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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para o Dia de Nossa Senhora da Conceição

Carlo Crivelli, A Imaculada Conceição (1492, National Gallery, Londres)
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Piero di Cosimo, A Imaculada Conceição com os Santos (1510)
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El Greco, A Virgem da Imaculada Conceição (1610, Thyssen-Bornemisza Museum, Madrid)
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Peter Paul Rubens, Imaculada Conceição (1628, Museo del Prado, Madrid)
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Francisco de Zurbarán, A Imaculada Conceição (1630)
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Jusepe de Ribera, Imaculada Conceição (1635)
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Bartolome Esteban Murillo, A Imaculada Conceição (1650)
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Giovanni Battista Tiepolo, A Imaculada Conceição (1767-1768, Museo del Prado, Madrid)
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Sobre este tema ver também:

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Nossa Senhora da Assunção

Oficina de Notthingham, Assunção da Virgem (séc. XV, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Mestre Desconhecido, Assunção da Virgem do Políptico flamengo de Celas (1512-1525, Museu Nacional de Machado de Castro)

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Pietro Perugino, Pala Di Corciano (Assunção de Maria) (1513)
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Paolo Veronese, Assunção (1558, Basilica dei Santi Giovanni e Paolo)
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Nicolas Poussin, L'Assomption de la Vierge (1649-1650, Musée du Louvre, Paris)
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Nossa Senhora da Assunção (séc. XVII-XVIII, Arquidiocese de Évora)
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Francisco, Nossa Senhora da Assunção (séc. XIX, Museu dos Biscainhos)

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Nossa Senhora de Fátima, por Leopoldo de Almeida

Leopoldo de Almeida, Nossa Senhora de Fátima
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O ano de 1933 foi um «ano chave» para a carreira de Leopoldo de Almeida e para a parceria que estabeleceu com o arquitecto Pardal Monteiro. A encomenda da Igreja de Nossa Senhora de Fátima data de 15 de Agosto de 1933, sendo esta projectada em 1934 pelo referido arquitecto, com a colaboração do arquitecto Raul Rodrigues Lima e dos estudantes de arquitectura João Faria da Costa, António Martins e Fernando Batalha. A Igreja foi consagrada em 1938.
Leopoldo de Almeida foi autor da estátua de S. João Baptista que decora a pia baptismal, da estátua de Nossa Senhora de Fátima que ladeia o altar, e do baixo-relevo da capela mortuária Ressurreição de Lázaro, todas estas obras datadas de 1938.
A imagem de Nossa Senhora de Fátima é a «peça mais arrojada em termos de concepção», pois Leopoldo concebeu uma figura «despojada em que o manto, o crucifixo e a coroa são adornos que não desviam o olhar do rosto da imagem, por onde perpassa uma tranquilidade só perturbada pelo foco de luz que a ilumina na igreja». Conta-se que Pardal Monteiro ambicionava que esta fosse a «única imagem iconográfica de Nossa Senhora de Fátima».
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Texto resumido da Tese de Doutoramento de Rita Fonseca, intitulada Vida e Obra do Escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975), FL-UL, 2011 - disponível online.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Outra Anunciação

Joos van Cleve, The Annunciation (c. 1525, Metropolitan Museum of Art, New York)
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A Anunciação de van Cleeve data de cerca de um século depois relativamente à de Campin, mas mantém uma estrutura compositiva idêntica. A posição das figuras principais é semelhante, ficando a Virgem ajoelhada no chão em sinal de humildade (apesar de ter uma cadeira atrás de si, que pela riqueza deverá evocar o Trono de Salomão). Existe também o vaso de metal com uma toalha e uma janela que abre para a paisagem (que desenha uma cruz). 
Contudo, para além de uma retórica mais evidente (por exemplo na mão levantada do anjo), há diferenças que devem ser marcadas: a vela, símbolo de Cristo, está acesa, e o Espírito Santo é figurado por uma pomba. Como em Campin, quase todos os elementos são simultaneamente evocativos de um ambiente doméstico e passíveis de uma leitura simbólica. Há elementos inovadores (do que eu conheço), como esta imagem de Moisés com as Tábuas dos Mandamentos, afixada na parede, junto da pomba, atrás de Maria:


