sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ainda do Monte Fuji e do Outono - com votos de bom fim-de-semana!

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Não sou apreciadora do Outono, mas gosto das cores das árvores no Outono. Já vi esta estação ser comparada a uma alquimia, a uma transformação. E, embora essa ideia me agrade, não aprecio o facto ter de existir morte e separação. Lido mal com a nostalgia e com a melancolia.
Talvez por isso também não aprecie muito os dias de chuva e surpreendo-me sempre que haja alguém que goste. Por isso vou-me agarrando aos restos do Verão - e fiquei impressionada com esta frase que vi ontem no Facebook, na página da Maria J. Falcão:
 

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Ora, eu ficava com os livros e o café (acrescentava chocolate e chá, entre outras coisas), mas dispensava sinceramente a chuva - embora saiba que é necessária (por mim, só choveria entre as 2 e as 6 da manhã, quando estou em casa e a dormir :-)).

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A uma cadelinha que foi ontem para o céu dos cães :-(

© Pedro Rodrigues.
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“You think dogs will not be in heaven? I tell you, they will be there long before any of us.”

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Árvores

Felix Vallotton, The Family of Trees (1922)
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«(...). Há três anos que plantava árvores naquela região deserta, sozinho. Já tinha plantado cem mil das quais vinte mil já tinham nascido. (...)»
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Jean Giono, O homem que plantava árvores, Marcador, 2012, p. 27*.
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Eyvind Earle, Autumn Eucalyptus (2006, © Eyvind Earle Publishing)
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* um livro que comecei a ler e estou bastante curiosa.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Frases

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«- o importante é a imensidão da alma, com os seus tempos, as suas montanhas, os seus desertos de silêncio e os seus degelos, as suas flores dependuradas, as suas águas adormecidas: tudo isso é uma garantia invisível e sublime. Nela se baseia a tua felicidade e dela não te podes separar.»
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Antoine de Saint-Exupéry, «Cidadela», in Livro Agenda 2016.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Castelo de Palmela


Igreja de Santa Maria

No castelo...


Vista da Península de Setúbal


Igreja de Santiago





sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Melros

Arnold Böcklin, Pan whistling at a blackbird (1863)
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Ontem, o site Pottermore, do Harry Potter de J. K. Rowling, criou a possibilidade de descobrirmos o nosso "Patronus". A mim calhou-me o melro (blackbird), o que me deixou inicialmente confusa (esperava um cão, um lobo, ou um gato), mas depois agradou-me. Primeiro porque gosto de pássaros, depois porque simpatizo com os melros, nomeadamente porque acho que têm um canto muito bonito, que contrasta com a sua aparência simples. Por isso, aqui fica um post dedicado aos melros, que descobri (para meu superior agrado) que foram tema de uma bela música dos Beatles, recentemente cantada também por Eddie Vedder - vocalista dos Pearljam, uma das minhas bandas favoritas.
 


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A Princesa Kaguya e o monte Fuji


Katsushika Hokusai, Fuji, Mountains in clear Weather (Red Fuji) (1831)
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De acordo com a lenda japonesa, quando chegou a altura de regressar à Lua, a princesa Kaguya ofereceu ao Imperador, que a amava, um frasco com um elixir da imortalidade, em conjunto com uma carta de despedida. Quando o Imperador leu essa carta, ficou tão triste que decidiu mandar queimá-la na montanha mais alta, que ficava na província de Seruga. Juntamente com a carta, mandou queimar o elixir, pois não suportava viver para sempre sem a princesa - e esperava que o fumo a alcançasse, levando-lhe essa mensagem. Diz-se que o nome do monte Fuji deriva da palavra que significa "imortalidade". Como a lenda surgiu numa altura em que o vulcão ainda estava activo, contava-se que o fumo era da carta que ainda estava a arder.
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David Burliuk, Mount Fuji (1922)
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Shotei Takahashi, Fuji from Hakone (1932)
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Nicholas Roerich, Mount Fuji (1936, Latvian State Museum of Art, Riga)


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Do povo da Lua

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O filme Kubo conta a história de um rapaz que é neto do rei da Lua, um rei com magia poderosa, que lhe desejava arrancar os olhos (e arrancou um) para que ele não se afeiçoasse às coisas terrenas.
A história fez-me lembrar outro filme que vi há um tempo (em DVD) que achei maravilhoso, que conta a história da Princesa Kaguya. Esta história corresponde a uma lenda antiga japonesa, e fala de uma princesa do reino da Lua (tal como a mãe de Kubo) que vem para a terra em bebé, sendo criada por um casal que não tem filhos. No fim é levada de volta ao mundo da Lua onde pertence - ao contrário de Kubo, que fica na terra. Em ambas as histórias existe um povo da Lua que, de algum modo, é fonte de magia e motivo de temor. O que me fez lembrar duas canções, sendo que a primeira, poderia bem aplicar-se à história de Kubo.
 
