terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Da Terra

Zinaida Serebriakova, View from the Window
 
«Chego agora aos prazeres daqueles que se dedicam à agricultura, nos quais encontro deleite maravilhoso. Não constituem eles obstáculo para a velhice e são, conforme me parece, absolutamente conformes à vida do sábio. Têm eles uma conta a ajustar com a terra, a qual nunca recusa o seu poder (...). E, todavia, aquilo que aprecio mais não é apenas o produto, mas ainda o próprio vigor natural da terra (...).
(...) o vigor próprio a todos os seres engendrados pela terra e capaz de transformar um grão tão pequeno do figo, ou uma grainha, ou as sementes minúsculas dos outros frutos ou plantas, em troncos e em ramos grossos. As vides, as plantas, os sarmentos, as plantas vivas, os rebentos novos não hão-de eles provocar a admiração e alegria de qualquer um de nós? (...)»
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Marco Tílio Cícero, Catão-o-Velho ou Da Velhice, Lisboa, Cotovia, 1998, pp. 38-39.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Do Ano do Galo

Galo (Séc. XVII, Museu Nacional Machado de Castro)
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Ito Jakuchu, Roosters (séc. XVIII)
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António Alves da Cunha, Floreira. Galo (1879, Museu da Cerâmica)
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Moura Girão, Um galo (1885, Museu de José Malhoa)
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Akseli Gallen-Kallela, The girl and the rooster (1886)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Galo (1901, Museu da Cerâmica)
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Gustav Klimt, Garden with roosters (1917)
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Marc Chagall, The rooster (1929, Thyssen-Bornemisza Museum, Madrid)
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Pablo Picasso, Le coq (1938)
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Xu Beihong , Rooster (1943)
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Fernando da Ponte e Sousa - SECLA, Galo a lutar (c. 1950-1955, Colecção de João Maria Ferreira, Caldas da Rainha - © Margarida Araújo)
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Barcelos, Galo assobio (Museu de Arte Popular)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

"Cobras e lagartos" (das Caldas)

«(...) A cerâmica... todo o romance da humanidade pode ser contado em termos de cerâmica.»
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Agatha Christie, Morte nas Nuvens, Edições Asa, 2015, p. 198.
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Alguns espécimes da exposição da Colecção de João Maria Ferreira, que está quase a terminar:
 
Manuel Cipriano Gomes Mafra, Prato decorativo. Lagartos, cobras e insectos (1870-1905 - © Margarida Araújo)
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Manuel Cipriano Gomes Mafra, Peça decorativa de parede. Cobra (1870-1905 - © Margarida Araújo)
José Alves Cunha, Peça decorativa de parede. Lagarto (c. 1875-1901 - © Margarida Araújo)
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Fábrica de Augusto Baptista de Carvalho, Jarro. Lagarto-monge (c. 1895-1900 - © Margarida Araújo)
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 José Joaquim Pinto da Silva, 2º Visconde de Sacavém, Prato calendário. Lagarto e folhagem (1892-1896 - © Margarida Araújo)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Caneca. Rã e cobra (1902 - © Margarida Araújo)
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Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Jarra. Cavalos-marinhos e lagartixa (1913 - © Margarida Araújo)
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E os meus biscoitos preferidos das Caldas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Com um grande agradecimento a MR (embora muito atrasado)

Há uns tempos, esta folha de O Primeiro de Janeiro de 20 de Novembro de 1957, foi-me oferecida pela MR (Prosimetron). Aqui fica o meu profundo agradecimento!
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Obras inéditas

Uma pintura de 1889
 
Retrato do engenheiro Alfredo Augusto de Morais Carvalho (1881)
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Trecho do artigo «O Artista Incompreendido» de Roberto Nobre

 
Trecho do artigo «a Originalidade do Pintor» de Myron Malkiel-Jirmounsky

 
Trecho do artigo «A sua Pintura» de Varela Aldemira
 
 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

2008: A pensar na minha filha que faz 9 anos hoje

Acho que a minha filha talvez gostasse de ver esta escultura, concluída no ano em que ela nasceu:
 
Chen Zhen, La Danse de la Fontaine Emergente (1998-2008, Place Augusta Holmes, Paris)
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"I highlight this convergence of the dynamism of the water in this precise context and the energetic emergence of the relationship between water and the town, man and his universe."
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Chen Zhen.
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Foi o ano também do "Cuquedo":


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E do segundo filme de Narnia, que também é um sucesso cá em casa (a par do primeiro):
 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Da arte - e para a Ana


