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sexta-feira, 8 de março de 2019

Para o Dia da Mulher

Aqui ficam (apenas) algumas das mulheres que mais admiro (há muitas mais):
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Jane Austen (escritora, nascida em 1775)
Berthe Morisot (pintora, nascida em 1841)
Mary Cassatt (pintora, nascida em 1844)
Agatha Christie (escritora, nascida em 1890)
Mily Possoz (pintora, nascida em 1888)
Raquel Roque Gameiro (pintora, nascida em 1889)
Helena Roque Gameiro (pintora, nascida em 1895)
Maria Keil (pintora, nascida em 1914)
Sophia de Mello Breyner (escritora e poetisa, nascida em 1919)
J. K. Rowling (escritora, nascida em 1965)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

E, para a minha filha que faz anos hoje :-)

Aqui ficam umas lembranças virtuais:

Algo que ela adoraria receber se fosse de verdade (hoje ela faz 11 anos):

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E uma canção, que acho que ela gosta (em vez dos 1000 euros que ela me anda sempre a pedir, sabe-se lá para quê):

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Meias

Meias (Museu Nacional de Etnologia)
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“One can never have enough socks,” said Dumbledore. “Another Christmas has come and gone and I didn’t get a single pair. People will insist on giving me books.”
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J. K. Rowling, Harry Potter and the Sorcerer's Stone, 1997, p. 214.
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No meu caso não é bem verdade, porque só recebi um livro (pedido por mim) e agradeço muito todas as restantes prendas que recebi (e que, por acaso, não foram meias). Já agora, deixo uma adivinha/quadra que o meu pai gostava muito de repetir, quando eu era criança:

Uma meia meia feita
Outra meia por fazer
Diga-me lá, ó menina,
Quantas meias vem a ser?*
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Recolhi-a na internet, porque já não me lembrava exactamente como era.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Comboio

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Há cerca de 20 anos, apercebi-me que a nossa palavra comboio não tem correspondência para a mesma palavra nas outras línguas que conheço (train, trem, tren, etc.), o que me deixou muito intrigada. Ainda mais porque, pelo que sei, a entrada dos combóios em Portugal teve influência inglesa. Só noutro dia descobri a explicação num livro inglês que estive a ler:
«The rest followed them out, Leon and Cora last in the convoy». - In Alex Scarrow, Plague World, It Has a Plan, Londres, Macmillan Children’s Books, 2018, p. 54.
Sendo assim, a nossa palavra vem de convoy, que, na realidade, significa um grupo de veículos a viajar uns atrás dos outros. Segundo Cambridge Dictionnary é: «a group of vehicles or ships that travel together, especially for protection» ou «travelling one behind another in a row».
Devo acrescentar que fiquei muito satisfeita com a minha descoberta, pois gosto muito de saber a origem e significado das palavras.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Mundos Imaginados: Doriath

Da minha leitura do The Silmarilions, apaixonei-me por Doriath e pela história de Thingol e Melian:

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«Therefore the Naugrim laboured long and gladly for Thingol, and devised for him mansions after the fashion of their people, delved deep in the earth (...). Beyond the gates wide passages ran down to high halls and chambers far below that were hewn in the living stone, so many and so great that that dwelling was named Menegroth, the Thousand Caves.
But the Elves also had part in that labour, and Elves and Dwarves together, each with their own skill, there wrought out the visions of Melian, images of the wonder and beauty of Valinor beyond the Sea. The pillars of Menegroth were hewn in the likeness of the beeches of Orome, stock, bough, and leaf, and they were lit with lanterns of gold. The nightingales sang there as in the gardens of Lorien; and there were fountains of silver, and basins of marble, and floors of many-coloured stones. Carven figures of beasts and birds there ran upon the walls, or climbed upon the pillars, or peered among the branches entwined with many flowers. And as the years passed Melian and her maidens filled the halls with woven hangings wherein could be read the deeds of the Valar, and many things that had befallen in Arda since its beginning, and shadows of things that were yet to be. That was the fairest dwelling of any king that has ever been east of the Sea.
(...)
And when Thingol came again to Menegroth he learned that the Ore-host in the west was victorious, and had driven Cirdan to the rim of the sea. Therefore he withdrew all his people that his summons could reach within the fastness of Neldoreth and Region, and Melian put forth her power and fenced all that dominion round about with an unseen wail of shadow and bewilderment: the Girdle of Melian, that none thereafter could pass against her will or the will of King Thingol, unless one should come with a power greater than that of Melian the Maia. And this inner land, which was long named Eglador, was after called Doriath, the guarded kingdom, Land of the Girdle. Within it there was yet a watchful peace; (...)».
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Era um sítio que eu gostava que existisse (ainda, porque mesmo segundo Tolkien, já desapareceu). Porém, como bem disse Dumbledore:

