Este blogue é pessoal e sem fins lucrativos. Se sentir que eu estou a infringir os seus direitos de autor(a) agradecia que me contactasse de imediato para eu remover o referido conteúdo: elias.margarida@gmail.com / This blogue is a non-profit and personal website. If you feel that your copyright has been infringed, please contact me immediately: elias.margarida@gmail.com
Apesar de no post anterior eu dizer que a minha personalidade tem muito de gato, na verdade sou uma "dog person" - e o meu signo chinês é (adequadamente) o cão.
Num artigo que encontrei na internet de Emiy Temple pode ler-se:
«we know there are tons of musicians who love dogs (though writers, it seems, tend to be cat people), but what about the more visually-oriented artists?»
Nesse artigo conta-se que Norman Rockwell incluía muitas vezes cães nas suas cenas da vida americana. Ele tinha um cão chamado Pitter, que por vezes ficava no estúdio enquanto ele pintava. Rockwell recomendava que os artistas pintassem os animais “just as carefully and understandingly as you paint the people.”
Noutro artigo, de Alexa Kovachevich, diz-se que Franz Marc, autor de Dog Lying in the Snow, cerca de 1911 começou a pintar somente animais porque acreditava que "they were the only innocent creatures in a corrupted world".
Nesse mesmo texto de Kovachevich se relata que o famoso autor do Snoopy, Charles Schulz, teve na infância um pointer chamado Spike, que tinha o hábito de comer coisas estranhas e que terá inspirado o beagle que todos conhecemos.
No mesmo lugar descobrimos que Picasso teve uma grande empatia com um dachshund chamado Lump - cão que era originalmente do fotógrafo Duncan. O pintor descreveu Lump deste modo: “Lump, he’s not a dog, he’s not a little man, he’s somebody else.” O cão morreu apenas dez dias antes da morte de Picasso, em Março de 1973.
“A person can learn a lot from a dog, even a loopy one like ours. Marley taught me about living each day with unbridled exuberance and joy, about seizing the moment and following your heart. He taught me to appreciate the simple things - a walk in the woods, a fresh snowfall, a nap in a shaft of winter sunlight. And as he grew old and achy, he taught me about optimism in the face of adversity. Mostly, he taught me about friendship and selflessness and, above all else, unwavering loyalty.”
Antes de acrescentar alguns nomes à minha resumida lista de cães famosos - que, tal como a dos gatos, é muito, muito longa - vou apenas recordar um momento de um episódio do Garfield (Here comes Garfield, 1982) que sempre me causou a maior emoção, por muito que eu tente conter-me, porque acho embaraçoso que uma pessoa adulta fique assim com um desenho animado.
Relembro também outro filme, Hachiko, com Richard Gere:
Padfoot, a forma canina do feiticeiro e animagus Sirius Black, dos livros de Harry Potter - por curiosidade, descobri recentemente que o Sirius Black, que é uma das minhas personagens preferidas dessa história, faz anos no mesmo dia que eu, 3 de Novembro :-)
A Princesa, a minha primeira gata, quando eu tinha 8 anos.
-
Um assunto que me tem interessado cada vez mais é o facto de muitos artistas e intelectuais terem gatos. Eu (que não sou um génio, diga-se) gosto de gatos, mas também gosto de cães. Sinto por vezes que a minha personalidade é sobretudo semelhante à dos gatos (e estou convencida que se existissem reencarnações, eu fui gato em alguma delas). Para quem tenha dúvidas sobre os benefícios de ter animais de estimação, fica um link aqui.
Dito isto, vou dedicar este post (e imagens) aos amigos gatos, apesar de já ter abordado anteriormente este assunto no blogue, noutro contexto (neste link, por exemplo).
No The Guardian, em Abril deste ano, foi publicado um artigo de Jonathan Jones sobre: «Stroke of genius: why do artists love cats?», que faz a recensão crítica sobre um livro dedicado a esta temática. Nele se referem alguns artistas com os seus gatos, como Matisse, Georgia O’Keeffe e Salvador Dalí. Conta-se que no antigo Egipto o gato era considerado divino, um mensageiro entre a casa e a selva, entre o terreno e o sobrenatural. Diz-se que os artistas amam os gatos precisamente porque eles não são sempre adoráveis e há algo de misterioso neles que desperta a imaginação.
O artigo ressalva que nem todos os artistas eram "cat lovers" e alguns gostavam de cães, como Picasso. Enuncia-se a premissa de que o gato é adoptado por caracteres mais amáveis e o cão por personalidades mais agressivas: «There seems to be a potential symbolism in Picasso the dog lover versus Matisse the cat owner.» Parece-me demasiado simplista essa asserção, mas concordo certamente com a frase final: «The cat may or may not be the artist’s ideal pet. But it is certainly a magical creature in art.»
Se eu tivesse um jardim, com árvores, talvez pudesse dizer, como Phneas: «Ferb, I know what we're gonna do today!» e iria varrer as folhas de Outono (ou talvez nem o fizesse porque gosto das folhas)... Por isso, até posso dizer a mesma frase, mas provavelmente irei ter outra actividade, adequada à quadra que se avizinha: