sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Em véspera do dia das bruxas

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These moments of escape are not to be despised. They come too seldom.” 
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Criar, recriar, interpretar, seleccionar...

Alan Lee, Fangorn (em 'The Lord of the Rings Sketchbook')
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"When we are writing, or painting, or composing, we are, during the time of creativity, freed from normal restrictions, and are opened to a wider world, where colors are brighter, sounds clearer, and people more wondrously complex than we normally realize.''
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Madeleine L'Engle
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Ao escolher esta citação ilustrada por este desenho, voltou-me à mente a questão sobre a relação entre criar e interpretar aquilo que já foi criado. Independentemente de ser possível criar a partir do "nada", julgo que quando se interpreta, faz-se uma recriação. Porque dificilmente as pessoas interpretam o que vêm, ouvem ou lêem da mesma forma. Existem as linhas principais definidas pelo artista ou escritor que criou, mas quando alguém tenta traduzir para outra língua, ou ilustrar, ou tornar em filme, ou cantar (no caso de ser uma música), ou mesmo ler e reflectir sobre o que leu ou ouviu, acaba por colocar algo de si naquilo que já foi criado. 
C.S. Lewis escreveu: “No story can be devised by the wit of man which cannot be interpreted allegorically by the wit of some other man.”.
Ralph Waldo Emerson afirmou igualmente : "É o bom leitor que faz o bom livro; em cada livro, ele encontra trechos que parecem confidências ou apartes ocultos para qualquer outro e evidentemente destinados ao seu ouvido; o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins." 
Num sentido relacionado Mark Twain advertiu na obra The Adventures of Huckleberry Finn:

“NOTICE
Persons attempting to find a motive in this narrative will be prosecuted; persons attempting to find a moral in it will be banished; persons attempting to find a plot in it will be shot.
BY ORDER OF THE AUTHOR
Per G.G.,Chief of Ordnance”

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Este tema liga-se a outros que considero relacionados. Por exemplo, a maneira como Alan Lee interpretou Perudur, Son of Efrawg - The Mabinogion. O pouco que li dessa história parece ser bem mais dramático do que a imagem sugere:

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Por fim, outro ponto de vista, para mim mais inovador, corresponde há maneira como Deleuze entende que deve ser uma aula:

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Mãos

Elena Mutinelli, Nodi nelle pighe dell'anima (detalhe) (2007)
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Les mains sont des symboles et parfois des révélations.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Com votos de boa semana

George Frederic Watts, After the Deluge (c.1885–1892)
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Write it on your heart
that every day is the best day in the year.
He is rich who owns the day, and no one owns the day
who allows it to be invaded with fret and anxiety.

Finish every day and be done with it.
You have done what you could.
Some blunders and absurdities, no doubt crept in.
Forget them as soon as you can, tomorrow is a new day;
begin it well and serenely, with too high a spirit
to be cumbered with your old nonsense.

This new day is too dear,
with its hopes and invitations,
to waste a moment on the yesterdays.
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domingo, 25 de outubro de 2015

Das horas

(no Pinterest)
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«A wizard is never late, Frodo Baggins. Nor is he early. He arrives precisely when he means to.»
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Demada(s) II - Ou do destino e da liberdade

Viktor M. Vasnetsov, The Flying Carpet, a depiction of the hero of Russian folklore, Ivan Tsarevich (1880, Nizhny Novgorod State Art Museum)
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Goethe terá afirmado:

«Magic is believing in yourself, if you can do that, you can make anything happen.»
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Eu, sinceramente, acredito mais que:
«Life is a compromise between fate and free will.»
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Mas, há sempre a possibilidade de ter outros pontos de vista

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Demanda(s) I

Walter Crane, The White Knight (1870, in Art Magick)
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«... as pessoas chegam sempre na hora exacta aos locais onde são esperadas.»
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Paulo Coelho, O Diário de um Mago.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Demanda(s)

Not all those who wander are lost.
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Alan Lee, Olwen (ilustração para o Mabinogion)
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«Then said she unto him, "I declare to thee, that it is thy destiny not to be suited with a wife until thou obtain Olwen, the daughter of Yspaddaden Penkawr." And the youth blushed, and the love of the maiden diffused itself through all his frame, although he had never seen her. And his father inquired of him, "What has come over thee, my son, and what aileth thee?" "My stepmother has declared to me that I shall never have a wife until I obtain Olwen, the daughter of Yspaddaden Penkawr." "That will be easy for thee," answered his father. "Arthur is thy cousin. Go, therefore, unto Arthur, to cut thy hair, and ask this of him as a boon.»
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terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Porta