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

2005

A pensar no meu filho que fez anos no dia 30 de Julho.
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MVRDV e Blanca Lleó, Edificio Mirador (2005, Madrid)
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«Age is foolish and forgetful when it underestimates youth.»
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Frases

Louis Schanker, Forms in Action (1941)
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«You are not defined by your past, but for your actions...»
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Ghost in the Shell (2017)
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Essa frase fez-me lmbrar outra:
It is our choices, Harry, that show what we truly are, far more than our abilities.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Afinidades II

Felix Valloton, Woman Searching through a Cupboard (1900-1901)
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“Happiness can be found, even in the darkest of times, if one only remembers to turn on the light.” (Dumbledore)
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“I give you the light of Earendil our most beloved star. May it be a light to you in dark places when all other lights go out.” (Galadriel)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Relatividade (e um filme)

William Hogarth, Satire on False Perspective
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“Everything we hear is an opinion, not a fact. Everything we see is a perspective, not the truth.”
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Melros

Arnold Böcklin, Pan whistling at a blackbird (1863)
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Ontem, o site Pottermore, do Harry Potter de J. K. Rowling, criou a possibilidade de descobrirmos o nosso "Patronus". A mim calhou-me o melro (blackbird), o que me deixou inicialmente confusa (esperava um cão, um lobo, ou um gato), mas depois agradou-me. Primeiro porque gosto de pássaros, depois porque simpatizo com os melros, nomeadamente porque acho que têm um canto muito bonito, que contrasta com a sua aparência simples. Por isso, aqui fica um post dedicado aos melros, que descobri (para meu superior agrado) que foram tema de uma bela música dos Beatles, recentemente cantada também por Eddie Vedder - vocalista dos Pearljam, uma das minhas bandas favoritas.
 


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Começa Setembro...

Começa a aproximar-se o regresso às aulas e à azáfama citadina, bem como o Outono. E com ele vêm os dias chuvosos, mais escuros e pequenos. É uma altura do ano em que mais invejo os gatos...


Desde há uns tempos que tenho feito uns calendários para os meus filhos, e ontem foi a vez do mês de Setembro. Isso obrigou-me a pensar nas coisas positivas deste mês, para não ficar muito deprimida. Aqui vão, por ordem aleatória:

Se eu fosse bruxa, entre os 11 e os 17 anos, a esta hora estaria a embarcar para Hogwarts. Noutro cenário idêntico e irrealista, era hoje que o meu filho iria para o primeiro ano - em que casa ficaria colocado?


No mundo de Tolkien, seria este o mês do aniversário de Bilbo Baggins (22 de Setembro), quando foi re-descoberto o anel.

Desenho de Tolkien

Também foi a 1 de Setembro (mas de 1979) que foi publicada pela primeira vez uma das minhas histórias preferidas (quando era criança e jovem): The Neverending Story de Michael Ende.

