quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Boas entradas em 2016!

(link da imagem)
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«Faltavam cinco minutos para a meia-noite quando a Rita e o José foram buscar uma mão-cheia de passas e saltaram para cima das cadeiras.
Não se podia começar o ano em baixo… O gato, para os imitar, trepou para cima do armário.
Tinham apostado cumprir todas as tradições.
- Por cada passa um desejo – recordou a avó.
- Também é bom ter algum dinheiro no bolso e eu gastei a semanada em cromos… - confessou o José. – E a Rita, essa gulosa, comprou pastilhas… Se não nos derem um euro, passamos o próximo ano na miséria. O pai fez um sorriso um bocadinho amarelo porque detestava superstições. E também ele tinha a carteira bastante vazia depois dos gastos do Natal.
- Vocês acreditam mesmo nisso? Que ideias patetas…
Mas lá deu um euro a cada filho. Tinham eles acabado de meter as moedas nos bolsos quando soaram as doze badaladas.
- Feliz Ano Novo! – exclamaram todos ao mesmo tempo.
Mas a saudação foi abafada pelo estalar dos foguetes.
Lá fora o fogo de artifício iluminava a noite. Clarões vermelhos, cascatas de estrelas douradas, estrelas de luz cortavam o céu.
- Que maravilha! – exclamou a Rita, com o nariz esborrachado contra o vidro. Mas já o Zé tinha ido buscar as tampas das panelas e escancarava a janela da varanda para espantar, lá fora, o ano velho».
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Luísa Ducla Soares, O Livro das Datas, Editora Civilização.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Sempre a aprender

Edvard Munch, Four Ages in Life (1902, Rasmus Meyer Collection, Bergen)
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«What research has yet to refute is the fact that the brain is remarkably malleable, even into late adulthood. It has an amazing ability to reorganize itself by forming new connections between brain cells, allowing us to continually learn new things and modify our behavior.»
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Start at the end

Ontem vi um filme que achei muito interessante, intitulado The Lookout (2007). Nesse filme fala-se na história de Goldilocks e dos três ursos. Descobri hoje que existe um princípio Goldilocks, segundo o qual se deve evitar os extremos - o que remete talvez para o caminho do meio e que coincidentemente se relaciona com um livro que estou a começar a ler, o Kim, de Kipling.

Emily Robertson (link da imagem)
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«The Goldilocks principle states that something must fall within certain margins, as opposed to reaching extremes. When the effects of the principle are observed, it is known as the Goldilocks effect.»
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Wikipedia.
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(link da imagem)
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No filme, o protagonista tem problemas de memória devido a um acidente. Um amigo recomenda-lhe que se ele quer contar uma história, para arrumá-la e conseguir encadeá-la numa sequência lógica, deve começar pelo fim.
- Start at the end. Can't tell a story if you don't know where it's going.
- The three bears find Goldilocks asleep in their beds. And then, um, she takes off.
- Exactly. All right, now, that's the end. What happened before that?
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The Lookout (2007)
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Martin Davey (link da imagem)
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No fim, esse conselho acaba por ser útil para o protagonista, permitindo avançar com a sua própria vida. O acidente fora consequência de um erro seu e vitimara outras pessoas. O protagonista acaba por assumir que, para poder avançar, terá de integrar o acidente na sua própria história e tentar perdoar-se.
«I started skating again. I'm not as good as I used to be, but I'm okay. What happened that night along Route 24 is a part of me now. I just hope that one day Kelly will be ready to see me again and I can finally tell her what I've only been able to say in my dreams. Until then, all I can do is wake up, take a shower, with soap, and try to forgive myself. If I can do that, then maybe others will forgive me too. I don't know if that will happen, but I guess I'll just have to work backwards from there.»
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The Lookout (2007)
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Lucy Campbell (link da imagem)
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Numa sequência de acasos, que têm lógica, pelo menos, dentro da minha perspectiva actual, há alguns aspectos a salientar. Primeiro é que quando cometemos um erro, temos de assumir responsabilidade, perdoar-nos, tentar não repetir e recomeçar de novo. O segundo, é que os nossos erros podem ter consequências imprevisíveis e que o bater de asas de uma borboleta pode mesmo causar um furacão do outro lado do mundo. Na tal sequência de acasos, isto liga-se ao filme que vi antes-de-ontem, os Crimes de Oxford (2008), em que o protagonista toma uma série de decisões que têm consequências catastróficas, que iniciam com este diálogo, aparentemente simples e optimista:
- You're happy, you only have to look at your face to see that.
- I try to be.
- How do you do it?
- It's easy. It's a case of going with the flow.
- And what if it goes badly?
- I'd rather make mistakes than do nothing. I'd rather mess up than miss out completely. It works for me. You should try it.
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The Oxford Murders (2008)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Da incerteza (ou do acaso)

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«That soldier was called Ludwig Wittgenstein, the man who set the limits on our thoughts. The enigma that he tried to decipher was the following: Can we know the truth? All the great thinkers throughout history have sought a single certainty, something which no one can refute, like "two and two make four". In order to find that truth, Wittgenstein used, in fact, mathematical logic. What better means of obtaining a certainty than an immutable language, free from the passions of men? He advanced slowly, using equation after equation, with impeccable method, until he reached a terrifying conclusion. There is no such truth outside of mathematics. There is no way of finding a single absolute truth, an irrefutable argument which might help answer the questions of mankind.»
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Feliz Natal!