St. Edward's Church, Stow-on-the-Wold (Pinterest)
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A PORTA

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Arte

Walter Crane, The Lady's Chamber
in Clarence Cook, The House Beautiful, New York, Scribner, Armstrong and Co., 1878.
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Art
Give to barrows, trays and pans
Grace and glimmer of romance;
Bring the moonlight into noon
Hid in gleaming piles of stone;
On the city’s paved street
Plant gardens lined with lilacs sweet;
Let spouting fountains cool the air,
Singing in the sun-baked square;
Let statue, picture, park and hall,
Ballad, flag and festival,
The past restore, the day adorn,
And make to-morrow a new morn.
So shall the drudge in dusty frock
Spy behind the city clock
Retinues of airy kings,
Skirts of angels, starry wings,
His fathers shining in bright fables,
His children fed at heavenly tables.
‘T is the privilege of Art
Thus to play its cheerful part,
Man on earth to acclimate
And bend the exile to his fate,
And, moulded of one element
With the days and firmament,
Teach him on these as stairs to climb,
And live on even terms with Time;
Whilst upper life the slender rill
Of human sense doth overfill.
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sábado, 17 de outubro de 2015

Imaginar II / trechos de um texto de Eça de Queiroz

Calvin & Hobbes - Go Comics.
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Em 1893 (27 e 28 de Julho), a partir de Paris, Eça de Queiroz publicou um texto na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, intitulado «Positivismo e Idealismo», que eu acho uma delícia. Farei aqui apenas um levantamento de alguns trechos.
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Retrato de Eça de Queiroz, por Rafael BordaloPinheiro.
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(...)
«Em literatura estamos assistindo ao descrédito do naturalismo. (...) A simpatia, o favor, vão todos para o romance de imaginação, de psicologia sentimental ou humorista, de ressurreição arqueológica (e pré-histórica!) e até de capa e espada, com maravilhosos imbróglios, como nos robustos tempos de d'Artagnan.»
(...)
«Nas artes plásticas a reacção contra o naturalismo e o pleno ar é decisiva. Sobre a exacta, luminosa, sã e suculenta pintura da escola francesa vai-se espalhando e, cada vez mais densa, uma névoa de misticismo. Todas as formas se afinam, se adelgaçam, se esvaem em difaneidade - no esforço de traduzir e pôr na tela o não sei quê que habita dentro das formas, a pura essência que conserva apenas o contorno indefinido do seu molde material.»
«(...) Ah o nosso velho e valente amigo, o livre-pensamento, vai atravessando realmente uma má crise! (...)»
«(...) o livre pensamento está fora de moda entre a mocidade. Hoje, neste ano de 1893, é de mau tom em Paris ser livre-pensador! (...)»
«(...) Em suma, esta geração nova sente a necessidade de divino. (...) eles sofrem desta posição ínfima e zoológica a que a ciência reduziu o homem, despojado por ela da antiga grandeza das suas origens e dos seus privilégios de imortalidade espiritual. É desagradável para quem sente a alma bem conformada, descender apenas do protoplasma; e mais desagradável ter o fim que tem uma couve, a quem não cabe outra esperança senão renascer como couve. O homem contemporâneo está evidentemente sentindo uma saudade dos tempos gloriosos em que ele era a criatura nobre feita por Deus, e no seu ser corria como outro sangue o fluido divino, e ele representava e provava Deus na criação, e quando morria reentrava nas essências superiores e podia ascender a anjo ou santo.»
«Tão tumultuosamente esta geração nova apetece o divino - que à falta dele, se contenta com o sobrenatural. (...). Em Paris, em todas as grandes cidades, onde o materialismo excessivo exasperou as imaginações, não se vêem senão homens inquietos batendo de novo à porta dos mistérios.»
(...)
«Quais são as causas, quais as consequências desta revolta? A causa é patente, está toda no modo brutal e rigoroso com que o positivismo científico tratou a imaginação, que é tão inseparável e legítima companheira do homem, como a razão. O homem desde todos os tempos tem tido (...) duas esposas, a razão e a imaginação, que são ambas ciumentas e exigentes. (...)»
«O positivismo científico, porém, considerou a imaginação como uma concubina comprometedora, de quem urgia separar o homem: - e apenas se apossou dele, expulsou duramente a pobre e gentil imaginação, fechou o homem num laboratório a sós com uma esposa clara e fria, a razão. O resultado foi que o homem recomeçou a aborrecer-se monumentalmente (...). E um dia não se contém, arromba a porta do laboratório (...), e corre aos braços da imaginação, com que larga a vaguear de novo pelas maravilhosas regiões do sonho, da lenda, do mito e do símbolo.»
(...)
«Eu, por mim, registo os factos. E penso que agora que o homem retomou a posse da sua ardente companheira, a imaginação, (...) não consentirá, nestes anos mais chegados, que o sequestrem dessa Circe adorável que transforma os seus amigos não em porcos - mas em deuses.»
«(...) O estridente tumulto das cidades, a exageração da vida cerebral, a imensidade do esforço industrial, a brutalidade das democracias, hão-de necessariamente levar muitos homens, os mais sensíveis, os mais imaginativos, a procurar refúgio no quietismo religioso - ou pelo menos a procurar no sonho um alívio à opressão da realidade. Mas estes mesmos não podem, nem destruir, nem sequer desertar o trabalho acumulado da civilização. (...)
«(...) este nevoeiro místico que em França e em Inglaterra está lentamente envolvendo a literatura e a arte, eu penso que ele será benéfico (...). Nunca mais ninguém, é certo, tendo fixo sobre si o olho rutilante e irónico da ciência, ousará acreditar que das feridas que o cilício abria sobre o corpo de S. Francisco de Assis brotavam rosas de divina fragrância. Mas também nunca mais ninguém , com medo da ciência e das repreensões da fsiologia, duvidará em ir respirar, pela imaginação, e se for possível, colher as rosas brotadas do sangue do santo incomparável.»
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Nota: O texto Un Manifeste littéraire, do Jean Moréas, que está na génese do movimento Simbolista, data de 1886.
cf. https://fr.wikipedia.org/wiki/Symbolisme_(art)
Nota 1: Texto retirado de Beatriz Berrini (ed.), Eça de Queiroz, Literatura e Arte, Uma Antologia, Lisboa, Relógio d'Água, 2000, pp. 99-109.
Nota 2: Os negritos são meus.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Citando Charles Dickens

