segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Os olhos da mente

Odilon Redon, Closed eyes (1894)*
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«(...) Feche os olhos, meu amigo, em vez de os esbugalhar. Use os olhos do cérebro, não os do corpo. Deixe funcionar as celulazinhas cinzentas da mente... Encarregue-as de lhe mostrarem aquilo que realmente aconteceu.»
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Poirot, in Agatha Christie, Morte nas nuvens, Edições Asa, 2015, p. 87.
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August Natterer, My Eyes in the Time of Apparition (1913)
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«Japp abanou a cabeça de um modo quase compassivo. – Enfim, cada tolo tem a sua mania. Mas não é mau ter os olhos bem abertos.
- Eu não tenho – murmurou Poirot. – Fecho os olhos... e penso.
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Poirot in «O desaparecimento de Mr. Davenheim», Agatha Christie, As investigações de Poirot, Edições Asa, 2015, pp. 157-158.
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* Esta pintura de Odilon Redon faz-me lembrar um desenho de João de Deus, que já publiquei aqui em Fevereiro de 2011, com o título de Paz Interior I.

4 comentários:

Presépio no Canal disse...

E ao fecharmos os olhos às distracções, vemos, na nossa mente, pormenores que se podem revelar essenciais.
Beijinhos! :-)

Mister Vertigo disse...

Um livro fabuloso da genial Agathe Christie. As tiradas de Poirot para o capitão Hastings são das frases mais divertidas proferidas pelo célebre detective belga.
Bom dia

Paula Lima disse...

Bom dia
Como não querer usar as celulazinhas cinzentas? Este belo"cabeça de ovo" (que adoramos lá por casa), sabia o que dizia. Hoje em dia, a grande maioria esquece-ses de usar o cérebro, tornando a sua vida tão limitada!

Margarida Elias disse...

Sandra - Acho que é esse o conselho de Poirot :-) Beijinhos!

Mister Vertigo - Gosto muito deste detective e de Agatha Christie. Bom dia!