O Presépio (daqui)
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O Natal

Este Natal de Jesus
Há dois séculos que o fez,
Com barro mole, um oleiro.
Verdade não a traduz;
Mas, por ser tão português
- É para nós verdadeiro...

Do grande átrio, todo em ruínas,
Dum palácio pombalino,
Em cuja frente se vê
O nobre escudo das quinas,
Estão, a um canto, o Menino
E a Senhora e São José.

São José tem na cabeça
Um largo chapéu braguês
Derrubado para os olhos;
E a Virgem Maria, essa,
Tem chinelinhas nos pés
E veste saia de folhos...

O Menino está deitado,
Entre as radiações dum halo,
Num loiro feixe de palha;
E uma vaquinha, ao seu lado,
Acerca-se a bafejá-lo
E mornamente o agasalha.

Para o filhinho tão lindo,
Numa expressão em que luz
O seu enlevo de mãe,
A Senhora está sorrindo...
Na boquinha de Jesus
Paira um sorriso também...

Com as mãos no coração,
Com o olhar cristalino
Em que há lágrimas e sóis,
São José, cheio de unção,
Fita a Mãe, mira o Menino
- E sorri-se para os dois...

Um anjo de asas nevadas,
De formas finas e puras,
Este dístico descerra
Das suas mãos delicadas:
Glória a Deus nas alturas
E paz aos homens na terra!

Vêm, pela estrada fora,
Três monarcas em três bravos,
Infatigáveis corcéis.
É que está chegada a hora
Dos mais humildes escravos
Se equipararem aos reis...
Num duo desconcertante,
Dois cegos vão a tanger,
Nos violões, com gesto lento.
É que chegou o instante
Da pobreza merecer
O prémio do sofrimento...

Um coxo de pés cambados
Atira as muletas fora
E a correr, mal pisa o chão.
É que está chegada a hora
Dos tristes, dos desgraçados
- Sentirem consolação...

Toca adufe uma pastora
Para mais outras bailarem
Entre ovelhas e lebréus.
É que está chegada a hora
Daquelas que muito amarem
Serem dilectas de Deus...

Um petiz faz palhaçadas
Com elástico vigor,
Alegria irreprimida,
E, pelas calças rachadas
Ao longo do sim-senhor,
Vê-se-lhe a fralda saída...

É que estão próximas já,
É que já estão vizinhas
As tardinhas comoventes
Em que às turbas pregará
O amigo das criancinhas
Dos corações inocentes...

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Véspera de Natal - FELIZ NATAL!