Ary Scheffer, Portrait of Charles Dickens (1855)
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«Never take a mean advantage of anyone in any transaction, and never be hard upon people who are in your power. Try to do to others, as you would have them do to you, and do not be discouraged if they fail sometimes. (...)»
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Charles Dickens, carta para o filho Edward Bulwer Lytton ("Plorn") (1868) 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Imaginar

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"Imagination will often carry us to worlds that never were. But without it, we go nowhere."
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Criar

Henri Matisse, Studio under the Eaves (c.1903, Fitzwilliam Museum, University of Cambridge)
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"I want to thank anyone who spends part of their day creating... anybody who spends part of their day sharing their experience with us - I think this world would be unlivable without art and I thank you."
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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Melancolia de Outono

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«A manhã, com o céu todo purificado pela trovoada da véspera, e as terras reverdecidas e lavadas pelos chuviscos ligeiros, oferecia uma doçura luminosa, fina, fresca, que tornava doce, como diz o velho Eurípides ou o velho Sófocles, mover o corpo, e deixar a alma preguiçar, sem pressa nem cuidados. A estrada não tinha sombra, mas o sol batia muito de leve, e roçava-nos com uma caricia quase alada. O vale parecia a Jacinto, que nunca ali passara, uma pintura da Escola Francesa do século XVIII, tão graciosamente nele ondulavam as terras verdes, e com tanta paz e frescura corria o risonho Serpão, e tão afáveis e prometedores de fartura e contentamento alvejavam os casais nas verduras tenras! Os nossos cavalos caminhavam num passo pensativo, gozando também a paz da manhã adorável. E não sei, nunca soube, que plantasinhas silvestres e escondidas espalhavam um delicado aroma, que eu tantas vezes sentira, naquele caminho, ao começar o outono.»
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Eça de Queiroz, A Cidade e as Serras
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Nota pessoal: Não conheço nenhum pintor francês do século XVIII que tenha pintado paisagens, por isso, ficou o Théodore Rousseau, nascido em 1812. Também poderia ser Corot, nascido em 1796. Em quem pensaria Eça de Queiroz?

