terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Algumas máscaras na arte

Pietro Longhi, Masked Party in a Courtyard (1755)
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Rosalba Carriera, Female Portrait with Mask
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Louise Élizabeth Vigée Le Brun, Count Grigory Ivanovich Tchernyshov Holding a Mask (1793, Hermitage Museum, Saint Petersburg)
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Charles Chaplin, Ready For A Masked Ball
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Columbano Bordalo Pinheiro, A Máscara (1899, Casa-Museu dos Patudos, Alpiarça)
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James Ensor, Self-Portrait with Masks (1899, Menard Art Museum, Komaki)
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Thomas Dewing, The mask (1902)
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Amadeo de Souza-Cardoso, Green eye mask (1915)
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Pablo Picasso, Musiciens aux masques (1921, Museum of Modern Art (MoMA), New York)
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Man Ray, Black an White (1926)
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Jose Gutierrez Solana, The Designer of Masks (1935)
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Isolino Vaz, Carnaval (Museu José Malhoa, Caldas da Rainha)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Obrigada Sandra!

Recebi hoje e fiquei muito contente:
 
Um escorpião, por causa do meu signo :-)

Um marcador de livros lindíssimo, da exposição no Fries Museum sobre Alma-Tadema. detalhe da pintura A Coign of Vantage (1895)
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Gostava de ver esta exposição e já tenho um bocadinho dela em casa. Conheço mal o pintor e fui espreitar na internet. É uma obra que transmite beleza e tranquilidade, com muita luz, que é algo de que gosto muito.
E ainda um postal da pintura de Sir Lawrwnce Alma-Tadema, Unconcious Rivals (1893, Bristol Museum)
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Veio também um conjunto de duas borrachas em forma de noz para os meus filhos, que eles adoraram! - tentei fotografar mas não ficou nada de jeito...
Mais uma vez: Obrigada :-) Foi uma surpresa muito agradável.

Profissões

https://www.facebook.com/BuscandoElCuadroMasBelloDelMundo/photos/a.149273431872398.33001.149193555213719/571367672996303/?type=3&theater
August Friedrich Siegert, The little art connoisseur
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«(...) A maioria das pessoas, ao contrário do que possam afirmar, escolheu a profissão que secretamente desejava. Alguém que trabalha num escritório dirá: “Gostava de ser explorador... de levar uma vida de aventura em países longínquos." Mas vem-se a descobrir que o que ele gosta é de ler romances de aventuras, mas prefere a segurança e o conforto relativo de uma cadeira de escritório.
- De acordo com a sua teoria – disse Jane -, o meu desejo de viagens ao estrangeiro não é autêntico. (...)
Poirot sorriu-lhe.
- Ainda é muito nova. É natural que as pessoas experimentem isto, aquilo ou aqueloutro, mas o que acabam por fazer é aquilo que realmente preferem.»
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Agatha Christie, Morte nas nuvens, Edições Asa, 2015, p. 194.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Exposição de Helena Roque Gameiro

Joshua Benoliel, Helena Roque Gameiro ensinando no atelier da Rua D. Pedro V, em Lisboa (c.1912)
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Sob o título de «Flor de Água: Helena Roque Gameiro (1895-1986) - Aguarela e Artes Aplicadas», a exposição está patente até 26 de Fevereiro na Casa Roque Gameiro, na Amadora, foi comissariada por Sandra Leandro, que escreveu:
«Com um destino pouco comum para uma mulher do seu tempo, cedo ganhou independência económica, de decisão e de movimentos reunindo em si um misto de força e fragilidade. Filiada na estética Naturalista, adoptando os trilhos artísticos do pai, seguiu os seus caminhos até ao fim, aceitando simplesmente embelezar o mundo. Obra serena quer na temática, quer na técnica, revelou um modo de ser em acerto com o gosto do seu tempo, reconhecida pelos seus pares, foi acompanhada por boa fortuna crítica e êxito comercial. (...)»
Torre e Casario (c. 1916)
 
Cozinha de Minde (1921)
 

Alpendre da toca (c. 1950-1960)
 
 
Paraíso

Leitão de Barros (atr.), Jarra de Helena (c. 1950)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A arte de lavar roupa

Gabriel Metsu, Washerwoman (National Museum, Warsaw)
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Jean-François Millet, Les Lavandières
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Giovanni Boldini, The laundry (1874)
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Mykola Pymonenko, Laundry
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Silva Porto, As lavadeiras, Tapada da Ajuda (1879-1880, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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Artur Loureiro, Uma lavadeira dos arredores de Paris (estudo) (1881, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)
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José Malhoa, Clara (1903, Museu do Chiado - MNAC, Lisboa)
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Pierre-Auguste Renoir, Laundresses (1912)
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Carlos Bonvalot, Interior (1918, Museu do Chiado - MNAC, Lisboa)
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Américo Gomes, Monte Cativo - Porto / Lavadouro Público (1838, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)
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Aldeia da Roupa Branca (1938)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Etimologias I

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«(...) os gregos deram ao homem a denominação de ánthropos, porque, tendo a sua origem na terra, levanta o seu olhar para as alturas, até à contemplação do seu artífice.
(...)
A parte fundamental do corpo é a cabeça. E deu-se-lhe o nome de caput porque nela têm a sua origem (initium capiant) todos os sentidos e todos os nervos, e porque dela procede todo o princípio de vida. Nela se encontram todos sentidos. Vem a ser como a personificação da própria alma, que vela pelo corpo.»
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Santo Isidoro de Sevilha, Etimologias (XI, 1, 25), Madrid, La Editorial Católica, 1983, pp. 13-17.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Será mesmo assim?

