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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Leituras de Agosto passado... e de volta às "rodas"

Vasily Vereshchagin, Buddhist Temple In Darjeeling. Sikkim (1874)

«Era uma Dança... mas para a descrever era necessário todo o espaço e todo o tempo. Uma vida... mas eram necessárias todas as coisas vivas para a descrever. Uma mente... mas eram necessários todos os pensamentos para a conhecer. Mesmo assim, não poderia ser descrita, definida ou conhecida na sua inteireza. (...)» - Stephen Lawhead, O Ladrão dos Sonhos (1998), p. 432.
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Neste verão li dois livros que me levaram aos Himalaias, por caminhos bem diferentes. No livro de Stephen Lawhead, O Ladrão dos Sonhos (1998), é lá, nomeadamente em Darjeeling, que se encontra um velho marciano, vindo de um mundo mais avançado mas arruinado, que deseja controlar a Terra, através do poder da mente, roubando os sonhos.
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Nicholas Roerich, Sacred Himalayas (1933)
«And, overshooting all other marks, the arrow passed far and far beyond sight. At the last it fell; and, where it touched earth, there broke out a stream which presently became a River, whose nature, by our Lord's beneficence, and that merit He acquired ere He freed himself, is that whoso bathes in it washes away all taint and speckle of sin.» - Rudyard Kipling, Kim
No livro de Rudyard Kipling, Kim (Prémio Nobel de 1907), é lá que Kim e um monge budista procuram o Rio da Seta - onde terá caído uma seta disparada por Buda. Procuraram nas montanhas, mas terá sido noutro lugar que terá caído a seta. Segundo a lenda, através do contacto com esse rio, poderá obter-se a liberdade sobre a Grande Roda.

«He drew from under the table a sheet of strangely scented yellow-Chinese paper, the brushes, and slab of India ink. In cleanest, severest outline he had traced the Great Wheel with its six spokes, whose centre is the conjoined Hog, Snake, and Dove (Ignorance, Anger, and Lust), and whose compartments are all the heavens and hells, and all the chances of human life. Men say that the Bodhisat Himself first drew it with grains of rice upon dust, to teach His disciples the cause of things. Many ages have crystallised it into a most wonderful convention crowded with hundreds of little figures whose every line carries a meaning. Few can translate the picture-parable; there are not twenty in all the world who can draw it surely without a copy: of those who can both draw and expound are but three.» - Rudyard Kipling, Kim
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Gosto de coincidências, e o facto de eu ter ido parar aos Himalaias por caminhos diferentes (e independentemente do final das respectivas histórias), levou-me a pensar neste lugar da Terra, que é provavelmente um dos poucos da Ásia que gostava de visitar. O que, por sua vez, me remete para um dos meus livros preferidos do Tintin:

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

E os cães

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Apesar de no post anterior eu dizer que a minha personalidade tem muito de gato, na verdade sou uma "dog person" - e o meu signo chinês é (adequadamente) o cão.
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Num artigo que encontrei na internet de Emiy Temple pode ler-se:
«we know there are tons of musicians who love dogs (though writers, it seems, tend to be cat people), but what about the more visually-oriented artists?»
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Nesse artigo conta-se que Norman Rockwell incluía muitas vezes cães nas suas cenas da vida americana. Ele tinha um cão chamado Pitter, que por vezes ficava no estúdio enquanto ele pintava. Rockwell recomendava que os artistas pintassem os animais “just as carefully and understandingly as you paint the people.”
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Noutro artigo, de Alexa Kovachevich, diz-se que Franz Marc, autor de Dog Lying in the Snow, cerca de 1911 começou a pintar somente animais porque acreditava que "they were the only innocent creatures in a corrupted world".
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Nesse mesmo texto de Kovachevich se relata que o famoso autor do Snoopy, Charles Schulz, teve na infância um pointer chamado Spike, que tinha o hábito de comer coisas estranhas e que terá inspirado o beagle que todos conhecemos.
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No mesmo lugar descobrimos que Picasso teve uma grande empatia com um dachshund chamado Lump - cão que era originalmente do fotógrafo Duncan. O pintor descreveu Lump deste modo: “Lump, he’s not a dog, he’s not a little man, he’s somebody else.” O cão morreu apenas dez dias antes da morte de Picasso, em Março de 1973.
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Um dos meus livros preferidos de sempre, e que mais me emocionou, tanto para chorar a rir como para chorar a sério, foi o Marley and Me: Life and Love With the World's Worst Dog de John Grogan. Nele está escrito:
“A person can learn a lot from a dog, even a loopy one like ours. Marley taught me about living each day with unbridled exuberance and joy, about seizing the moment and following your heart. He taught me to appreciate the simple things - a walk in the woods, a fresh snowfall, a nap in a shaft of winter sunlight. And as he grew old and achy, he taught me about optimism in the face of adversity. Mostly, he taught me about friendship and selflessness and, above all else, unwavering loyalty.”
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Antes de acrescentar alguns nomes à minha resumida lista de cães famosos - que, tal como a dos gatos, é muito, muito longa - vou apenas recordar um momento de um episódio do Garfield (Here comes Garfield, 1982) que sempre me causou a maior emoção, por muito que eu tente conter-me, porque acho embaraçoso que uma pessoa adulta fique assim com um desenho animado. 




Relembro também outro filme, Hachiko, com Richard Gere:



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E etc, etc, etc...

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Padfoot, a forma canina do feiticeiro e animagus Sirius Black, dos livros de Harry Potter - por curiosidade, descobri recentemente que o Sirius Black, que é uma das minhas personagens preferidas dessa história, faz anos no mesmo dia que eu, 3 de Novembro :-)