(imagem daqui)
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Every Who Down in Whoville Liked Christmas a lot... 
But the Grinch,Who lived just north of Whoville, Did NOT! 
The Grinch hated Christmas! The whole Christmas season! 
Now, please don't ask why. No one quite knows the reason. 
It could be his head wasn't screwed on just right. 
It could be, perhaps, that his shoes were too tight. 
But I think that the most likely reason of all, 
May have been that his heart was two sizes too small. 
Whatever the reason, His heart or his shoes, 
He stood there on Christmas Eve, hating the Whos, 
Staring down from his cave with a sour, Grinchy frown, 
At the warm lighted windows below in their town. 
For he knew every Who down in Whoville beneath, 
Was busy now, hanging a mistletoe wreath. 
"And they're hanging their stockings!" he snarled with a sneer, 
"Tomorrow is Christmas! It's practically here!" 
Then he growled, with his Grinch fingers nervously drumming, 
"I MUST find some way to stop Christmas from coming!" 
For Tomorrow, he knew, all the Who girls and boys, 
Would wake bright and early. They'd rush for their toys! 
And then! Oh, the noise! Oh, the Noise! 
Noise! Noise! Noise! 
That's one thing he hated! The NOISE! 
NOISE! NOISE! NOISE! 
Then the Whos, young and old, would sit down to a feast. 
And they'd feast! And they'd feast! And they'd FEAST! 
FEAST! FEAST! FEAST! 
They would feast on Who-pudding, and rare Who-roast beast. 
Which was something the Grinch couldn't stand in the least! 
And THEN They'd do something He liked least of all! 
Every Who down in Whoville, the tall and the small, 
Would stand close together, with Christmas bells ringing. 
They'd stand hand-in-hand. And the Whos would start singing! 
They'd sing! And they'd sing! And they'd SING! 
SING! SING! SING! 
And the more the Grinch thought of this Who ChristmasSing, 
The more the Grinch thought, "I must stop this whole thing!" 
"Why, for fifty-three years I've put up with it now!" 
"I MUST stop this Christmas from coming! But HOW?" 
Then he got an idea! An awful idea! 
THE GRINCH GOT A WONDERFUL, AWFUL IDEA! 
"I know just what to do!" The Grinch laughed in his throat. 
And he made a quick Santy Claus hat and a coat. 
And he chuckled, and clucked, "What a great Grinchy trick!" 
"With this coat and this hat, I look just like Saint Nick!" 
"All I need is a reindeer..." The Grinch looked around. 
But, since reindeer are scarce, there was none to be found. 
Did that stop the old Grinch? No! The Grinch simply said, 
"If I can't find a reindeer, I'll make one instead!" 
So he called his dog, Max. Then he took some red thread, 
And he tied a big horn on the top of his head. 
THEN He loaded some bags And some old empty sacks, 
On a ramshackle sleigh And he hitched up old Max. 
Then the Grinch said, "Giddap!" And the sleigh started down, 
Toward the homes where the Whos Lay asnooze in their town. 
All their windows were dark. Quiet snow filled the air. 
All the Whos were all dreaming sweet dreams without care. 
When he came to the first little house on the square. 
"This is stop number one," the old Grinchy Claus hissed, 
And he climbed to the roof, empty bags in his fist. 
Then he slid down the chimney. A rather tight pinch. 
But, if Santa could do it, then so could the Grinch. 
He got stuck only once, for a moment or two. 
Then he stuck his head out of the fireplace flue. 
Where the little Who stockings all hung in a row. 
"These stockings," he grinned, "are the first things to go!" 
Then he slithered and slunk, with a smile most unpleasant, 
Around the whole room, and he took every present! 
Pop guns! And bicycles! Roller skates! Drums! 
Checkerboards! Tricycles! Popcorn! And plums! 
And he stuffed them in bags. Then the Grinch, very nimbly, 
Stuffed all the bags, one by one, up the chimney! 
Then he slunk to the icebox. He took the Whos' feast! 
He took the Who-pudding! He took the roast beast! 
He cleaned out that icebox as quick as a flash. 
Why, that Grinch even took their last can of Who-hash! 
Then he stuffed all the food up the chimney with glee. 
"And NOW!" grinned the Grinch, "I will stuff up the tree!" 
And the Grinch grabbed the tree, and he started to shove, 
When he heard a small sound like the coo of a dove. 
He turned around fast, and he saw a small Who! 
Little Cindy-Lou Who, who was not more than two. 
The Grinch had been caught by this tiny Who daughter, 
Who'd got out of bed for a cup of cold water. 
She stared at the Grinch and said, "Santy Claus, why,” 
"Why are you taking our Christmas tree? WHY?" 
But, you know, that old Grinch was so smart and so slick, 
He thought up a lie, and he thought it up quick! 
"Why, my sweet little tot," the fake Santy Claus lied, 
"There's a light on this tree that won't light on one side." 
"So I'm taking it home to my workshop, my dear." 
"I'll fix it up there. Then I'll bring it back here." 
And his fib fooled the child. Then he patted her head, 
And he got her a drink and he sent her to bed. 
And when CindyLou Who went to bed with her cup, 
HE went to the chimney and stuffed the tree up! 
Then the last thing he took Was the log for their fire! 
Then he went up the chimney, himself, the old liar. 
On their walls he left nothing but hooks and some wire. 
And the one speck of food That he left in the house, 
Was a crumb that was even too small for a mouse. 
Then He did the same thing To the other Whos' houses 
Leaving crumbs Much too small For the other Whos' mouses! 
It was quarter past dawn... All the Whos, still a-bed, 
All the Whos, still asnooze When he packed up his sled, 
Packed it up with their presents! The ribbons! The wrappings! 
The tags! And the tinsel! The trimmings! The trappings! 
Three thousand feet up! Up the side of Mt. Crumpit, 
He rode with his load to the tiptop to dump it! 
"PoohPooh to the Whos!" he was grinchishly humming. 
"They're finding out now that no Christmas is coming!" 
"They're just waking up! I know just what they'll do!" 
"Their mouths will hang open a minute or two, 
Then the Whos down in Whoville will all cry BooHoo!" 
"That's a noise," grinned the Grinch, "That I simply MUST hear!" 
So he paused. And the Grinch put his hand to his ear. 
And he did hear a sound rising over the snow. 
It started in low. Then it started to grow. 
But the sound wasn't sad! Why, this sound sounded merry! 
It couldn't be so! But it WAS merry! VERY! 
He stared down at Whoville! The Grinch popped his eyes! 
Then he shook! What he saw was a shocking surprise! 
Every Who down in Whoville, the tall and the small, 
Was singing! Without any presents at all! 
He HADN'T stopped Christmas from coming! IT CAME! 
Somehow or other, it came just the same! 
And the Grinch, with his grinch-feet ice-cold in the snow, 
Stood puzzling and puzzling: "How could it be so?" 
"It came with out ribbons! It came without tags!" 
"It came without packages, boxes or bags!" 
And he puzzled three hours, till his puzzler was sore. 
Then the Grinch thought of something he hadn't before! 
"Maybe Christmas," he thought, "doesn't come from a store." 
"Maybe Christmas...perhaps...means a little bit more!" 
And what happened then? Well...in Whoville they say, 
That the Grinch's small heart Grew three sizes that day! 
And the minute his heart didn't feel quite so tight, 
He whizzed with his load through the bright morning light, 
And he brought back the toys! And the food for the feast! 
And he, HE HIMSELF! The Grinch carved the roast beast!
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ante-Véspera de Natal

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The Boy Who Laughed At Santa Claus

In Baltimore there lived a boy.
He wasn’t anybody’s joy.
Although his name was Jabez Dawes,
His character was full of flaws.