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Numa realidade mais prosaica e realista, vou-me consolando a comer uvas e figos. E é nesta altura que começam a aparecer as minhas uvas preferidas, as uvas moscatel.

terça-feira, 1 de março de 2016

Primavera em marcha :-)

Iluminura com uma mandrágora, manuscrito Tacuinum Sanitatis (Séc. XV)
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"... and in March several of the Mandrakes threw a loud and raucous party in greenhouse three. This made Professor Sprout very happy."
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J. K. Rowling, Harry Potter and the Chamber of Secrets.
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Claude Monet, An Orchard in Spring (1886)
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Depois de um post da semana passada, por acaso, estive a rever a obra de Monet, e reconfirmei que é ainda um dos meus pintores preferidos.
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E, depois de um mini-diálogo com a Ana, do blogue (In)Cultura, acerca do gosto, descobri esta pintura de Dali, de que gosto bastante, e se adequa ao título deste post.
Devo dizer que gosto do Surrealismo do ponto de vista intelectual - admiro Breton -, é a sua tradução visual que nem sempre me agrada. Talvez um dia mude de ideias...
Fica igualmente uma pintura de Max Ernst com um tema que também se adequa ao da marcha - e uma marcha para Oeste, o que me faz sempre lembrar o final de O Senhor dos Anéis:

Max Ernst, Barbarians Marching to the West (1937, Hamburger Kunsthalle, Hamburg)
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Fica ainda uma marcha de Chagall, que não foi do grupo surrealista (se bem me recordo), mas cuja obra tem aproximações ao Surrealismo, particularmente por via do onírico. Julgo que é um pintor de que tanto eu como a Ana gostamos:

Marc Chagall, Marching (1915)
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Por fim, fica outra marcha, esta para o lugar onde as luzes do céu tocam a terra (aurora boreal) - que é de um dos meus filmes preferidos da Disney - Brother Bear (2003). Esperando que a Primavera esteja em marcha para o nosso Hemisfério.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

E lugares da Imaginação

Anne Lambelet, Hogwarts (2015)
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Dou por mim, por vezes, a desejar poder entrar em livros (ou filmes) e poder viajar fisicamente para mundos que não existem na realidade. A desejar que existam de facto outras dimensões (ou outros mundos). Quando penso nisso penso sobretudo na Atlântida, em Avalon ou nos mundos criados por Tolkien (Aman e Terra Média), C. S. Lewis (Narnia), Lewis Carroll (País das Maravilhas), J. K. Rowling (Hogwarts, Hogsmeade, Diagonal Alley ou The Burrow), entre outros. Sei que há um conto de Borges que ainda não li (e quero ler) ligado a esta temática, que se passa em Uqbar. De Borges li o Aleph, que não é bem um lugar imaginário.

Sergey Tyukanov, The Moon (2005)

Talvez por isso desejava ler/ter um livro que vi à venda há uns tempos intitulado Dicionário de Lugares Imaginários. Descobri agora outro livro, do meu admirado Umberto Eco, intitulado The Book of Legendary Lands. Maria Popova trata desse livro num post: Legendary Lands: Umberto Eco on the Greatest Maps of Imaginary Places and Why They Appeal to Us
Nesse artigo começa por citar Umberto Eco com a seguinte frase:
“Often the object of a desire, when desire is transformed into hope, becomes more real than reality itself.”
Segundo Popova (porque não li o livro de Eco), o autor «sets out to illuminate the central mystery of why such utopias and dystopias appeal to us so powerfully and enduringly, what they reveal about our relationship with reality, and how they bespeak the quintessential human yearning to make sense of the world and find our place in it (...)».

