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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Adenda

No Dictionnaire des Symboles, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, (Paris, Robert Laffont / Jupiter, 1982, p. 879), pode ler-se que na China, o sésamo é um fortificante tradicional que se julga que ajuda a alcançar a longevidade. 
A palavra ficou ligada à fórmula mágica "Abre-te Sésamo", mas não se sabe a origem exacta da relação entre a planta e a caverna, sendo possível a existência de uma ligação através da ideia de fertilidade, pois a vagem ao abrir dá as riquezas da terra. Poderá ainda ter uma leitura psicológica de acesso ao inconsciente:
«Le Sésame, ouvre-toi! est le cri d'appel, lancé à la richesse enfermée dans la caverne, que cette caverne soit celle de la graine nourrissante et fécondante, qu'elle soit le coffre des richesses matérielles, qu'elle soit le refuge de la révélation spirituelle ou le labyrinthe de l'inconscient».

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Às estrelas I

William Turner, Regulus (1828-1837, Tate Modern, Londres)
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«Étoiles royales, tel est le nom généralement donné en astrologie aux quatre étoiles fixes de premiére grandeur, particulèrement importantes dans les thèmes. Elles furent les étoiles-repères du calendrier babylonien: Aldébaran, principale de la constellation du Taureau, Gardienne de l'Est; Regulus, de la constellation du Lion, Gardienne du Nord; Antarès, coeur de la constellation du Scorpion, Gardienne de l'Ouest; et Formalhaut, du Poisson Austral, Gardienne du sud. Cette liste n'est pas unique et varie selon les auteurs. Ansi, parfois, on remplace Regulus par Rigel, de la constellation d'Orion (...), et Antarès (...) par la bénéfique Spica, Epi de la Vierge. (...) Plusieurs images symboliques sont associées à chacune de ces étoiles. On représente le plus souvent Aldébaran par un oeil, Regulus par un coeur ou une couronne, Antarès (dont le non provient d'Arés-Mars) par un poignard ou une cimetterre, et spica par un sphinge (...) à la tête et la poitrine de femme, ou par un gerbe.»
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In Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dictionnaire des Symboles, Mythes, Rêves, Coutumes, Gestes, Formes, Figures, Couleurs, Nombres. Paris, Éditions Robert Laffont, Éditions Jupiter, 1982, p. 420.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 Dias para o Natal - As Estrelas

Fra AngelicoMadonna della stella (c. 1424, Museo di San Marco, Florença - Link)
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A lenda de Nossa Senhora da Estrela (Marvão)

«Nos idos do século VIII, sem conseguir resistir ao avanço dos muçulmanos na região, os habitantes de Marvão abandonaram as suas terras para buscar refúgio nas montanhas das Astúrias, onde se mantinha viva a resistência cristã. Antes de partir, porém, trataram de esconder as imagens sagradas. À época da Reconquista, passados mais de quatro séculos, afirma-se que em uma noite, um pastor guiado por uma estrela, dirigiu-se a um monte onde encontrou, entre as rochas, uma imagem de Nossa Senhora. Em sinal de devoção, foi erguido nesse local um convento franciscano (Convento de Nossa Senhora da Estrela), tendo a Senhora se tornado protetora do castelo» (Link).
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Sevilha, Azulejo com estrela de 8 pontas (Séc. XVI, Museu Nacional do Azulejo - Link)
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«Todo o astro é, no antigo Oriente, sinal de um deus.

(...)
Estrela dos Magos: segundo as crenças atrológicas dos Antigos, a aparição de um cometa ou de um novo astro era interpretada como o anúncio de um acontecimento transcendente. No momento do nascimento de Jesus, alguns magos orientais viram erguer-se no céu um astro desconhecido e, guiando-se pelo seu movimento, chegaram a Belém (Mc 2) (...)»
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Danielle Fouilloux et al., Dicionário da Bíblia, Planeta DeAgostini, 2004, pp. 106-107.
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Rembrandt, The Star of the Kings: A Night Piece (1649-1653, Saint Louis Art Museum - Link)
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«On retient surtout de l'étoile sa qualité de luminaire, de source de lumière. (...) Leur caractére céleste en fait aussi des symboles de l'esprit et, en particulier, du conflit entre les forces spirituelles, ou de lumiére, et les forces materielles, ou des tenèbres. (...)
Pour l'Ancien Testament et le Judaïsme, les étoiles obéissent aux volontés de Dieu et les annoncent éventuellement (...). Elles ne sont donc pas des créatures purement inanimées: un ange veille sur chacune d'elle (...)».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, «Étoile», in Dictionnaire des Symboles, Paris, Robert Laffont / Jupiter, 1982-1991, pp. 416-421.
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Edward Burne-Jones, Title The Star of Bethlehem (1890, Birmingham Museum and Art Gallery - Link)
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«Há estrelas grávidas de luz.»
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Serna, R.(Link)
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Estrelas de Pangim, Tiswaddi (Museu Nacional de Etnologia - Link)
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«A estrela brilha atrás das nuvens.»
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Provérbio (Link)
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«Sempre quietas,
sempre agitadas,
dormindo de dia,
à noite acordadas».
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Adivinha (Link)
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IKEA (Link)
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Bolachas (Link)
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domingo, 29 de julho de 2012