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Espelhos IV

Mila Kucher (2010)
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«The thing that is really hard, and really amazing, is giving up on being perfect and beginning the work of becoming yourself.»
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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Espelhos III

David Harber, The Portal
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«The mirror is, after all, a utopia, since it is a placeless place. In the mirror, I see myself there where I am not, in an unreal, virtual space that opens up behind the surface; I am over there, there where I am not, a sort of shadow that gives my own visibility to myself, that enables me to see myself there where I am absent: such is the utopia of the mirror. But it is also a heterotopia in so far as the mirror does exist in reality, where it exerts a sort of counteraction on the position that I occupy. From the standpoint of the mirror I discover my absence from the place where I am since I see myself over there (...). The mirror functions as a heterotopia in this respect: it makes this place that I occupy at the moment when I look at myself in the glass at once absolutely real, connected with all the space that surrounds it, and absolutely unreal, since in order to be perceived it has to pass through this virtual point which is over there.»
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Michel Foucault, «Of Other Spaces: Utopias and Heterotopias», 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Espelhos II

Peter Paul Rubens, Woman with a Mirror (c. 1640, Staatliche Kunstsammlungen, Kassel)
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"Since as you know, you cannot see yourself
So well as by reflection, I your glass
Will modestly discover to yourself
That of yourself which you yet know not of."
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Shakespeare.
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In M. Digby Wyatt, W. R. Tymms, The History, Theory, and Practice of Illuminating, London, Day and Son, 1861, p. 22 (2.ª parte)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Espelhos I

Utamaro Kitagawa, Beauty in front of Mirror (1750-1806)
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«I find it odd, when sometimes you catch sight of yourself in the mirror and you say to yourself, "Don't I know that person?" And then you realise it's you. It'd be more confusing still if you could really see yourself and not a mirror image. Why? Because no-one ever sees themselves as they really are, or as they appear to others. Whenever one sees oneself in a glass, it is always as an image that is reversed. Why does that make a difference? People's faces aren't the same on both sides.»
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Soneto do Guarda-Chuva

Paul Serusier, L'averse (1893, Musée d'Orsay, Paris)
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Soneto do Guarda-Chuva

Ó meu cogumelo preto
minha bengala vestida
minha espada sem bainha
com que aos moiros arremeto
.
chapéu-de-chuva, meu Anjo
que da chuva me defendes
meu aonde por as mãos
quando não sei onde pô-las
.
ó minha umbela – palavra
tão cheia de sugestões
tão musical tão aberta!
.
meu pára-raios de Poetas
minha bandeira da Paz,
minha Musa de varetas!”
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domingo, 4 de outubro de 2015

No Dia de São Francisco

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SÃO FRANCISCO

Lá vai São Francisco 
Pelo caminho 
De pé descalço 
Tão pobrezinho 
Dormindo à noite 
Junto ao moinho 
Bebendo a água 
Do ribeirinho. 

Lá vai São Francisco 
De pé no chão 
Levando nada 
No seu surrão 
Dizendo ao vento 
Bom dia, amigo 
Dizendo ao fogo 
Saúde, irmão. 

Lá vai São Francisco 
Pelo caminho 
Levando ao colo 
Jesuscristinho 
Fazendo festa 
No menininho 
Contando histórias 
Pros passarinhos.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Música & Pintura

Edmund Dulac (in Myth & Moor)
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«(…) it would be as foolish to expect a man to be a good performer upon any instrument, because he had learnt the theory of music, as it would be to suppose that he must necessarily paint in harmonious colouring, because he had studied the theory of balance in combination. To the experienced eye and hand, functions become intuitive, which, to the mere theorist, however profound, are toil and weariness of spirit.»
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M. Digby Wyatt, W. R. Tymms, The History, theory, and Practice of Illuminating, London, Day and Son, 1861, 2.ª parte, pp. 9-10.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

No dia mundial da música

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  Anne Vallayer-Coster, Retrato de uma violinista (1773, © MutualArt.com)
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"It was magnificent," he said, as he took his seat. "Do you remember what Darwin says about music? He claims that the power of producing and appreciating it existed among the human race long before the power of speech was arrived at. Perhaps that is why we are so subtly influenced by it. There are vague memories in our souls of those misty centuries when the world was in its childhood."
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Sir Arthur Conan Doyle, A Study in Scarlet
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Anne Vallayer-Coster, Atributos da música (1770)
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Um vídeo a ver