Ali Xenos, Rivendell

Deste post de Popova depreendo que Eco faz ressaltar que esses lugares utópicos também não são perfeitos e é dentro da narrativa da imaginação que eles se tornam mais apelativos. Depreendo também que Eco inclui lugares utópicos mais vastos, como o El Dorado, mas também lugares pequenos como a casa de Sherlock Holmes. Depreendo ainda que gostava de ler este livro.
Por outro lado, fez-me pensar que não deixa de ser interessante que, por exmplo, na King's Cross Station, tenha sido criada uma Plataforma 9 3/4. Contudo, se creio que se pode (e deve) imaginar, sonhar e brincar - também se deve manter os pés no chão.
Lembrando que o próprio Dumbledore disse a Harry Potter, logo no primeiro ano em Hogwarts:
“It does not do to dwell on dreams and forget to live.”
Por isso, já que ainda não encontrei nem um buraquinho para outra dimensão, como no Aleph; já que não é possível embarcar num comboio para Hogwarts, ou viajar até Aman, Rivendell ou Narnia (através de um armário); posso pelo menos viajar de vez em quando nos livros, nos filmes, na arte em geral, nos museus, ou mesmo em lugares reais que parecem tirados de um conto de fadas (mesmo que seja só através da prosaica internet).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Fevereiro chegou

Alfred Sisley, A February Morning at Moret sur Loing (1881) 
... e eu desejasse que chovesse menos - ou que se fosse para cair alguma coisa do céu, que fosse neve.
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... e desejava saber magia para poder teletransportar-me:

«The snow melted around the school as February arrived, to be replaced by cold, dreary wetness. Purplish-gray clouds hung low over the castle and a constant fall of chilly rain made the lawns slippery and muddy. The upshot of this was that the sixth years’ first Apparition lesson, which was scheduled for a Saturday morning so that no normal lessons would be missed, took place in the Great Hall instead of in the grounds.»
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J. K. Rowling, Harry Potter and the Half-Blood Prince. Arthur A. Levine Books, 2005.
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... Mas, como ensina este filme da Disney (que se passa no Carnaval), há uma diferença entre aquilo que se deseja e aquilo de que se precisa:

«You got to dig a little deeper
Find out who you are
You got to dig a little deeper
It really ain't that far
When you find out who you are
You'll find out what you need
Blue skies and sunshine guaranteed»
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(link)

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Bom mês de Fevereiro!
E que traga tudo o que precisam.
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P.S. Depois de terminar este post, vi uma frase no blogue Presépio com vista para o Canal. que acho muito adequada, e aqui fica também:

"A felicidade não está no que acontece mas no que acontece em nós desse acontecer."
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Do 10 ao 69

Num filme que vi há pouco tempo (The Oxford Murders) referiam-se ao 10 como um número perfeito (para os Pitagóricos) porque: 1+2+3+4=10
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«That's it. Perfect.
One, the beginning of all things. Perfection, enclosed in itself.


The fish. That's what we thought. The Vesica Piscis, a Christian symbol, but this one's much earlier. It's simply two, the intersection of two circles. Symbol of opposites, duality, the war between good and evil.
Three, the triad, the synthesis of opposites.|Peace after war.


And the fourth symbol? The Tetraktys, the quaternary. One plus two, plus three, plus four: ten. Totality, the Demiurge. It was their divine number. One, two, three, four.
That simple. - How could I not see it?
Any enigma is easy once you know the answer.»
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Pesquisando mais sobre o tema fui descobrir esta imagem abaixo, que me interessou porque eu desenhava repetidamente este símbolo, quando era criança. Nunca imaginei que pudesse ter qualquer significado, para além de estético:
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A pesquisa anterior fez-me lembrar o símbolo dos Deathly Hollows (do Harry Potter), que, no fundo, é um símbolo de poder sobre a vida e a morte:

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Por fim, e não tem nada a ver, mas David Bowie, que fizera 69 anos a 8 de Janeiro, morreu ontem, dia 10. Em homenagem a ele, aqui fica uma das canções de que mais gosto da sua autoria:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Da imaginação

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«Classes started again the next day. The last thing anyone felt like doing was spending two hours on the grounds on a raw January morning, but Hagrid had provided a bonfire full of salamanders for their enjoyment, and they spent an unusually good lesson collecting dry wood and leaves to keep the fire blazing while the flame-loving lizards scampered up and down the crumbling, white-hot logs.»
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J. K. Rowling, Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (1999)
(no Facebook - Tolkien ontem faria 123 anos)
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«(...) George Banks and all he stands for will be saved. Maybe not in life, but in imagination. Because that's what we storytellers do. We restore order with imagination. We instill hope again and again and again.»
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Kelly Marcel e Sue Smith, Saving Mr. Banks (2013)
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domingo, 29 de novembro de 2015

Adenda aos gatos - com votos de Bom Domingo!