 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Da magia das memórias

Vi este filme no Sábado e gostei mesmo muito.
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Memories are a powerful thing.”
(link)
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If we hold our stories deep in our hearts, you will never take it away from us.” (link)
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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Regresso às aulas


“Children need art and stories and poems and music as much as they need love and food and fresh air and play. “
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Albert Anker, Schoolboy (1881)
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Georg Bremen, A Schoolgirl (1864)
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Frases

...Do Star Trek (Caminho das Estrelas):

«There's no such thing as 'the unknown,' only things temporarily hidden, temporarily not understood.» (1966)
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Walasse Ting, Milky Way (1966)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Caminhos

Hans Vandekerckhove, Pen-y-Fan (2007)
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“There are no wrong turnings. Only paths we had not known we were meant to walk.”

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Coincidências

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“For existential mathematics, which does not exist, would probably propose this equation: the value of coincidence equals the degree of its improbability.”
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Arte

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«Images apparently occupy a curious position somewhere between the statements of language, which are intended to convey a meaning, and the things of nature, to which we only can give a meaning.»
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E. H. Gombrich, Symbolic Images (1972).

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Leituras (excertos de «A Biblioteca» de Zoran Živković)

Henry Robert Morland, Woman Reading by a Paper-bell Shade (1766)
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«Quando vim para esta casa, resolvi não ter biblioteca particular. Já não tinha condições. A minha casa é pequena - um estúdio, na verdade. (...) Toda a gente sabe que os livros devoram espaço sem qualquer piedade. E não existe defesa possível. Qualquer que seja o espaço que se lhes dê, nunca chega. (...) chegam sempre uns novos, enquanto o dono não tem coragem para se livrar de nenhum dos velhos. E assim, devagar, sem dar nas vistas, volumes de livros empurram tudo à sua frente. Como glaciares.».
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«- O senhor sabe onde está, não sabe? - Tinha uma voz grave, arrastada.
- No Inferno - respondi depois de ter hesitado um pouco.
(...)
- Cada época tem o seu próprio Inferno. Agora é uma biblioteca. (...) / (...) Quando introduzimos os dados de todas as pessoas que se encontram aqui, ficou demonstrado que a característica que, de longe, une o maior número dos nossos internos, mesmo 84,12 por cento deles, é a ausência de vocação para a leitura. (...) / (...) Se tivessem lido mais, tinham tido menos tempo e incentivo para crimes. A leitura é, para eles, um verdadeiro bem medicinal. Por isso consideramo-la como terapia, e não como castigo (...).»
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Felix Vallotton, Felix Feneon At The Revue Blanche (1896)
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«(...) É estranho como o ser humano aceita com mais facilidade o impossível quando este deixa de o assustar.»
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«Fui ao escritório, peguei no livro de bolso e voltei à cozinha. Pu-lo no prato, sentei-me à mesa e entalei o guardanapo no colarinho da camisa. Com a faca e o garfo, primeiro separei a capa, como teria feito com qualquer outra espécie de casca ou embalagem. O que estava ali escrito prometia uma verdadeira delícia (...).»
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O livro é de 2015, os "bolds" são meus.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Em andamento

Gosto muito de viajar na A8 porque acho que tem troços muito bonitos e fico com vontade de fotografar. Outro dia experimentei pôr em prática a minha ideia e não ficou mal. Hei-de voltar a experimentar na Primavera que é quando fica mais bonita...


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A um gato desconhecido



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"... With Cats, some say, one rule is true:
Don’t speak till you are spoken to.
Myself, I do not hold with that –
I say, you should ad-dress a Cat.
But always keep in mind that he
Resents familiarity.
I bow, and taking off my hat,
Ad-dress him in this form: O CAT!
But if he is the Cat next door,
Whom I have often met before
(He comes to see me in my flat)
I greet him with an OOPSA CAT!
I’ve heard them call him James Buz-James —
But we’ve not got so far as names.
Before a Cat will condescend
To treat you as a trusted friend,
Some little token of esteem
Is needed, like a dish of cream;
And you might now and then supply
Some caviare, or Strassburg Pie,
Some potted grouse, or salmon paste —
He’s sure to have his personal taste.
(I know a Cat, who makes a habit
Of eating nothing else but rabbit,
And when he’s finished, licks his paws
So’s not to waste the onion sauce.)
A Cat’s entitled to expect
These evidences of respect.
And so in time you reach your aim,
And finally call him by his NAME. ..."
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Excerto de T.S. Eliot, “The Ad-dressing of Cats,” (cf. Brainpickings e este blogue)
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Amoras e Silvas

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As amoras

O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
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