Mostrar mensagens com a etiqueta Jan Bruegel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jan Bruegel. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sagrada Família


Hoje, que, de acordo com o meu calendário, foi dia da Sagrada Família, aqui deixo esta pintura de Jan Bruegel, o Velho (c. 1623, Alte Pinakothek, Munique). Gosto muito da obra deste pintor flamengo, do século XVII, assim como de muitos outros artistas dos Países Baixos, da mesma época. Além do colorido e naturalismo das composições, acho lindíssimas as grinaldas de flores encolvendo as cenas religiosas.
Neste caso, vê-se uma imagem da Sagrada Família, situada numa paisagem. Nossa Senhora tem o Menino ao colo e junto dela, meio escondido, está São José. Junto deles estão muitos anjos, três dos quais em grande plano. Vê-se ainda um cordeiro, lembrando por um lado a adoração dos pastores, mas também São João Baptista, que diria de Jesus, ao baptizá-lo: «Eis o Cordeiro de Deus». Ao longe vê-se outra cena figurativa, mas que não consigo identificar.
Para mim, o mais curioso são os insectos e outros pequenos animais que circundam as figuras, juntamente com as flores e os frutos, realçando o teor festivo da composição.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Christ Preaching At The Seaport

Pintura de Jan Bruegel, Christ Preaching At The Seaport (Colecção Privada).
---
Jan Bruegel (1568-1625) sempre foi um dos meus pintores preferidos. Aliás, gosto muito de pintura flamenga e holandesa - sendo Bruegel um artista flamengo. Admiro as suas pinturas com miríades de pequenas figuras, onde muitas vezes o assunto principal surge tão escondido que só o identificamos pelo título. Neste caso, Jesus é uma minúscula personagem vestida de branco e com auréola, situado num dos barcos. A posição do espectador é a de alguém que está a assistir de longe, no cimo de um monte - podemos até confundir-nos com o homem de costas que desce a montanha em direcção a Jesus. Este tipo de construção das composições, permitiu ao pintor transformar as pinturas de história em pinturas de paisagem, tratando-se aqui de uma paisagem imaginada. Outro aspecto relevante é a utilização de uma perspectiva aérea e cromática - a profundidade é dada pelo colorido, nomeadamente pelo tom azulado das montanhas. Por fim, note-se, que as figuras vestem à época do pintor, o que torna o acontecimento bíblico contemporâneo das pessoas que primeiro poderem observar o quadro.
---
Margarida Elias.