E como pude eu esquecer-me do Crooshanks, cuja dona (se um gato tem de facto um dono) era Hermione Granger e era amigo de Sirius-Padfoot?

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"He's the most intelligent of his kind I've ever met."
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Sirius Black,
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Este gato, entre outros, incluindo os reais que já tive, demonstra que a guerra entre cães e gatos é um mito. Já vi gatos darem-se melhor com cães do que com outros gatos; já vi cães mais amigos de gatos do que de outros cães.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

E os cães

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Apesar de no post anterior eu dizer que a minha personalidade tem muito de gato, na verdade sou uma "dog person" - e o meu signo chinês é (adequadamente) o cão.
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Num artigo que encontrei na internet de Emiy Temple pode ler-se:
«we know there are tons of musicians who love dogs (though writers, it seems, tend to be cat people), but what about the more visually-oriented artists?»
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Nesse artigo conta-se que Norman Rockwell incluía muitas vezes cães nas suas cenas da vida americana. Ele tinha um cão chamado Pitter, que por vezes ficava no estúdio enquanto ele pintava. Rockwell recomendava que os artistas pintassem os animais “just as carefully and understandingly as you paint the people.”
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Noutro artigo, de Alexa Kovachevich, diz-se que Franz Marc, autor de Dog Lying in the Snow, cerca de 1911 começou a pintar somente animais porque acreditava que "they were the only innocent creatures in a corrupted world".
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Nesse mesmo texto de Kovachevich se relata que o famoso autor do Snoopy, Charles Schulz, teve na infância um pointer chamado Spike, que tinha o hábito de comer coisas estranhas e que terá inspirado o beagle que todos conhecemos.
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No mesmo lugar descobrimos que Picasso teve uma grande empatia com um dachshund chamado Lump - cão que era originalmente do fotógrafo Duncan. O pintor descreveu Lump deste modo: “Lump, he’s not a dog, he’s not a little man, he’s somebody else.” O cão morreu apenas dez dias antes da morte de Picasso, em Março de 1973.
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Um dos meus livros preferidos de sempre, e que mais me emocionou, tanto para chorar a rir como para chorar a sério, foi o Marley and Me: Life and Love With the World's Worst Dog de John Grogan. Nele está escrito:
“A person can learn a lot from a dog, even a loopy one like ours. Marley taught me about living each day with unbridled exuberance and joy, about seizing the moment and following your heart. He taught me to appreciate the simple things - a walk in the woods, a fresh snowfall, a nap in a shaft of winter sunlight. And as he grew old and achy, he taught me about optimism in the face of adversity. Mostly, he taught me about friendship and selflessness and, above all else, unwavering loyalty.”
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Antes de acrescentar alguns nomes à minha resumida lista de cães famosos - que, tal como a dos gatos, é muito, muito longa - vou apenas recordar um momento de um episódio do Garfield (Here comes Garfield, 1982) que sempre me causou a maior emoção, por muito que eu tente conter-me, porque acho embaraçoso que uma pessoa adulta fique assim com um desenho animado. 




Relembro também outro filme, Hachiko, com Richard Gere:



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E etc, etc, etc...