Figos

José António Barros, Natureza morta com frutos (Museu de Évora).
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Gosto de figos, não só porque gosto do seu sabor (especialmente da variedade "pingo de mel"), mas também porque na Quinta dos meus avós havia uma enorme figueira - que era de figos pretos - que marcou o meu imaginário infantil. Mas também gosto de ver figos na arte e fiquei a pensar qual seria o seu significado. Pesquisei na internet e percebi que a figueira seca tem uma conotação negativa ligada ao Novo Testamento (representa a Sinagoga que não reconheceu Cristo como Messias), mas também li que sonhar com figos é sinal de dinheiro. Decidi aprofundar o tema e descobri que a figueira é um símbolo de abundância, que no Egipto tinha um sentido iniciático e que os eremitas se alimentavam de figos. Foi com folhas de figueira que Adão e Eva se taparam depois de provar do fruto proibido e no Livro dos Reis as outras árvores pediram à figueira para que reinasse sobre elas. Na Ásia ela é a árvore do mundo, que liga a terra ao céu. Foi debaixo de uma figueira que Buda obteve a Iluminação. É um símbolo de força, de vida, de fecundidade, de imortalidade e do conhecimento superior. Segundo as crenças dos antigos romanos, Rómulo e Remo tinham nascido debaixo de uma figueira e, para os gregos, a figueira era consagrada a Dionísio.
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Bibliografia: Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dictionnaire des Symboles, Paris, Editions Robert Laffont, 1982 e http://www.citador.pt/

domingo, 1 de abril de 2012

Domingo de Ramos

Pietro Lorenzetti, Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (1320, Basílica de São Francisco, Assis).
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As folhas de palmeira são universalmente reconhecidas como símbolos de victória, de ascenção e de imortalidade. A tradição é de origem oriental e está associada ao costume de agitar ramos verdes para aclamar os vencedores. São estas as folhas que terão sido utilizadas para celebrar a entrada de Jesus em Jerusalém (como se vê na pintura acima de Lorenzetti). No entanto, o seu simbolismo não é exclusivo da cultura cristã e não é obrigatório que o ramo seja de palma, podendo ser de loureiro, de oliveira ou de salgueiro, por exemplo.
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Bibl.: Jean Chevalier & Alain Gheerbrant (1982).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A propósito de uma bola de cristal

 John William Waterhouse, The Crystal Ball (1902) - versão normal e versão restaurada
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O cristal é o intermediário entre o visível e o invisível, sendo um bom exemplo da união dos contrários, pois mesmo sendo material, permite ver através dele. É um símbolo da adivinhação, da sabedoria e dos poderes misteriosos. Mesmo antes de se tornar num instrumento divinatório, a bola de cristal era um objecto de veneração: os escoceses chamavam-na de pedra da vitória.
A bola de crital foi o que me encantou neste quadro que representa, provavelmente uma feiticeira. Contudo, neste quadro também há uma caveira, apagada pela cortina e que surgiu numa versão restaurada. Porque terá sido apagada? Provavelmente para afastar a conotação com a morte e a feitiçaria. A caveira é considerada o domínio da força vital do corpo e do espírito, sendo utilizada em rituais iniciáticos como símbolo da morte corporal que antecede um nível de vida superior. Mas também é considerada um homólogo da abóbada celeste, um microcosmos.
Creio que a caveira, juntamente com o livro e a luz, tal como a bola de cristal, são simbólicos do conhecimento. Mas também me fazem pensar na vanita do conhecimento, nos limites do conhecimento. Dito de outro modo, gosto muito do quadro, gosto muito de bolas de cristal, mas não sei se gostava de poder adivinhar o futuro.
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Margarida Elias.
Bibliografia utilizada: Jean Chevalier & Alain Gheerbrant (1982).

sábado, 10 de julho de 2010

Sob o signo de Caranguejo

Pintura de Bouguereau, Le Crabe (1869).
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«Le crabe, comme de nombreaux autres animaux aquatiques, est lié paradoxalement aux mythes de la sécheresse et de la lune».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (1982).

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Frutos

Pintura de Caillebotte, Fruit displayed on a stand (c. 1881-1882, Museum of Fine Arts, Boston.
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«Symbole d'abondance, débordant de la corne de la déesse de la fécondité ou des coupes aux basquets des fleurs (...)».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (1982).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um pavão

Um pavão do jardim do Palácio Galveias, em Lisboa (2009).
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O pavão era a ave de Hera (Juno), esposa de Zeus, sendo considerado um símbolo solar. É também associado ao poder de transmutação, ligando-se à ideia de imortalidade. Na China e no Vietname o pavão exprime votos de paz e de prosperidade. Na tradição cristã, esta ave é associada à roda solar e a sua cauda evoca o céu estrelado. Apelidado de «animal dos mil olhos», tornou-se um sinal de beleza eterna, da visão de Deus pela alma. Segundo uma lenda Persa, Deus criou o Espírito sob a forma de um pavão.
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Cf. Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (1982).