In school he never led his classes,
He hid old ladies’ reading glasses,
His mouth was open when he chewed,
And elbows to the table glued.
He stole the milk of hungry kittens,
And walked through doors marked NO ADMITTANCE.
He said he acted thus because
There wasn’t any Santa Claus.

Another trick that tickled Jabez
Was crying ‘Boo’ at little babies.
He brushed his teeth, they said in town,
Sideways instead of up and down.
Yet people pardoned every sin,
And viewed his antics with a grin,
Till they were told by Jabez Dawes,
‘There isn’t any Santa Claus!’

Deploring how he did behave,
His parents swiftly sought their grave.
They hurried through the portals pearly,
And Jabez left the funeral early.

Like whooping cough, from child to child,
He sped to spread the rumor wild:
‘Sure as my name is Jabez Dawes
There isn’t any Santa Claus!’
Slunk like a weasel of a marten
Through nursery and kindergarten,
Whispering low to every tot,
‘There isn’t any, no there’s not!’

The children wept all Christmas eve
And Jabez chortled up his sleeve.
No infant dared hang up his stocking
For fear of Jabez’ ribald mocking.

He sprawled on his untidy bed,
Fresh malice dancing in his head,
When presently with scalp-a-tingling,
Jabez heard a distant jingling;
He heard the crunch of sleigh and hoof
Crisply alighting on the roof.
What good to rise and bar the door?
A shower of soot was on the floor.

What was beheld by Jabez Dawes?
The fireplace full of Santa Claus!
Then Jabez fell upon his knees
With cries of ‘Don’t,’ and ‘Pretty Please.’
He howled, ‘I don’t know where you read it,
But anyhow, I never said it!’
‘Jabez’ replied the angry saint,
‘It isn’t I, it’s you that ain’t.
Although there is a Santa Claus,
There isn’t any Jabez Dawes!’

Said Jabez then with impudent vim,
‘Oh, yes there is, and I am him!
Your magic don’t scare me, it doesn’t’
And suddenly he found he wasn’t!
From grimy feet to grimy locks,
Jabez became a Jack-in-the-box,
An ugly toy with springs unsprung,
Forever sticking out his tongue.

The neighbors heard his mournful squeal;
They searched for him, but not with zeal.
No trace was found of Jabez Dawes,
Which led to thunderous applause,
And people drank a loving cup
And went and hung their stockings up.

All you who sneer at Santa Claus,
Beware the fate of Jabez Dawes,
The saucy boy who mocked the saint.
Donner and Blitzen licked off his paint.
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Ogden Nash.
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O poema foi publicado há um ano no blogue de Nandia Foteini Vlachou: I know where I'm going
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ante-Ante-Véspera de Natal

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A Visit from St. Nicholas

'Twas the night before Christmas, when all through the house
Not a creature was stirring, not even a mouse;
The stockings were hung by the chimney with care,
In hopes that St. Nicholas soon would be there;
The children were nestled all snug in their beds;
While visions of sugar-plums danced in their heads;
And mamma in her 'kerchief, and I in my cap,
Had just settled our brains for a long winter's nap,
When out on the lawn there arose such a clatter,
I sprang from my bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
Tore open the shutters and threw up the sash.
The moon on the breast of the new-fallen snow,
Gave a lustre of midday to objects below,
When what to my wondering eyes did appear,
But a miniature sleigh and eight tiny rein-deer,
With a little old driver so lively and quick,
I knew in a moment he must be St. Nick.
More rapid than eagles his coursers they came,
And he whistled, and shouted, and called them by name:
"Now, Dasher! now, Dancer! now Prancer and Vixen!
On, Comet! on, Cupid! on, Donner and Blitzen!
To the top of the porch! to the top of the wall!
Now dash away! dash away! dash away all!"
As leaves that before the wild hurricane fly,
When they meet with an obstacle, mount to the sky;
So up to the housetop the coursers they flew
With the sleigh full of toys, and St. Nicholas too—
And then, in a twinkling, I heard on the roof
The prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head, and was turning around,
Down the chimney St. Nicholas came with a bound.
He was dressed all in fur, from his head to his foot,
And his clothes were all tarnished with ashes and soot;
A bundle of toys he had flung on his back,
And he looked like a pedler just opening his pack.
His eyes—how they twinkled! his dimples, how merry!
His cheeks were like roses, his nose like a cherry!
His droll little mouth was drawn up like a bow,
And the beard on his chin was as white as the snow;
The stump of a pipe he held tight in his teeth,
And the smoke, it encircled his head like a wreath;
He had a broad face and a little round belly
That shook when he laughed, like a bowl full of jelly.
He was chubby and plump, a right jolly old elf,
And I laughed when I saw him, in spite of myself;
A wink of his eye and a twist of his head
Soon gave me to know I had nothing to dread;
He spoke not a word, but went straight to his work,
And filled all the stockings; then turned with a jerk,
And laying his finger aside of his nose,
And giving a nod, up the chimney he rose;
He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew like the down of a thistle.
But I heard him exclaim, ere he drove out of sight—
“Happy Christmas to all, and to all a good night!”
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