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Padfoot, a forma canina do feiticeiro e animagus Sirius Black, dos livros de Harry Potter - por curiosidade, descobri recentemente que o Sirius Black, que é uma das minhas personagens preferidas dessa história, faz anos no mesmo dia que eu, 3 de Novembro :-)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Do medo, da ansiedade e do tempo

Paul Klee, In the beginning (1916)
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O tempo fascina-me. Não só gosto de relógios, calendários e agendas, bem como de toda a parafernália que serve para medir e controlar o tempo; como passo a vida numa constante luta com ele, pelo menos para o entender melhor. Corre quando quero que abrande, abranda quando quero que corra. 

Bill Watterson, Calvin and Hobbes

Por vezes estou em locais onde a única opção é esperar e, espantosamente, o tempo passa relativamente depressa, apesar de eu estar sem nada para fazer. Outras vezes estou à espera de algo ou de alguém, com hora marcada, e parece que cada segundo é uma hora. 

(link)

Quero ser rápida numa tarefa e demoro uma eternidade; tenho tempo de sobra para uma tarefa e faço-a em segundos; ou, julgo que tenho tempo de sobra para uma tarefa, ponho-me a fazer outras coisas e, quando dou por mim, estou com pouco tempo. 

J. K. Rowling, no Harry Potter (e o Cálice de Fogo) refere ainda outra hipótese semelhante:

«It is a strange thing, but when you are dreading something, and would give anything to slow down time, it has a disobliging habit of speeding up.»

No blogue Brain Pickings, num post relacionado com este tema, Maria Popova cita Claudia Hammond:

«Time perception matters because it is the experience of time that roots us in our mental reality. Time is not only at the heart of the way we organize life, but the way we experience it.
(...)
We will never have total control over this extraordinary dimension. Time will warp and confuse and baffle and entertain however much we learn about its capacities. But the more we learn, the more we can shape it to our will and destiny. We can slow it down or speed it up. We can hold on to the past more securely and predict the future more accurately. Mental time-travel is one of the greatest gifts of the mind. It makes us human, and it makes us special.»



Francisco de Goya, Saturno devorando a un hijo (c. 1819–1823, Museo del Prado,Madrid)

Como é perceptível pela citação do Harry Potter e do que atrás ficou dito, muitas vezes o tempo e o medo andam de mãos dadas, chegando a perturbar a concentração no presente e no lugar onde estamos, transportando-nos, através das preocupações, para um futuro mais ou menos próximo. Não me refiro especificamente ao medo provocado pelo terrorismo, embora ele também esteja em causa. 
Refiro-me em particular às pequenas preocupações do dia-a-dia e aos seus problemas que exigem soluções. Muitos problemas, mesmo pequenos, quando somados tornam-se cansativos - pelo menos para mim - aumentam a entropia e perturbam a capacidade de organizar e encontrar soluções. E por vezes parece que nem há tempo para respirar fundo e resolver um de cada vez. Outras vezes nem têm solução no imediato ou em tempo útil. Daí a ansiedade, o suspense, em que uma pessoa se dá por si a perguntar: "que mais irá acontecer?"*

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Mas, do que é legítimo racionalmente (culturalmente, modernamente) ter medo? Há as fobias que podem ser mais ou menos racionais...

(link)

Mas também há medos bem legítimos.

Igualmente no Harry Potter, mas no Prisioneiro de Azkaban, é dita uma frase de que me recordo muitas vezes:

“I see,” said Lupin thoughtfully. “Well, well . . . I’m impressed.” He smiled slightly at the look of surprise on Harry’s face. “That suggests that what you fear most of all is — fear. Very wise, Harry.”

Não me considero nem pessimista, nem realista. Não consigo prever o futuro e por vezes penso que ainda bem que assim é. Mesmo quem acredita nas previsões do futuro (astrológicas ou outras) assume geralmente que o futuro está em aberto. E, por isso, obrigo-me a andar em frente.

(link)

Até porque acho que, como não dá para andar para trás, mais vale ir em frente. E aproveitar o tempo que temos o melhor que conseguirmos.

(link)
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* A frase é de Nicolau Breyner num programa cómico de televisão que deu há muito tempo e de que eu miseravelmente não lembro do nome.