Louis-Léopold Boilly, Auto-retrato
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«-Toda a gente gosta de falar de si própria.
- Calculo que sim – admitiu Jane.
- (...) Baseia-se numa necessidade fundamental da natureza humana: a necessidade de falar... de se revelar. (...)»
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Poirot, in Agatha Christie, Morte nas nuvens, Edições Asa, 2015, pp. 161-162.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Para o Dia Mndial do Gato

August Macke, Still Life with Cat (1910, Lenbachhaus Art Gallery, Munich)
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Hoje comemora-se o Dia Mundial do Gato. A 8 de Agosto comemora-se o Dia Internacional do Gato, mas também há o dia de abraçar o gato (4 de Junho) e o dia do gato preto (17 de Novembro) - link. Como gosto dos felídeos, achei que seria uma boa desculpa para colocar aqui uma pintura que descobri recentemente, de August Macke, com um gato de ar satisfeito, junto de peças de cerâmica, uma sardinheira e uma pintura (ou cartaz?) de uma banda (de jazz?).
É ainda uma boa oportunidade para colocar aqui outros gatos, incluindo uns que estão na exposição «Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira», patente no Museu da Cerâmica, e que afinal só encerra dia 28 deste mês.
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Júlio Pomar, O gato das botas
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José Joaquim Pinto da Silva, 2º Visconde de Sacavém, Atelier Cerâmico, Taça (lã). Gato (1892-1896, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Fábrica Bordalo Pinheiro, Gata "Pili" (1908-1920, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
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Herculano Elias, Paliteiro. Gato a Tocar Violino (1888-1939, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
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Lisa Larsen, Moses

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Memórias

Edgar Degas, Emma Dobigny (1869)
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«Bob was giving her question some thought. “I have accumulated large amounts of sensory data. This has altered my operating parameters.” He looked down on her. “These are my … memories.”
“Memories, huh?” She smiled. “Memories. You sound sort of… almost proud of them.”
He cocked his head. “They are mission log. They are performance data. They are…”
“You”, she finished for him. “They are you. They are what make you. That’s what my dada used to say. What makes us who we are is all the things we experience.” (…)»
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Alex Scarrow, Time Riders, The Eternal War, Puffin, 2011, 39.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Arquimedes e a coroa de Hierão

Domenico Fetti, Arquimedes pensativo (1620, Gemäldegalerie Alte Meister, Dresden)
 
«Arquimedes também descobriu muitas coisas admiráveis (...). De todas elas exporei uma que parece ter sido gizada com profunda sagacidade. Hierão reinava em Siracusa com excesso de régio poder e determinou colocar uma coroa votiva de ouro num determinado templo, dedicada aos deuses imortais, comemorando os seus feitos. Providenciou os dinheiros necessários e pesou a quantidade certa de ouro para o adjudicatário. Este, no tempo aprazado, levou à apreciação do Rei a obra finamente lavrada (...).
Todavia, constou que teria sido retirado ouro e teria sido acrescentado o equivalente em prata nesta execução da coroa. Hierão, ofendido por ter sido ludibriado e não encontrando maneira de provar o furto, pediu a Arquimedes que se encarregasse da resolução do caso. Aconteceu então que este, pensando nisso, ao dirigir-se aos banhos públicos, tendo entrado na banheira reparou que saía dela uma quantidade de água equivalente ao seu corpo (...). Vendo que isto era a solução, não ficou ali mais tempo, antes, cheio de alegria, saltou para fora da banheira e, correndo nu para casa, gritava em alta voz que tinha descoberto (...). Com efeito, correndo, clamava muitas vezes, em grego: eureka, eureka*!
Então, levado pela sua descoberta, segundo se diz, utilizou duas barras de peso igual ao da coroa, sendo uma de ouro e outra de prata. Tendo feito isto, encheu com água um grande vaso, até aos bordos, no qual introduziu a barra de prata. Vazou tanta água quanto o volume introduzido dentro do vaso (...).
Tendo feito esta experiência, introduziu do mesmo modo (...) a barra de ouro e (...) concluiu que havia vasado em menor quantidade: era tanto menos quanto a massa do mesmo peso do ouro em relação ao da prata. Por fim, posta a própria coroa na mesma água com o vaso repleto, descobriu que transbordara mais água com a coroa do que com a  barra de ouro que tinha o mesmo peso e assim, (...) concluiu pela mistura da prata no ouro e pela manifesta burla do adjudicatário.»
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* encontrei, encontrei!
Vitrúvio, Da Arquitectura (IX, 9-12), in M. Justino Maciel, «Os "Proæmia" Vitruvianos», in Estudos de Arte e História, Homenagem a Artur Nobre de Gusmão, Lisboa, Vega, 1995, pp. 366-367.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

As mãos de Rodin

La Cathédrale (1908, Musée Rodin, Paris)
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Le Secret (1910, Musée Rodin, Paris)
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Mains d'amants (1908, Musée Rodin, Paris)
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La Main de Dieu ou La Création (1896 ?, Musée Rodin, Paris)