"Abro a caixa do inverno"

Karen Davis, Not all those who Wander are Lost (2015)
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O Jogo

Abro a caixa do inverno. Tiro os ventos,
as rajadas da chuva, os bancos de neve de onde
fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha
frente os pântanos do inverno, Ando à volta
deles para desentorpecer as pernas; sacudo
o frio das mãos, limpo a chuva que se me colou
aos cabelos. Depois volto a lançar os dados
- e avanço até à primavera.
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A caixa abre na próxima madrugada, de dia 22, às 4:48 h.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O cavaleiro da Dinamarca

Desta história, de Sophia de Mello Breyner, escolhi apenas alguns trechos.

***


***
«No entanto, a maior festa do ano, a maior alegria, era no Inverno, no centro do Inverno, na noite comprida e fria do Natal. 
Então havia sempre grande azáfama em casa do Cavaleiro. Juntava-se a família e vinham amigos e parentes, criados da casa e servos da floresta. E muitos dias antes já o cozinheiro amassava os bolos de mel e trigo, os criados varriam os corredores, e as escadas e todas as coisas eram lavadas, enceradas e polidas. Em cima das portas eram penduradas grandes coroas de azevinho e tudo ficava enfeitado e brilhante. As crianças corriam agitadas de quarto em quarto, subiam e desciam a correr as escadas, faziam recados, ajudavam nos preparativos. Ou então ficavam caladas e, cismando, olhavam pelas janelas a floresta enorme e pensavam na história maravilhosa dos três reis do Oriente que vinham a caminho do presépio de Belém.
Lá fora havia gelo, vento, neve. Mas em casa do Cavaleiro havia calor e luz, riso e alegria. 
E na noite de Natal, em frente da enorme lareira, armava-se uma mesa muito comprida onde se sentavam o Cavaleiro, a sua mulher, os seus filhos, os seus parentes e os seus criados.»
...

Carl Larsson, Julaftonen (Christmas Eve) (1904–1905) 

«Até que certo Natal aconteceu naquela casa uma coisa que ninguém esperava. Pois terminada a ceia o Cavaleiro voltou-se para a sua família, para os seus amigos e para os seus criados, e disse:
— Temos sempre festejado e celebrado juntos a noite de Natal. E esta festa tem sido para nós cheia de paz e alegria. Mas de hoje a um ano não estarei aqui.
— Porquê? — perguntaram os outros todos com grande espanto.
— Vou partir — respondeu ele. — Vou em peregrinação à Terra Santa e quero passar o próximo Natal na gruta onde Cristo nasceu e onde rezaram os pastores, os Reis Magos e os Anjos. Também eu quero rezar ali. Partirei na próxima Primavera. De hoje a um ano estarei em Belém. Mas passado o Natal regressarei aqui e de hoje a dois anos estaremos, se Deus quiser, reunidos de novo.»
...

(imagem daqui)

... passado 1 ano:
«Quando chegou o dia de Natal, ao fim da tarde, o Cavaleiro dirigiu-se para a gruta de Belém. Ali rezou toda a noite. Rezou no lugar onde a Virgem, São José, o boi, o burro, os pastores, os Reis Magos e os Anjos tinham adorado a criança acabada de nascer. E, quando na torre das Igrejas bateram as doze badaladas da meia-noite, o Cavaleiro julgou ouvir, num cântico altíssimo cantado por multidões inumeráveis, a oração dos Anjos: 
"Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade".
Entáo desceu sobre ele uma grande paz e uma grande confiança e, chorando de alegria, beijou as pedras da gruta.»
...

(imagem daqui)

... no regresso a casa, passados 2 anos:
«Mais adiante ouviu-se o ronco dum urso. 
O Cavaleiro estacou a sua montada e a fera aproximou-se. Vinha de pé e pousou as patas da frente no pescoço do cavalo.
O homem ouviu-o respirar, sentiu o seu pêlo tocar-lhe a mão e viu a um palmo de si o brilho dos pequenos olhos ferozes.
E em voz alta disse:
— Hoje é noite de trégua, noite de Natal.
Então o bicho recuou pesadamente e grunhindo desapareceu.
E o Cavaleiro entre silêncio e treva continuou a caminhar para a frente.
Caminhava ao acaso, levado por pura esperança, pois nada via e nada ouvia. As ramagens roçavam-lhe a cara e caminhava sem norte e sem oriente.»
...

