quarta-feira, 26 de abril de 2017

E Ser

Elisabetta Sirani, Autoritratto (1658, Museo Pushkin, Moscovo)
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«(…) When we say, “who am I?” we attend to certain bits of information or signs that represent the “I”, and these signs become an object of interpretation. One could never attend to all the feelings, memories, and thoughts that constitute what one is, instead, we use representations that stand for the vast range of experiences that make up and shape the self and enable one to infer what the object of self-awareness is. Because self-awareness is a process occurring in time, the self can never be known directly (…). Self-awareness, resulting from an act of inference, is always open to construction, change and development (…).»
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Mihaly Csikszentnihalyi, Eugene Rochberg-Halton, The Meaning of Things, Domestic Symbols and the Self, Cambridge University Press, 1981, p. 3.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Permane(S)er III

Rembrandt van Rijn, Portrait of a Lady with an Ostrich-Feather Fan (c. 1656-1658, © National Gallery of Art, Washington)
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«(...) Yes, age completely alters a person’s appearance, but there are those things that survive the years intact: the shape and set of a person’s eyes, the habitual expression on one’s face, the lazy way you sit when you think no one’s looking – things that are as unique as a fingerprint.»
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Alex Scarrow, Time Riders, City of Shadows, Puffin, 2012, p. 19.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Diversidade


Maria Sibylla Merian
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«Enquanto fonte de intercâmbios, inovação e criatividade, a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade o é para a natureza.»
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UNESCO (2001) Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, Artigo 1.º, citado in Helena Barranha, in Património cultural: conceitos e critérios fundamentais, Lisboa, IST Press, ICOMOS-Portugal, 2016, p. 45.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

(Re)descobertas I

Giovanni di Paolo, Creation and the expulsion from the Paradise (1445, Metropolitan Museum of Art)
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A reler uns apontamentos antigos que tenho em casa, encontrei este pintor de Siena que nunca me tinha chamado a atenção: Giovanni di Paolo (1404-1482). Sobre ele diz Argan (Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 158):
«In un tempo in cui l'arte invade e domina tutti i campi del pensiero, Giovanni di Paolo è l'unico assertore di un assoluto lirismo, di una poesia che ha in sé, nella dinamica del proprio ritmo, la forza di oltrepassare le frontiere del reale e di accedere e introdurre nella regione sterminata del transcendente. (...)» 

Giovanni di Paolo, The Miraculous Communion of Saint Catherine of Siena (Metropolitan Museum of Art)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ciclos

Grant Wood, Spring Turning (1936)
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«He believed all that happen, will happen again, just like last time. Just like first time. This world, he believe, do this again and again until man learn to be better. To be good.»
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Alex Scarrow, Time Riders, The Mayan Prophecy, Penguin Books, 2013, p. 275.

terça-feira, 18 de abril de 2017

No Dia dos Minumentos e Sítios...

...Recordando um passeio recente a Aveiro.
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No Parque Infante D. Pedro
 

Sé Catedral ou Igreja de São Domingos


Cruzeiro de São Domingos




 
Telhados com animais, neste caso um gato:

 

E a Ria

 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

No rescaldo da Páscoa - com Josefa de Óbidos

Natureza Morta: Caixas, Barros e Flores (c. 1660-1670, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Segundo um investigador meu conhecido, as drageias que aparecem nesta natureza morta são amêndoas de Moncorvo - o que é corroborado no blogue Garfadas Online. Que eu me lembre, nunca comi as referidas amêndoas, mas devem ser boas. Parece-me que surgem também nesta outra pintura:
 
Natureza Morta com Doces e Barros (1676, Biblioteca Municipal Anselmo Braancamp Freire, Santarém).
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Essa segunda pintura faz, por sua vez, par com a seguinte:
 
Natureza Morta com Doces e Flores (1676, Biblioteca Municipal Anselmo Braancamp Freire, Santarém).
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Sobre ambas, escreveu Gustavo de Matos Sequeira:
 
«Josefa de Ayala, nestes dois quadros de alto sentido decorativo, tão ricos de cor, (...) tão expressivos como documento etnográfico, (...) dá-nos (...) uma lição do que era a confeitura fria do seu tempo, (...) num jeito de glória teatral às virtudes domésticas da culinária doce. Lá estão os folares pascais com as suas cruzetas, de massa tostada sobre ovos cozidos, a tijela de doce de chila, os pães de ló na sua cama de papel picotado, as queijadas, os fartens, as hóstias brancas e vermelhas, enformadas como mariscos, para os ovos de Aveiro, as granjeias e as obreias, e tanta outra doçaria indígena, fofa, gostosa, amanteigada à sombra verdoenga das favas e das ervilhas que parecem estar ali para que as coisas de açúcar avultem melhor, para que mais sorriam ao nosso apetite lambareiro de descendentes de dez gerações de gulosos.»*
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Para rematar fica outra pintura gulosa:

Natureza morta: Cesto com Bolos e Toalhas (c. 1660)
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* In Panorama, n.º 9, 1942, citado in Vítor Serrão (coord.), Josefa de Óbidos e o Tempo Barroco, 1993, p. 203.

domingo, 16 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sexta-feira Santa

Rogier van der Weyden, The Lamentation Of Christ
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Pietro Perugino, Pieta (1494 - 1495, Galeria dos Uffizi)
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Michelangelo, Pietà (1499-1500, Basílica de São Pedro)
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Frei Cipriano da Cruz, Virgem da Piedade (1685-1690, Museu Nacional de Machado de Castro)
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Vincent Van Gogh, Pietá (1889, Van Gogh Museum, Amsterdão)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

1939 - II

Para a minha sogra, com votos de um excelente dia de anos, seguido de muitos mais igualmente bons ou melhores :-)
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Eduardo Malta, Nazarenas (1939, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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Je ne suis pas seul 

Chargée
De fruits légers aux lèvres
Parée
De mille fleurs variées
Glorieuse
Dans les bras du soleil
Heureuse
D'un oiseau familier
Ravie
D'une goutte de pluie
Plus belle
Que le ciel du matin
Fidèle

Je parle d'un jardin
Je rêve

Mais j'aime justement.
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Paul Éluard (1939)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Do Belo

Eliot Hodgkin, Four White Feathers (1960)
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I - «Beau vient du latin bellus qui signifie joli, élégant, aimable, plutôt que beau, lequel se dit pulcher et formosus.
(...) On peut, pour mettre en ordre ce qui le concerne, distinguer trois aspects dans son emploi.
1/ Beau peut désigner d'une manière générique (...) tout ce qui est l'objet d'une appréciation très favorable (...).
2/ Dans une attitude esthétique plus élaborée (...). Ainsi on oppose Beau et Joli, le beau étant plus noble, plus sévère (...)
On opposera aussi le beau au sublime (...). Dans cette opposition, en qualifiant de beau un être ou un spectacle, on voudra y signaler des qualités de juste mesure, d'équilibre et d'harmonie, de tranquillité solennelle et heureuse (...).
3/ (...) On appellera beau ce qu'on veut prôner comme répondant à un idéal esthétique seul légitime et à une valeur seule authentique (...)
II - Les principaux problèmes posés par l'idée du Beau (...):
1/ L'esthétique peut être définie (...) comme "la science du beau". On voit aisément par ce qui précède que le beau n'est pas un fait assez positif ni assez objectif pour pouvoir constituer indubitablement l'objet d'une science (...). On connaît aussi la pittoresque boutade de Voltaire: "Le beau, pour le crapaud, c'est la crapaude." Voilà pourquoi la plupart des esthéticiens modernes renoncent à la définition de l'esthétique comme science du beau. (...)
2/ On se demande aussi si le beau est la fin de l'art (...).
3/ C'est encore une grande question esthétique de savoir si la notion de beau naturel est admissible. (...) On peut dire que l'admiration devant un spectacle naturel implique que ce spectacle est considéré (...) comme s'il était l'effet de l'art (...). Kant aussi ramenait l'idée de génie à celle de force de la nature.
4/ un problème analogue se pose à propos de la production non intentionnelle du beau. (...) Il y a là un problème important car certains théoriciens soutiennent que le beau exclut toute utilité et d'autres affirment, au contraire, que l'objet utilitaire, parfaitement adapté á sa fonction est nécessairement beau (...).»
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Étienne Souriau, Vocabulaire d'Esthétique, Paris, Puf, 1990, pp. 234-236.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Afinidades VI

Francesco Bartolomeo Rastrelli,  St. Andrew's Church (1744–1767, Kiev, Ukraine)
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António José Dias da Silva, Praça de Touros do Campo Pequeno (1892, Lisboa)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Ordem e método

Emma Ekwall-Scheutz, Girl Building Card House
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«Se se abordar um problema com ordem e método, não deve haver qualquer dificuldade em resolvê-lo...»
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Poirot,
in Agatha Christie, Morte nas nuvens, Edições Asa, 2015, p. 157.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

