segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Exposição "Animais na Cerâmica Caldense"

Há uns bons meses atrás fui convidada para fazer a curadoria de uma exposição, a partir da colecção de João Maria Ferreira. A colecção versa sobretudo sobre cerâmica das Caldas da Rainha e foi decidido que se realizaria no Museu da Cerâmica dessa cidade. Optei pelos animais porque gosto do tema e porque me permitia não só abarcar uma vasta quantidade de peças (131), mas também porque os animais eram interpretados pelos artistas de diversas formas: naturalistas ou estilizados, realistas, antropomorfizados ou humorísticos - chegando à mitologia clássica, às fábulas de La Fontaine e até aos poemas de Afonso Lopes Vieira. As possibilidades eram múltiplas, mas a escolha, mesmo optando só pelos bichos (com ou sem humanos) foi bem difícil. Fica aqui uma pequena amostra.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Animais na Arte III

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Jacoppo Bassano, Deux chiens de chasse liés à une souche (1548, Museu do Louvre, Paris)
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Paulus Potter, The bull (1649, Gemäldegalerie, Berlin)
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Paul de Vos, Deux jeunes phoques sur un rivage (1650, Musée des Beaux arts et d'archéologie, Besançon)
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George Stubbs, Mares and Foals in a River Landscape ( c.1763–1768, Tate Britain)
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Antoine-Louis Barye, African elephant running (séc. XIX, Walters Art Museum)
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Constant Tryon, Hound painting (1860, Museum of Fine Arts, Boston)
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Rosa Bonheur, Royale à la maison (1885, Minneapolis Institute of Art)
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 Anna Hyatt Huntington, Reaching Jaguar (1906, Metropolitan Museum of Art)
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Franz Marc, Blaues Pferd I (1911, Lenbachhaus)
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 Pablo Picasso, She-Goat (1950-1952, MOMA)
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Paula Rego, "Hey Diddle Diddle"

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Animais na Arte II

Fresco dos golfinhos - Megarón da Rainha (2000.1600 a.C., Palácio de Minos, Cnossos, Creta )
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Leoa moribunda, Ninive (c. 650 a.C., British Museum, Londres)
Gatos - Egipto, Época Saíta (664-525 a.C., Museu Calouste Gulbenkian)
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Mosaico Cave canem - Pompeia, Casa di Orfeo (Séc. I ?, Museo Archeologico Nazionale di Napoli)
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Símbolo de São Marcos - Evangelhos de Erchernach (c. 700, Biblioteca Nacional de Paris)
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Eucharistic Dove - Limoges (cobre, 1215–1235, Metropolitan Museum of Art)
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Detalhe do túmulo de D. Pedro (1358-1367, Mosteiro de Alcobaça - fotografia de http://aspedrasrubras.blogspot.pt/)
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Gaston Phoebus, "Three Little Boars," in Le Livre de la chasse (Paris, c. 1407. NY, Morgan, MS M. 1044, fol. 1v)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Animais na Arte I

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«(...) da maneira mais natural e mais simples, a Arte para sempre se instalou entre as criaturas humanas; e os animais, amigos ou inimigos, servidores e companheiros ou simples peças de caça, para sempre se instalaram na Arte, e praticamente em todas as Artes»
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Raul Correia,
in Os animais na arte, na história e na lenda, Lisboa, Amigos do Livro, [1978], p. 5.
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Irão, Vaso decorado com bode (3800-3700 a.C., Metropolitan Museum of Art)
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Neolítico/Calcolítico da Península de Lisboa, Escultura Zoomórfica de Coelho (Museu Nacional de Arqueologia)
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Cultura Castreja do Noroeste Peninsular, Berrão (séc. I-III, Museu Nacional de Arqueologia)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Aos cogumelos

Frutos (Séc. XVII, Museu de Lamego)
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Alfineteira (Séc. XIX, Palácio Nacional da Ajuda)
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Beatrix Potter, Lepitoa procera (Armitt Museum and Library)
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Pyotr Konchalovsky, Mushrooms (1911)
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Edward Weston, Mushroom (1940)

Jacek Yerka, Mushroom Alley
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Do passado ao presente

 Terracotta cosmetic vase East Greek (séc. VI a.C., Metropolitan Museum of Art)
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«O conhecimento do que fomos lembra-nos o que somos e mostra-nos o que poderemos fazer.»
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Margarida Lages - «Gabinetes Coloniais», ISCTE, 21/3/2012
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Frases sobre arte