(imagem daqui)

«Rezou a oração dos Anjos, o grande grito de alegria, de confiança e de aliança que numa noite antiquíssima tinha atravessado o céu transparente da Judeia. As palavras ergueram-se uma por uma no puro silêncio da neve:
— Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.
Então na massa escura dos arvoredos começou ao longe a crescer uma pequena claridade.»
...

(imagem daqui)

«A luz continuava a crescer e à medida que crescia, subindo do chão para o céu, ia tomando a forma dum cone.
Era um grande triângulo radioso cujo cimo subia mais alto do que todas as árvores.
Agora toda a floresta se iluminava. Os gelos brilhavam, a neve mostrava a sua brancura, o ar estava cheio de reflexos multicolores, grandes raios de luz passavam entre os troncos e as ramagens.
— Que maravilhosa fogueira — pensou o Cavaleiro —. Nunca vi fogueira tão bela.
Mas quando chegou em frente da claridade viu que não era uma fogueira. Pois era ali a clareira de bétulas onde ficava a sua casa. E ao lado da casa, o grande abeto escuro, a maior árvore da floresta, estava coberta de luzes. Porque os anjos do Natal a tinham enfeitado com dezenas de pequeninas estrelas para guiar o Cavaleiro.»
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Sophia de Mello Breyner, O Cavaleiro da Dinamarca, Ed. Figueirinhas.


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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O Quebra-Nozes