«Cadernetas de Cromos» na Biblioteca Nacional

A exposição, feita com o apoio do Clube Português de Banda Desenhada (e já referida no Ponto Aqui! Ponto Acolá!) está até 29 de Abril - e vale a pena ver. Os meus preferidos são os primeiros que aqui publico, da «Casa Chineza», até porque acho que são da mesma colecção que fazia a minha bisavó e que eu herdei (alguns). Mas as maioria nunca tinha visto. Segundo João Manuel Mimoso:
«(...) A mania dos cromos correu o País em vagas distintas e sob diversas formas a partir da década de 1870: os cromos oferecidos pelos estabelecimentos comerciais; os cromos das caixas de fósforos e do tabaco; os postais ilustrados; os cromos dos chocolates, rebuçados e caramelos; e finalmente os cromos vendidos em envelopes-surpresa.».

Também lá está uma máquina de fazer caramelos.

E daqueles furos dos chocolates, que havia na Feira Popular. Os furos ainda se encontram por aí, mas é pena já não haver a feira.

 
Estes nem sabia que tinham existido:

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Das memórias

Henri Matisse, Memory of Oceania (1952-1953)
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«(…) We’re defined by our memories. We’re the product of our memories. That’s it.»
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Alex Scarrow, Time Riders, City of Shadows, Puffin, 2012, p. 209. 
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René Magritte, Memory of a Journey (1955)
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«Ah well now… who’s to say anybody’s memories are for real? Hmm? (…) You know, perhaps the whole universe, is just a big pretend – someone’s idea of a funny joke. (…)»
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Alex Scarrow, Time Riders, City of Shadows, Puffin, 2012, p. 268.
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Maria Primachenko, An Outer Space Memory (1977)
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«Most people's memories are unreliable the things we see, that people say.
And they change over time too.
Your past is an illusion.»
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Legion (2017)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Afinidades V

Aurélia de Souza, Auto-retrato (1900, Museu Nacional Soares dos Reis)
Gwen John, Self-Portrait (1902, Tate Britain, Londres)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Dos artistas

Laura Theresa Alma-Tadema, Child showing a Graphic (1874)
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«Artiste - Adjectif ou non; du bas-latin artista tiré de ars. En général, est artiste celui qui pratique un art ou même y excelle; ce mot peut avoir plusieurs nuances différentes.
I - Sans descriptif, et s'appliquant au terme d'artiste pris comme non commun - Un artiste est ici celui qui fait oeuvre d'art (...). 1) On peut prendre art au sens technique (...); 2) Aujourd'hui est artiste celui qui pratique les beaux-arts (...); ce sens s'est établi au cours du XVIIe siècle (...).
1/ Dans l'acception la plus ssimple, l'artiste est celui qui pratique un art (...).
2/ On apelle aussi artiste (...) celui qui crée des oeuvres d'art, en le distinguant de l'exécutant non iventeur. (...)
3/ On apelle enfin artiste celui qui fait de la pratique d'un art (soit comme créateur, soit comme exécutant) sa profession. (...)
II - Sens désignant un caractère, un tempérament (...) - Artiste signifie, ici: qui a le goût des arts, le sentiment des valeurs esthétiques. (...)
III - Sens laudatif et très général - Celui qui excelle dans un art, quel que soit le sens du terme d'art; ou celui qui montre de l'art dans ses réalisations, en prenant art au sens de haute qualité dans une activité quelconque. (...)».
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In Étienne Souriau, Vocabulaire d'Esthétique, Paris, Puf, 1990, pp. 175-176.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Brancos

Josefa de Óbidos, Cordeiro Místico (Séc. XVII, Museu de Aveiro)
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Véstia de linho branco (c. 1670, Museu Nacional do Traje)
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Jean Ducrollay, Caixa de Rapé (1755-1756, Palácio Nacional da Ajuda)
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James McNeill Whistler, Symphony in White, No. 2: The Little White Girl (1864)
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Carlos Bonvalot, Maria (1918, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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Theophrastos Triantafyllidis, Woman in white
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Kazimir Malevich, Suprematist Composition: White on White (1917-1918, Museum of Modern Art - MoMA, New York)
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Samuel Peploe, White lilies (1923)
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Tsuguharu Foujita, White cat
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Yves Klein, Monochrome blanc sans titre (c. 1957)
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Mary Corse, White diamond (1965)
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Fábrica da Vista Alegre, Serviço (Séc. XX, Museu Nacional do Azulejo)