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Lua e o Sol

Desenho de Margarida Elias.
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«Cést en corrélation avec celui du soleil que se manifeste le symbolisme de la lune. Ses deux caractères les plus fondamentaux dérivent, d'une part, de ce que la lune est privée de lumiére propre et n'est qu'un reflet du soleil, d'autre part, de ce qu'elle traverse des phases différentes et change de forme. (...) elle symbolise la dépendence et le principe féminin (...), ainsi que la périodicité et le renouvellement. A ce double titre, elle est symbole de transformation et de croissance (...)».
«Le soleil est la source de la lumière, de la chaleur et de la vie. Ses rayons figurent les influences célestes (...) reçues par la terre. (...)».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.
(1982, Dictionnaire des Symboles).

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O branco

Ícone da Transfiguração (Século XVI, Museu do Hermitage, São Petersburgo).
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«Le blanc, couleur iniciatrice, devient, dans son acception diurne, la couleur de la révélation, de la grâce, de la transfiguration qui éblouit, éveillant l'entendement en même temps qu'il le dépasse: c'est la couleur de la théophanie dont un reste demeurera autour de la tête de tous ceux qui ont connu Dieu, sous la forme d'une auréole de lumière qui est bien la somme des couleurs».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.
1982, Dictionnaire des Symboles.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Terra

Pintura de Sir Edward Burne-Jones, Earth Mother (1882, Worcester Art Museum, Worcester).
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Avec ce caractère sacré, avec se rôle maternel, la terre intervient dans la société comme garant des serments. Si le serment est le lien vital du groupe, la terre est mère et nourrice de toute société.
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

quinta-feira, 5 de março de 2009

O azul I

Pintura de Cátia Mourão (2000, Colecção Particular).
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«Le bleu est la plus profonde des couleurs: le regard s'y enfonce sans rencontrer d'obstacle et s'y perd à l'infini, comme devant une perpétuelle dérobade de la couleur. Le bleu est la plus immatérielle des couleurs: la nature ne le présente généralement qui fait de transparence, c'est-à-dire de vide accumulé, vide de l'air, vide de l'eau, vide du cristal ou du diamant. Le vide est exact, pur est froid. Le bleu est la plus froid des couleurs, et dans sa valeur absolue la plus pure, hors le vide total du blanc neutre. De ces qualités fondamentales dépend l'ensemble de ses applications symboliques».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

domingo, 1 de março de 2009

As flores

Pintura de Emília Mattos.
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Para São João da Cruz, as flores são imagem das virtudes da alma, sendo o bouquet que as une a imagem da perfeição espiritual. Para Nouvalis a flor é símbolo do amor e da harmonia, identificando-se com a infância. Entre outras aplicações alegóricas, as flores são atributos da Primavera, da aurora e da juventude.
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Baseado em Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

As Mãos

Escultura de Auguste Rodin, A Mão de Deus (1896, Museu Rodin, Paris - Photo : E. & P. Hesmerg).
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A mão exprime ideias de actividade, ao mesmo tempo que de poder e de domínio. A mão esquerda de Deus é tradicionalmente ligada à justiça e a mão direita à misericórdia. Segundo Grégoire de Nysse, as mãos do homem estão relacionadas com o conhecimento, a visão e a linguagem. A mão separa o homem dos animais, e serve para diferenciar os objectos que ela toca e modela.
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Baseado em Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Criação do Homem

Pintura de Michelangelo (1510, Capela Sistina).
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A criação simbolisa o fim do caos para a entrada no universo de uma certa forma, de uma ordem, de uma hierarquia.
O acto da criação no sentido lato é a energia, que organiza os primeiros dados informes; a criação é o efeito dessa energia.
Depois do acto criador, distinguem-se geralmente duas formas, uma imanente na matéria, que é a própria matéria participando da energia criadora e tendendo espontaneamente para formas sempre diferenciadas; a outra transcendente, a energia criadora que prossegue a sua obra e a sustém na existência, concebendo o mundo como uma criação contínua.
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Baseado em Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Rosário - Rosa - Rosácea

Vitral da Catedral de Notre-Dame (Paris).
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Rosário
Fios de pérolas sobre um fio, do qual fala a Blagavad Gità. O fio é o Atmâ sobre o qual todas as coisas estão enfiadas, a saber todos os mundos, todos os estados de manifestação. Atmâ, o Espírito universal, liga os mundos entre si; é também o sopro que lhes dá vida.

Rosa
É a flor simbólica mais usada no Ocidente. Designa uma perfeição acabada, uma realização sem defeitos. Simboliza o vaso da vida, a alma, o coração, o amor. Na iconografia cristã corresponde ao Graal, a transfiguração das gotas do sangue de Cristo ou mesmo as próprias chagas de Cristo. Pode ser a rosa celeste da redenção. A rosácea gótica e a rosa-dos-ventos marcam a passagem do simbolismo da rosa para o da roda.
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Baseado em Jean Chevalier e Alain Cheerbrant.