Vaso ritual chinês em bronze em forma de rinoceronte (1100-1050 a.C., dinastia Shang, in
"oggetti antichi ma moderni", www.didatticarte.it/Blog/?p=6049)
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«Tout l'art est réminiscence de la nuit et des origines ancestrales, dont quelques fragments vivent encore dans l'artiste.»
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Paul Klee, Will Grohmann, Paul Klee, Paris, Flinker, 1954, p. 381.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Frases

Nicolas de Largillière (atribuído), Retrato de Jean de La Bruyère
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 “On ne doit pas juger du mérite d’un homme par ses grandes qualités, mais par l’usage qu’il en sait faire.”
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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Introspecção

Felix Vallotton, Private Conversation (1898)
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Introspecção - n.f. Etim.: latim introspectus, «acção de olhar para o interior». - Sentido comum: facto, para uma conciência, de se observar a si mesma. - Filosofia e psicologia: observação e análise de si com vista a estudar a sua própria pessoa; ou então com vista a conhecer o espírito humano em geral.
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In Dicionário Prático de Filosofia, Terramar, p. 203.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Às cebolas

Silva Porto, Cebolas (1870-1873, Museu Abade de Baçal)
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Em 1884, Berta Ortigão Ramos, filha de Ramalho Ortigão, expôs o quadro As Cebolas, na Sociedade Promotora das Belas-Artes. A esse propósito, Ramalho escreveu o artigo «Ao Sr. António Calmels», sob o pseudónimo de «Simplício Feijão», publicado em As Farpas (Vol. II, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1943, pp. 266-270). Nesse texto, ele defendia que a beleza da forma, na pintura, não é dependente do conteúdo. Não encontrei essa pintura da artista portuguesa, mas, a este propósito, aqui ficam outras obras de arte inspiradas por essa planta comestível - quando quase se comemora o Dia Mundial da Alimentação (dia 16 de Outubro).
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Van Gogh, Still Life with Drawing Board, Pipe, Onions and Sealing-Wax (1889, Rijksmuseum Kröller-Müller, Otterlo)
Henri Matisse, The Red Onions (1906, Statens Museum for Kunst, Copenhagen)
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Portela Júnior, Natureza morta (1950, Museu José Malhoa)
Louis Comfort Tiffany, Vase. Onion (1900)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Do (pouco) que eu gosto do Outono

Théodore Rousseau (1812-1867), Paisagem de Outono (c. 1848-1850, Museu Calouste Gulbenkian)
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Num artigo recente de Ricardo Araújo Pereira, este dzia: «Vale a pena fazer uma pesquisa rápida pelo Lifestyle dos media portugueses, para percebermos melhor como o mundo mudou. Uma publicação propõe a seguinte peça jornalística: “25 razões para gostar do Outono”. Não sei como foi possível, mas houve um tempo em que as pessoas passavam pela vida sem que os meios de comunicação social lhes dessem razões para apreciar estações do ano.»
Ora, não tenho 25 razões para gostar do Outono, e certamente que não coincidem com o artigo citado por RAP, mas farei a minha lista:
 
(link)
 
1. A cor das folhas nas árvores, pois há algumas que ficam muito bem vestidas; em Lisboa, refiro umas (de que não sei o nome) que se situam na Avenida António José de Almeida;
 
(link)
 
 
2. As botas de chuva e de andar - que lembram as do Van Gogh;
 
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3. Castanhas assadas - daquelas da rua - as melhores que conheço são de um senhor que fica na Praça de Londres e uma senhora que fica na Rua António Pereira Carrilho;
4. Maçãs assadas (de preferência com muito açúcar caramelizado) - as melhores que comi foram feitas pela minha sogra;
5. Batata doce assada (de preferência a acompanhar chouriço ou linguiça...); puré de batata doce com gengibre, também é muito bom;
 
(link)
 
6. Sopa de cebola gratinada - as melhores que comi foram consumidas em Paris, mas isso não é perto - fazer em casa nunca fica igual;
7. O São Martinho;
8. Os preparativos de Natal;
... e não me lembro de mais nada.
Entretanto fico admirada a ouvir as pessoas que dizem que gostam de chuva. Eu até gostaria de frio se tivesse uma lareira, mas como não tenho, vou-me focando no pouco de que gosto no Outono.