Quem me segue neste blogue saberá certamente que eu gosto muito (mesmo muito) de contos de fadas. Nas minhas pesquisas descobri agora este que achei uma maravilha e vou resumir, tão bem como conseguir. 
Trata-se da história O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos, escrito por E. T. A. Hoffmann, em 1816. Não encontrei na internet uma versão em português (e nem sei se existe), por isso vou seguir esta em francês 
...existindo outra em inglês
~~~
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A história começa na véspera de Natal, quando duas crianças, Fritz e Marie, filhos do médico Stahlbaum, esperam a chegada das prendas trazidas pelo Menino Jesus. Na casa estava também o padrinho Drosselmeier, que era um juiz, muito hábil e entendido na arte de relojoaria, que costumava oferecer brinquedos às crianças. Quando as portas da sala se abriram, as crianças ficaram maravilhadas: 
«Le grand pin au milieu de la table portait une foule de pommes d’or et d’argent; des pralines et des bonbons de toute sorte en représentaient les boutons et les fleurs, et de beaux et nombreux jouets étaient suspendus à toutes les branches. Mais ce qu’il y avait de plus beau dans l’arbre merveilleux, c’était une centaine de petites bougies, qui brillaient comme des étoiles dans son sombre feuillage, et tandis qu’il semblait avec ses lumières, au dedans et au dehors, inviter les enfants à cueillir ses fleurs et ses fruits. Tout resplendissait riche et varié.» 
Sobre a mesa de Natal, o que mais chamou a atenção de Marie foi um quebra-nozes:
«(...) un petit homme avait été mis à découvert, et il attendait là, tranquille et discret, que son tour arrivât. Il y avait certainement beaucoup à objecter contre l’élégance de ses formes: car outre que son gros ventre ne fut nullement en rapport avec ses petites jambes grêles, sa tête paraissait aussi beaucoup trop grosse; mais son habillement parlait en sa faveur, car il faisait supposer un homme de goût. (...) Ce qui faisait un effet comique dans son arrangement, c’était un étroit et long manteau placé par derrière, et qui paraissait être de bois; et il portait en outre un bonnet de mineur. (...) Et tout en regardant de plus en plus le gentil petit homme qui lui avait plu dès le premier coup d’œil, Marie remarqua la bonne humeur empreinte sur sa figure.»


Marie desejou ficar com o boneco, o que o pai dela concedeu, contanto que o partilhasse com os irmãos, Fritz e Louise, porque era um quebra-nozes. O irmão Fritz utilizou-o para abrir uma noz demasiado grande e o boneco partiu-se. Marie ficou triste e colocou o quebra-nozes num armário, deitado na cama de uma das suas bonecas, para recuperar. A mãe deixou-a ficar um pouco junto dos brinquedos e foi então que ela assistiu a um prodígio: o rei dos ratos, grande e com sete cabeças, apareceu com o seu exército e tentou atacar o quebra-nozes, que foi salvo por Marie.


Marie acordou doente, no dia seguinte, na sua cama. Foi visitada pelo padrinho, que entretanto consertara o quebra-nozes. Nessa altura, este contou a Marie e a Fritz a história da princesa Pirlipat.
Ela nascera muito bela, mas fora enfeitiçada pela dama Mauserinks, que era a rainha dos ratos. O feitiço fora por vingança, porque os pais da princesa Pirlipat lhe tinham matado os seus sete filhos através de ratoeiras. Para que a princesa fosse salva do feitiço, o rei exigiu a ajuda do feiticeiro relojoeiro Christian-Elias Drosselmeier (que fizera as ratoeiras), o qual, por sua vez, pediu auxílio ao seu amigo, o astrónomo real. Juntos descobriram que, para salvar a princesa, ela teria de comer uma noz dura chamada "krakatuk":
«Cette noix dure devait être cassée en présence de la princesse par un homme qui n’aurait pas été rasé et n’aurait jamais porté de bottes, et l’amande devait lui en être présentée les yeux fermés par ce même homme; et lorsque celui-ci aurait fait sans broncher sept pas en arrière, il lui était permis d’ouvrir les yeux.»
O relojoeiro e o astrónomo procuraram a noz e o rapaz, só os encontrando em Nuremberga, terra do relojoeiro, em casa do seu primo Zacharias Drosselmeier. Este era possuidor da noz e o seu filho era o rapaz desejado.
«Le fils du cousin en effet était un joli jeune homme, bien bâti, quin’avait pas encore été rasé et n’avait jamais porté de bottes. Dans les jours de Noël il mettait un bel habit rouge avec de l’or, et puis avec l’épée au côté, le chapeau sous le bras et une belle frisure avec une bourse à cheveux, il se tenait dans cette tenue brillante dans la boutique de son père, et cassait, par l’effet d’une galanterie naturelle en lui, les noix des jeunes filles, qui à cause de cela l’appelaient le beau Casse-Noisette
O jovem Drosselmeier foi ao palácio salvar a princesa, mas quando quebrou o encantamento dela, ao dar os sete passos para trás, de olhos fechados, pisou a rainha dos ratos, que morreu - mas não sem antes ter enfeitiçado o rapaz, que foi transformado num feio quebra-nozes.
Cabia agora a Marie salvá-lo. Fritz, o irmão dela, arranjou um pequeno sabre para o boneco quebra-nozes conseguir matar o rei dos ratos.


Depois da vitória, Marie foi convidada pelo Quebra-nozes para visitar a sua terra encantada, onde ele era rei:
«Il la précéda, et Marie le suivit jusqu’à ce qu’ils fussent arrivés devant l’armoire aux habits de la chambre du rez-de-chaussée; là, ils s’arrêtèrent.
Marie fut étonnée de voir ouverts les battants de cette armoire, ordinairement toujours fermée. Elle aperçut en premier la pelisse de voyage de son père, faite en peau de renard, et qui était accrochée sur le devant. Casse-Noisette se servit du bord de l’armoire et des ornements comme d’escaliers pour atteindre un gros gland qui, fixé à une forte ganse, tombait le long du dos de cette pelisse. Aussitôt qu’il eut fortement tiré cette ganse, un charmant escalier de bois de cèdre descendit d’une des manches de la pelisse.
— Montez, s’il vous plaît, belle demoiselle, s’écria Casse-Noisette. Marie monta; mais à peine avait-elle atteint le haut de la manche et avait-elle dépassé le collet, qu’une lumière éclatante vint éblouir ses yeux et qu’elle se trouva tout d’un coup dans des prairies embaumées de mille délicieux parfums, d’où s’élancaient en gerbes de lumière des millions d’étincelles avec l’éclat des diamants.»
Chegaram ao palácio de Frangipane e Marie foi apresentada às irmãs do Quebra-Nozes. Quando este contou a sua história, algo de mágico aconteceu novamente e Marie acordou de novo na sua cama:
«Le lecteur honorable devinera sans doute que Marie, fatiguée de tant de merveilles, s’était endormie dans la salle des frangipanes, et que les Maures, les pages, ou peut-être bien les princesses elles-mêmes l’avaient emportée chez elle et placée dans son lit.»


A menina contou a história à mãe, que não acreditou, dizendo que ela tinha sonhado, ao que ela respondeu: «Mais, chère mère, dit Marie, je suis bien certaine que le petit Casse-Noisette, le jeune Drosselmeier, de Nuremberg, est le neveu du parrain Drosselmeier.» Mostrou à mãe as sete coroas do rei dos ratos, que lhe tinham sido oferecidas pelo Quebra-nozes, e a mãe ficou espantada. Contudo, surgiu então o padrinho que disse que as coras tinham sido oferta dele, quando ela nascera.
