terça-feira, 23 de junho de 2015

Permane(S)er

Umberto Boccioni, States of Mind III: Those Who Stay (1911, Museum of Modern Art, New York)
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Vi este filme há algum tempo, e este diálogo ficou-me na cabeça. Será mesmo assim? Parece-me demasiado determinista, mas talvez tenha algum fundo de verdade.
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«Céline: And, what really surprised me, is that I was feeling with life, the same way am now. I was much more hopeful and naive, but the core, and the way I was feeling things, is exactly the same. It made me realize I haven't changed much at all.
Jesse: Yeah, I don't think anybody does; people don't want to admit it, but it's like we just...we have these innate set points.
(...)
Jesse: You know, it's like...nothing much that happens to us changes our disposition.
Céline: Really, you believe that?
Jesse: I think so. I read this study where they followed people who had won the lottery, and people who had become paraplegics, right. I mean you'd think that...you know, one extreme is gonna make you...euphoric, and the other suicidal. But the study shows that after about 6 months…
(...)
Jesse: Right...as soon as people got used to their new situation, they were more or less the same.
Céline: The same?
Jesse: Well, yeah...Like if they were basically an optimistic, jovial person, they're now an optimistic, jovial person, in a wheelchair. If they're a petty miserable asshole, OK, they're a petty miserable asshole with a new Cadillac, a house and a boat.»
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4 comentários:

Presépio no Canal disse...

Interessante a última fala. A atitude perante a vida é crucial. Em matéria de determinação, foco e força de espírito, lembro-me sempre do Otto Frank.
Gosto deste filme. O último da trilogia também me agradou.
Beijinho!

Margarida Elias disse...

Tens razão Sandra. E acho que uma pessoa com uma atitude negativa tem de se obrigar a mudar, não só para seu bem, mas também para o bem das pessoas que a rodeiam. Daí que eu ache este ponto de vista demasiado determinista. Beijinhos!

ana disse...

Não vi o filme.
No entanto gostei muito da tela de Umberto Boccioni.
Peco por ser óptimista, às vezes sei que é mais desejo do que a realidade.
Beijinho para as duas. :))

Margarida Elias disse...

Ana - Acho que é saudável ser optimista. Beijinhos!