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Escreveu Ruskin: «Há na residência de um homem de bem um carácter sagrado (...)». E acrescentava: «Trata-se de um destes deveres morais que não podem ser negligenciados sem impunidade (...) e que exigem que as nossas casas sejam construídas com cuidado, paciência, amor e diligência, no sentido de uma duração (...). Quando as casas forem assim construídas, nós teremos a verdadeira arquitectura doméstica, que está na origem de todas as outras, que não hesita em tratar com respeito e atenção a pequena habitação da mesma maneira que a grande, e que confere dignidade de uma condição humana plenamente satisfeita às mais humildes residências terrestres (...)».
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John Ruskin, «A Lâmpada da Memória», in The Seven Lamps of Architecture, Londres, J. M. Dent and Sons, 1849, citado por Françoise Choay, As Questões do Património, Antologia para um Combate, (1.ª ed. Éditions du seuil, 2009), Lisboa, Edições 70, 2011, pp. 159-160.