Ninguém acreditando nela, Marie deixou de falar no assunto, até que um dia, suspirou: «Ah ! cher monsieur Drosselmeier, si vous viviez véritablement, je ne ferais pas comme la princesse Pirlipat, et je ne vous refuserais pas parce que, pour moi, vous auriez cessé d’être un beau jeune homme.» Pouco depois deste momento, apareceu na sua casa o sobrinho do juiz, chegado de Nuremberga:
«(...) le conseiller de justice avait remis sa perruque de verre, passé son habit jaune; son visage était souriant, et il tenait par la main un jeune homme de très-petit taille, mais très-bien bâti. Son visage avait la fraîcheur du lis et de la rose, il avait un magnifique habit rouge brodé d’or, des bas de soie blancs et des souliers, un jabot; il était très-joliment frisé et poudré, et tenait un bouquet de fleurs à la main.»
Logo que o jovem ficou a sós com Marie, este declarou-se:
«Ô bonne, excellente demoiselle Stahlbaum! vous voyez à vos pieds l’heureux Drosseimeier à qui, à cette place même, vous avez sauvé la vie. Vous avez eu la bonté de dire que vous ne me repousseriez pas, comme la méchante princesse Pirlipat, si j’étais devenu laid à cause de vous. À l’instant j’ai cessé d’être Casse-Noisette, et j’ai repris mon ancienne forme, qui peut-être n’est pas désagréable. Estimable demoiselle, faites mon bonheur par le don de votre main; partagez avec moi empire et couronne, commandez avec moi dans le château de Frangipane, car là je suis roi!»
Marie aceitou o noivado. Conta-se que eles se casaram e ficaram a viver num país «où l’on peut voir partout des forêts d’arbres de Noël tout étincelantes, des châteaux transparents en frangipane, en un mot les choses les plus admirables et les plus magnifiques, quand on a les yeux qu’il faut pour voir tout cela.»
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Good vibrations

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Numa canção dos DAMA com Gabriel o Pensador, a certa altura este diz uma frase de que gostei muito:
"Sorriso dividido é sorriso dobrado"

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Quando eu era miúda ouvi muitas vezes uma outra frase, um pouco lamechas, mas que ainda acho que é verdade:

"Sorri ainda que o teu sorriso seja triste.
Porque mais triste que o teu sorriso,
É a tristeza de não saber sorrir"
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(há 45 anos, a minha família materna, com excepção da minha avó que era a fotógrafa: avô João, tia Alda, Mafalda, tio João Fernando, eu, o meu pai, a minha mãe, a tia Mila e a Fernandinha)
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(a minha mãe, há alguns anos)
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Por isso aqui fica uma colecção de sorrisos. De preferência, daqueles genuínos, que vêm da alma, que se notam no olhar, que não se importam se estão bonitos ou feios (na fotografia), ou quantos dentes (já ou ainda) têm ou não têm.
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“Wrinkles should merely indicate where smiles have been.”
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“A laugh is a smile that bursts.”
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Vinit Pathak
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(a minha avó paterna, no dia do meu casamento)
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E acreditem, já cheguei a um ponto que prefiro uma careta genuína e feliz, do que um sorriso a soar a falso.

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P.S. - E, já agora, quem puder, pode ajudar causas e projectos como este, que valem muito mesmo: Remédios do Riso :o)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Shades of blue

Natividade do Políptico flamengo de Celas (1512-1525, Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra)
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Wassily Kandinsky, Sky blue (1940, Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris)
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«Depois da tempestade vem a bonança.»
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Edgar Degas, Two Dancers in Blue (c.1899, Musée d'Orsay, Paris)
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Arca(s) de Noé

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Edward Hicks, Noah's Ark (1846)
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Gustave Doré, The Dove Sent Forth From The Ark (1866)
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Marc Chagall, Noé et l'Arc en ciel (1966, Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice)
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Este Chagall e esta canção já passaram por aqui, mas paciência. Continuo a gostar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ser Humano

Robert Silvers, Hands
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Ontem, dia 10 de dezembro, comemorou-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Muito a esse propósito venho transmitir a minha admiração pelo projecto de Yann Arthus-Bertrand, que corresponde ao documentário Human, de 2015:
"I am one man among seven billion others. For the past 40 years, I have been photographing our planet and its human diversity, and I have the feeling that humanity is not making any progress. We can’t always manage to live together.
Why is that?
I didn’t look for an answer in statistics or analysis, but in man himself." - Yann Arthus-Bertrand.
O filme é uma colecção de histórias e imagens do nosso mundo: «From stories of everyday experiences to accounts of the most unbelievable lives, these poignant encounters share a rare sincerity and underline who we are – our darker side, but also what is most noble in us, and what is universal.» - Human.
Não vi o filme todo, mas apenas alguns bocados. Dos poucos depoimentos que vi, este, de Francine Christophe, é um dos que me tocou mais:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pensamentos: Eleanor Roosevelt e Jane Goodall

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«Someone once asked me what I regarded as the three most important requirements for happiness. My answer was: ‘A feeling that you have been honest with yourself and those around you; a feeling that you have done the best you could both in your personal life and in your work; and the ability to love others.’
But there is another basic requirement, and I can’t understand now how I forgot it at the time: that is the feeling that you are, in some way, useful. Usefulness, whatever form it may take, is the price we should pay for the air we breathe and the food we eat and the privilege of being alive. And it is its own reward, as well, for it is the beginning of happiness, just as self-pity and withdrawal from the battle are the beginning of misery.
(...)
It’s your life — but only if you make it so. The standards by which you live must be your own standards, your own values, your own convictions in regard to what is right and wrong, what is true and false, what is important and what is trivial. When you adopt the standards and the values of someone else or a community or a pressure group, you surrender your own integrity. You become, to the extent of your surrender, less of a human being.»
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Eleanor Roosevelt, You Learn by Living (1960), in Maria Popova, Brain Pickings
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