Heinrich Kuhn, Lady before a mirror (1904)*
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«Toute société tend à visualiser d'une manière affective et en même temps active ses jugements de valeur sur le monde qui l'entoure.»
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Pierre Francastel, La Réalité Figurative, p. 222.
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* A fotografia escolhida foi a pensar na Ana, que faz anos hoje e, pelo que sei, gosta de espelhos na arte. Muitos beijinhos e votos de muitas felicidades!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Amadeo I

Amadeo de Souza-Cardoso, Vida dos Instrumentos (1916, © MNAC)
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«Vermelho vermeeeeelho, amaaaaarelo, todos os tons do amarelo; verde, intensamente verde, as cores da rapidez, da alegria, concebidas no tempo e não no espaço, as cores do carnaval mais extravagante e estridente.»
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Excerto de Manifesto da Pintura dos sons, ruídos e odores, de Carlo Carrà, citado por Maria Arade no jornal A Luta.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Passeios II

“One’s destination is never a place, but always a new way of seeing things.”
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Viajar no tempo

Fernando Taborda, Estrada da vida (1954)
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«Perhaps, young Liam... perhaps history too is round, in a sort of way.
(…) Round… such like a cart’s wheel. Perhaps ye were always meant to come back (…).»
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Alex Scarrow, Time Riders, The Doomsday Code, Puffin, 2011, p. 230.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Passado vs. Futuro

Pintura de Robert Ryman, Twin (1965) e fotografia do Progetto Didatticarte
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«A world of endless possibilities and infinite outcomes. Countless choices define our fate: each choice, each moment, a moment in the ripple of time. Enough ripple, and you change the tide... for the future is never truly set.»
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X-Men: Days of Future Past.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Da TV


Padre Leonard Finch na série Grantchester
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Kant once wrote, "By a lie, a man annihilates his dignity "as a man.
" Our good friend, lmmanuel, wasn't one to mince his words.
He saw things in black and white.
He didn't dwell on the grey areas, but who amongst us can honestly say that we haven't lied for good reason? Who amongst us can say we live a truly good life? And that's not to say we shouldn't try.
We should all continually try to be the best we can be.
To escape the sins of our past.
To be accepting of our little foibles and of others.
We can't run away from who we are.
We must turn and face the truth head on.
Sometimes in life, it's better just to get on with things.
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Grantchester (2014)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Da mudança

Edvard Munch, Aunt Karen in the Rocking Chair (1883, Munch Museum, Oslo)
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«Tudo está em constante mudança, desde a volatilidade das partículas subatómicas até cada célula no nosso sistema nervoso. Até a nossa consciência (...) é actualizada de cinco a oito vezes por segundo. Os pensamentos vão e vêm, tal como a nossa respiração, eles vêm, dispersam-se e desaparecem.
Para sobreviver, o seu cérebro ilude-o, fazendo-o acreditar que existem padrões fixos neste mundo caótico e que você pode criar planos permanentes. (...)
Quando você era criança, esses neurónios estavam a disparar a cada segundo; tudo era novidade e entusiasmo, você dizia coisas como, «Quero ser bombeiro ou astronauta», sem saber absolutamente nada sobre as coisas a considerar ou quais as qualificações necessárias. (Eu queria ser uma sereia.) Tudo era possível (...). Tudo era novo nessa altura, cheio de cores e você estava a transbordar de entusiasmo. Quando crescemos, um idiota qualquer diz-nos que não podemos ser uma sereia, seja lá porque razão for, ou que não podemos voar como o Super-Homem. À medida que vamos crescendo, o nosso mundo torna-se cada vez mais pequeno, porque acreditamos que não temos opções até que morremos presos na rotina.
(...) Improvise a sua vida, produza uns neurónios novos. É assim que tudo se torna interessante outra vez e você pode vir a ser uma sereia.
Se permitir que os seus pensamentos o comandem e acreditar que a sua realidade é a mesma que a de toda a gente, vai tornar-se duro, preconceituoso, intolerante e ressabiado. A visão que tem de si e do mundo torna-se cada vez mais estreita (...). Aperceba-se que estamos numa viagem contínua e de que tudo muda constantemente, até você. (...)»
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Ruby Wax, Admirável mundo são. Discipline a sua mente, Marcador, 2016, pp. 234-235.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Passeios I

Por (antiga) sugestão da Sandra, fui finalmente a Alcochete, e aqui ficam os registos.
Um senhor vendia estes moinhos, a que achei muita graça.



 
 
  

 
De uma competição com a minha filha sobre quem tirava melhores fotografias ao pôr-do-sol. A primeira é minha, a segunda é dela. Gosto das duas.