks that we learn to let go — to acknowledge the beauty of sparseness.»
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domingo, 21 de setembro de 2014

Casas e coisas

Carl Larsson, A Varanda, aguarela do álbum A Nossa Casa (1894-1896)
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«(…) Consumption uses goods to make firm and visible a particular set of judgments in the fluid processes of classifying persons and events. We have now defined it as ritual activity.»
«(…) Within the available time and space the individual uses consumption to say something about himself, his family, his locality (…). Consumption is an active process in which all the social categories are being continually redefined.»
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Mary Douglas, Baron Isherwood, The World of Goods, Towards an Anthropology of Consumption, London, New York, Routledge, 1996 (1.ª ed. 1979), p. 45.

sábado, 20 de setembro de 2014

Sobre tesouros

(link)
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«And here also is your brooch, Pippin», said Aragorn. «I have kept it safe, for it is a very precious thing.»
«I know», said Pippin. «It was a wrench to let it go; but what else could I do?»
«Nothing else», answered Aragorn. «One who cannot cast away a treasure at need is in fetters. You did rightly.»
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J. R. Tolkien, Lord of the Rings, The Two Towers (1954).

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Casa Roque Gameiro, na Amadora

Cerca de 1898, data inscrita na fachada principal da casa, Roque Gameiro (1864-1935) planeou a construção de uma casa no Alto da Venteira, onde viveu com sua família, pelo menos até 1926. O desenho da casa, que se inscreve na tradição da Casa Portuguesa, teve em 1900 uma ampliação projectada por Raul Lino, amigo do pintor.
Visitei-a há pouco tempo e fiquei encantada com este local, cheio de referências à arte e às tradições portuguesas, rodeada por um belo jardim. Sobre o tema, aconselho (pelo menos) três leituras: o número da Ilustração Portuguesa, de 7 de Junho de 1909, disponível da Hemeroteca Digital; o livro de João Cravo e José Meco, A Azulejaria da Casa Roque Gameiro (1997) e A Casa de Roque Gameiro, na Amadora (1997).
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Junto do tecto está um friso com provérbios sobre alimentação (visto que esta era a sala de jantar), entre os quais um de que me tenho lembrado muito nos dias de crise: «Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão».
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Fotografia da Ilustração Portuguesa (1909)
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No texto do artigo, de Santos Tavares, na Ilustração Portuguesa, pode ler-se: «A lareira, larga e ampla, diz a felicidade dos dias tristes de inverno».
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Azulejos da Fábrica Bordalo Pinheiro.
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No quarto, no friso de remate do lambril, também estão inscritos diversos provérbios, entre eles: «Mais vale deitar sem ceia do que acordar com dívidas».
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Na fachada norte surge uma decoração cerâmica com a legenda: NON SOLO PANE VIVIT HOMO (nem só de pão vive o homem), que era o lema do Grémio Artístico - associação de artistas activa na última década do século XIX.
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O atelier do artista ficava num andar inferior ao da entrada. Lá se faziam os serões da família, como atesta um desenho da sua filha Helena (1895-1986), datado de 1910:
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

As vinhas


Atribuído a António de Holanda, Livro de Horas de D. Manuel I - Calendário (Mês de Setembro) (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)
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Henrique Pousão, Um pátio (1881-1883, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)
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Vincent van Gogh, Vineyards with a View of Auvers (1890, The Saint Louis Art Museum, St. Louis, Missouri)
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José Francisco de Sousa, Folha (1860-1893, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Fábrica Bordalo Pinheiro, Jarro (1908-1920, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)