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sábado, 23 de setembro de 2017

Da Iconografia da Misericórdia

Duccio di Buoninsegna, Madonna of the Franciscans (1290-1300, Pinacoteca Nazionale di Siena)
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Bonanat Zaortiga, Vierge de la Miséricorde (c. 1435, Museu Nacional d'Art de Catalunya, Barcelona)
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Enguerrand Charonton, The Coronation of Mary (1454, Hospice, Villeneuve-les-Avignon)
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Piero della Francesca, Madonna della Misericordia (1460-1462, Pinacoteca Comunale, Sansepolcro)
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«Nel polittico della Misericordia, la prima opera certa de Piero, la nicchia era il manto della Madonna, l'architettura era dentro la figura (...).»
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Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 218.
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Domenico Ghirlandaio, Madonna della Misericordia (c. 1472, Ognissanti, Florença)

Michel Erhart ou Friedrich Schramm, Virgin of Mercy from the Church of our Lady in Ravensburg (c. 1480-90, Skulpturensammlung, Bode-Museum, Berlim)
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Bartolomeo Caporali, Madonna della Misericordia (1482, Museo Civico di San Francesco, Montone)
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Jan Provost, Nossa Senhora da Misericórdia (1515, MNAA)
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Francisco de Holanda, Nossa Senhora de Belém (1550-1553)
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Capela de Nossa Senhora da Misericórdia (Catedral de Aveiro)
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Francisco de Zurbarán, Virgin of the Misericordia (1634)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tríptico de Nossa Senhora da Misericórdia



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«Exposto integralmente pela primeira vez, após um restauro total que demorou vários anos (...).
Em 1905, o historiador Eberhar von Bodenhausen atribuiu o Tríptico de Nossa Senhora da Misericórdia a Jan Provoost (Mons, 1462/5 - Bruges, 1529), um dos mais importantes pintores renascentistas da Flandres, Cavaleiro do Santo Sepulcro, amigo íntimo de Dürer e por ele retratado duas vezes.
Depois de um longo e complexo trabalho de conservação nos painéis laterais deste tríptico, o Museu Nacional de Arte Antiga tem agora a possibilidade de apresentar ao público, na sua forma completa, um dos mais importantes conjuntos da sua colecção de pintura flamenga.
Graças às técnicas de reflectografia tornou-se possível conhecer o desenho subjacente à pintura, comprovando, através de estudos comparativos, a atribuição do trípitico a Provoost, apoiada há mais de um século pela maioria da crítica nacional e internacional.
A exposição revela ainda dois elementos essenciais sobre esta obra, adquirida em 1876 pela Academia Real de Belas-Artes a Agostinho de Ornelas, diplomata originário da Madeira.
No recibo desta transacção, pode ler-se que a pintura provém da Capela de São João de Latrão, na Madeira, e não da Misericórdia do Funchal, como supunha a historiografia oficial.
A iconografia das representações principais do tríptico respeita as vontades expressas no testamento do rico mercador e produtor de açúcar, Nuno Fernandes Cardoso, e de sua mulher, Leonor Dias, que terão mandado edificar a Capela de S. João de Latrão, em 1511, nas suas terras de Gaula.
O mesmo documento permite datar a encomenda da pintura entre 1512 e 1515, tornando este tríptico na mais antiga obra documentada de Jan Provoost».
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Exposição no Museu Nacional de Arte Antiga (22 de Junho a 16 de Setembro de 2012).