quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Arte islâmica e abstracção

Página caligráfica do Álbum do Conquistador (Sultão Maomé II) (Séc. XV, Museu do Palácio de Topkapu, Instambul)
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«(...) O Corão permaneceu um domínio reservado aos calígrafos, como fora logo desde o início do Islame. Nas suas mãos, os caracteres árabes converteram-se num conjunto de formas assombrosamente flexíveis, capazes de uma infinita variedade de combinações decorativas (...). Os melhores desses traçados são obras-primas de imaginação disciplinada que parecem anunciar (...) certa arte abstracta do nosso tempo. A página reproduzida (...), devida provavelmente a um calígrafo turco do século XV, representa apenas o Nome de Alá. É, na verdade, maravilhosa de complexidade, (...) possuindo juntamente as características de um labirinto, de um motivo de tapete ou de algumas pinturas não-figurativas. E mais que em qualquer outro objecto, nela está resumida a essência da arte muçulmana.»
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H. W. Janson, História da Arte, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, (5.ª edição) 1992, p. 254.
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Erich Buchholz, Abstract Composition (1920)


4 comentários:

Paula Lima disse...

A arte islâmica é um motivo de fascínio para mim, pelas cores e linhas. As peças que estão no Museu Gulbenkian são belas. Gostei imenso destas abstracções!

Margarida Elias disse...

Paula - É uma arte muito interessante. Bom dia!

ana disse...

Muito bonita esta página. Nunca estive em Istambul.
Beijinho.:))

Margarida Elias disse...

Ana - Também nunca lá estive e acho que gostaria. Beijinhos!