quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sabedoria Popular

Varela Aldemira, Minhota
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«(...) a sabedoria do passado podia atravessar séculos escondida atrás de certos costumes populares, contos, jogos infantis, lendas, tradições e, inclusivamente, livros aparentemente inócuos. Para a descobrir, bastava apenas mudar a forma de encarar o mundo (...).»
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 227.
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Neste livro, descobri o jogo como as crianças italianas aprendem a fazer a tabuada dos 9 com os dedos, tal como se vê aqui:

terça-feira, 23 de maio de 2017

Património (e ainda a Nazaré)

Mário Botas, Milagre de Nossa Senhora da Nazaré (1981-1982, Museu Dr. Joaquim Manso)
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«O património não se limita a um tempo, nem passado nem futuro. Usamos o património de ontem para construirmos o património de amanhã, porque a cultura é, por natureza, dinâmica e está em constante renovação e enriquecimento.»
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ICOMOS-Canada French-Speaking Committee (1982) Charter for the Preservation of Quebec’s Heritage (Deschambault Declaration) – “Definition of Heritage and Preservation” [trad.], citado in Helena Barranha, in Património cultural: conceitos e critérios fundamentais, Lisboa, IST Press, ICOMOS-Portugal, 2016, p. 26.
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Saias da Nazaré (Museu de Arte Popular)
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

De um passeio ao sítio da Nazaré

Em busca do lugar onde D. Fuas Roupinho foi salvo...
 
A Capela
 

 
 
 
 
 
 



Dizem que é a pegada do cavalo de D. Fuas...

sexta-feira, 19 de maio de 2017

1972

... Para o meu irmão que faz anos amanhã.
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Gene Davies, Franklin's Footpath (1972)
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“Human curiosity. Such a very interesting thing. Think of what we owe to it throughout history. It is said to be usually associated with the cat. Curiosity killed the cat. But I should say really that the Greeks were the inventors of curiosity.”
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Agatha Christie, Elephants Can Remember (1972)
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

E os ventos

 
«Com efeito, ali estavam os doze filhos do temível Éolo, adorados na Antiguidade como deuses por serem a manifestação mais poderosa da Natureza. 
(...) Seguindo o sentido dos ponteiros do relógio, podia ver-se, em primeiro lugar, o velho Bóreas (...); seguidamente Helespôntias – simbolizado por uma tempestade -; depois Apeliotes - um campo cheio de frutas e cereais -; o benéfico Euro – “o vento bom” de Leste, (...); Euronoto; Noto – o vento do Sul (...); Libonoto; Libs (...); o jovem Zéfiro, o vento de Oeste, que, juntamente com a sua amante, a ninfa Clóris, derramava flores sobre o seu negro bothros; Argestes – mostrado como uma estrela; Tráscias, coroado de nuvens; e, por último, o horrível Apárctias (...). 
Os quatro ventos cardeais, Bóreas, Euro, Noto e Zéfiro, estavam representados pelas figuras maiores e acabadas (...).»
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, pp. 461-462.
Cf. Classical Compass Winds na Wikipedia. Pelo que entendo, estes ventos correspondem aos de Timosthenes (séc. III a.C.).
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Notos (séc. II a.C.?, Torre dos Ventos, Atenas)
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Eurus (Antióquia, séc. II, Virginia Museum of Fine Arts)
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Cloris e Zéfiro, detalhe de A Primavera de Sandro Botticelli (1470-1480, Galeria degli Uffizi, Florença)
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John William Waterhouse, Boreas (1903)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Rosa-dos-Ventos

Detalhe da Portulano de Jorge de Aguiar (1492, Beinecke Rare Book and Manuscript Library, University of Yale, New Haven)
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Relógio de sol horizontal portátil (1778, Palácio Nacional da Ajuda)
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Almada Negreiros, Dostoiewski (1943, Museu do Abade de Baçal)
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Atelier de Cristino da Silva, Rosa-dos-Ventos (1960, Padrão dos Descobrimentos, Belém)
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Detalhe do projecto de Cristino da Silva para um edifício da Praça do Areeiro (1943-1949, Biblioteca de Arte, FCG)
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E uma bússola do meu marido, que andava perdida, mas foi reencontrada após a mudança.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Porque este blogue fez 9 anos no dia 14 :-)

Robert Indiana, Nine (2001)
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«(...) o nove, na símbologia numérica medieval, é a Sabedoria, o Conhecimento Supremo (...).»
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 149.
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Contador das cenas familiares (1570-1580, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto)
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 Marcel Duchamp, Neuf moules mâlic (1914-1915)
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Almada Negreiros, Fábulas (1943, Museu do Abade de Baçal)
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Almada Negreiros, Relação 9/10 (1957, CAM)
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Sol LeWitt, Nine-sided figure (1989) 
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Ellsworth Kelly, Nine squares (1977)
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Rachel Whiteread, Untitled (Nine Tables) (1998)
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Jean Pillement, Conjunto de 9 botões com paisagens (c. 1790, Museu Nacional do Traje)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

No Dia da Família...

... algumas das minhas escolhas da exposição do Almada na Gulbenkian.
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Família (1940, Col. Millenium bcp - © Filipe Abrantes)
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A Família. Painel de azulejo para a livraria Ática (Rua Alexandre Herculano, Lisboa), Fábrica Viúva Lamego (1955, Museu de Lisboa / EGEAC)
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Árvore (1920)
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ÁRVORE: o sol deitado no campo ao lado do regato tranquilo / elegante como uma árvore d'abril / à sombra da larangeira / repouso / a brisa do mar / manhã cedinho / passeio a pé / verde esmeralda / as andorinhas contentes /verde azeitona / romance illustrado / o fresco da praia / lindo dia de verão / onze horas / a merenda / NORTE / SUL / ESTE / OESTE
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Cataz (?) para as comemorações do centenário de Goya (1928, CAM)
Estudo para os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima (c. 1938)
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Eros e Psique (1954, Museu da Assembleia da República © Mutante)
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Estudo para O Número do Tribunal de Contas (1956)



 64 desenhos (c. 1934)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

(Re)descobertas III / Afinidades VII

(c. 1435-1455, Galleria degli Uffizi, Florença)
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«Il rigore di Paolo è simile a quello dei Cubisti al principio del nostro secolo. con loro immagini tanto più vere quanto meno verosimili. Paolo construisce lo spazio secondo la prospettiva, il fatto storico secondo la struttura dello spazio: se l'immagine risulta innaturale e inverosimile, tanto peggio per la natura e per la storia.»
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Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, pp. 185-186.
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Pablo Picasso, Guernica (1937, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Existência

 
Anna Boberg, Räv
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«(...) Ou seria porventura que a existência não era formada por blocos brancos e pretos, e se tratava na realidade, de um mosaico multicolor de combinações infinitas? (...)»
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Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 355.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Futuro

Nanda Vigo, Utopia Table Lamp (1970)
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“We do not get to steer it, to author the future. We merely get to direct it,” said Rashim, “It is like river water. You can dam up a river at a certain point, and then the water finds anther way downhill. The water picks its own way.”
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Alex Scarrow, Time Riders. The Infinity Cage, Penguin Books, 2014, pp. 120-121.