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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Grous

Japão, Tsuba em forma de grou (séc. XVII, Museu Nacional Machado de Castro)
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Shen Quan, Pine, Plum and Cranes (1759, The Palace Museum, Beijing)
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Jean-Baptiste Oudry, Demoiselle Crane, Toucan, and Tufted Crane (1745)
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Jessie Arms Botke, Demoiselles Cranes and Lotus

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A Princesa Kaguya e o monte Fuji


Katsushika Hokusai, Fuji, Mountains in clear Weather (Red Fuji) (1831)
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De acordo com a lenda japonesa, quando chegou a altura de regressar à Lua, a princesa Kaguya ofereceu ao Imperador, que a amava, um frasco com um elixir da imortalidade, em conjunto com uma carta de despedida. Quando o Imperador leu essa carta, ficou tão triste que decidiu mandar queimá-la na montanha mais alta, que ficava na província de Seruga. Juntamente com a carta, mandou queimar o elixir, pois não suportava viver para sempre sem a princesa - e esperava que o fumo a alcançasse, levando-lhe essa mensagem. Diz-se que o nome do monte Fuji deriva da palavra que significa "imortalidade". Como a lenda surgiu numa altura em que o vulcão ainda estava activo, contava-se que o fumo era da carta que ainda estava a arder.
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David Burliuk, Mount Fuji (1922)
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Shotei Takahashi, Fuji from Hakone (1932)
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Nicholas Roerich, Mount Fuji (1936, Latvian State Museum of Art, Riga)


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

E tecer

John William Waterhouse, Penelope and the Suitors (1912, Aberdeen Art Gallery and Museums)
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Toyohara Chikanobu, Mulher a tecer (1890)
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Geskel Saloman, Stuginteriör med Kvinna vid Vävstol (Cottage Interior with Woman at the Loom) (1857, Dansk Jødisk Museum, Copenhaga)
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Vincent van Gogh, Weaver at the Loom (1884, Kröller-Müller Museum, Otterlo) 
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Paul Sérusier, Le Tisserand (The Weaver) (1888, Musée d’Art et d’Archéologie, Senlis)
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Ernest Bieler, La Tisserande
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Contos de fadas e resiliência

Andersen, Contes Danois, Librairie Garnier Frères (1873).
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Descobri, num blogue de que gosto muito (Myth & Moor), esta bela frase: «Deeper meaning resides in the fairy tales told to me in my childhood than in the truth that is taught by life.» (Friedrich Schiller). Entretanto, estou agora a ler uma edição antiga dos contos de Hans Christian Andersen*. Na introdução surge uma transcrição do início da autobiografia desse escritor, a qual me impressionou sobretudo pelo facto de ser uma extraordinária história de resiliência. Andersen escreveu: «Every man's life is a fairy tale, written by God's fingers.» e «The whole world is a series of miracles, but we're so used to them we call them ordinary things.»
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Taça de chá colada pelo método Kintsugi.
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É interessante notar que as frases de Schiller e de Andersen podem ser vistas como contraditórias, mas eu penso que não. Parece-me que um dos sentidos dos contos de fadas é a maneira como eles nos inspiram a ter resiliência. Dentro do mesmo espírito, no mesmo blogue que já mencionei, há um belíssimo post (link) que refere um tema relacionado, a propósito da arte Kintsugi: «When the Japanese mend broken objects, they aggrandize the damage by filling the cracks with gold. They believe that when something's suffered damaged and has a history it becomes more beautiful.» (Billie Mobayad). Como a autora desse blogue (Terri Windling) diz: «It seems to me that this is precisely what so many traditional fairy tales are all about: the transformation of a wounded soul into a hero, the transfiguration of great calamity (a spell, a curse, the loss of home or fortune) into a new life of potential and promise».
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*Esta edição está disponível na Gallica (Bibliothèque National de France).