E, independentemente das interpretações iconográficas, trata-se de uma obra magnífica como desenho e como pintura, tal como se pode ver detalhadamente no site do MET, ou nos exemplos que escolhi e coloco em baixo, com o rosto e a mão da Virgem junto da Bíblia. Na primeira imagem, note-se a transparência do véu e os fios dos cabelos:



Ou, ainda, no belíssimo armário tardo-medieval:



A ver:
http://www.metmuseum.org/art/collection/search/436791

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A Iconografia do Retábulo de Mérode

Robert Campin (oficina), Retábulo de Mérode (c. 1427-1432, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque)
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Projectei trazer este "post" no dia 25 de Março, dia da Anunciação, mas na altura não foi possível.
O tema da Anunciação na arte é um dos que mais me fascina, sendo a iconografia outro dos assuntos que me interessa. Daí que tenha lido com interesse o artigo de Margaret B. Freeman, intitulado «The iconography of the Merode altarpiece». Irei fazer um resumo do artigo, que encontrei online no site JSTOR (mas não consigo reencontrar), salientando os pontos que achei mais interessantes.
A autora começa por afirmar: «The iconography of the Merode altarpiece is something of a puzzle - a puzzle which has interested many people for a long time.» Segundo ela, a dificuldade básica na leitura desta obra é que «Robert Campin, rejoicing in the ability to reproduce the physical world in paint on a wooden panel, at the same time felt it important to endow his apparently natural world with as much spiritual meaning as possible.» 
Por exemplo, os leões no banco simbolizam o trono de Salomão ou são apenas representações decorativas características do mobiliário medieval? No livro Speculum humanae salvationis diz-se: «The throne of [the wise] King Solomon is the Virgin Mary in whom stayed and lived Jesus Christ, the true wisdom.... This same throne had two large lions which signified that Mary retained in her heart ... the two tablets of the ten commandments of the law.»


Segundo este artigo, Campin, se não foi o primeiro que colocou os "espectadores" perante estas dúvidas iconográficas, foi certamente o primeiro a representar um cenário doméstico completo numa Anunciação. Esta atitude coaduna-se com uma imagem moderna de Santa Maria, como alguém que foi humano e viveu na Terra, escolhida por ser "cheia de Graça" para ser Mãe de Deus. 
A posição de Maria, ajoelhada no chão, é um sinal da sua humildade. Na pintura, surgem também os lírios numa jarra sobre a mesa, simbolizando a sua pureza e castidade. 


Junto dos lírios está uma vela recentemente apagada, de significado obscuro. A cera representa a humanidade de Cristo, o pavio a sua alma, o fogo a sua divindade. O facto de estar apagada talvez seja explicável pelas Revelações de Santa Brígida: «the divine radiance (...) totally annihilated the material light,» É também possível que servisse para enfatizar que Cristo se tornou humano, sendo interpretável que foi a entrada de Jesus no quarto que apagou a vela.


O significado de pureza é acrescentado pelo vaso de bronze com uma toalha ao lado. Junto desse vaso está uma janela de onde entram raios de luz, e uma criança carregando uma cruz, em direcção à Virgem. São Bernardo explica deste modo o próprio milagre da Encarnação: «Just as the brilliance of the sun fills and penetrates a glass window without damaging it, and pierces its solid form with imperceptible subtlety, neither hurting it when entering nor destroying it when emerging, thus the word of God, the splendor of the Father, entered the virgin chamber and then came forth from the closed womb.» Neste quadro, são sete os raios de luz, indicando os sete dons do Espírito Santo. A cruz tem também um significado claro: «God became Man to suffer and die in order to redeem mankind from the original sin of Adam.»


Outra dúvida coloca-se com a porta aberta no painel esquerdo, com os doadores - que torna aberto o quarto de Maria, que costuma ser representado como fechado (ou pelo menos sem portas abertas e realisticamente figuradas). Pode ser apenas uma barreira e um artifício que simultaneamente separa e une o painel esquerdo e o central. Contudo: «Did Campin then open the door because he wanted his patrons, the kneeling donors, to participate in the event (unlike the angel they could not penetrate a solid door), or did he perhaps have in mind the symbolism of Voragine, "The gate of paradise which by Eve was closed from all men, is now opened by the Blessed Virgin Mary." ?» Por outro lado, para Santa Brígida, as portas são símbolo de esperança e também de caridade.



O jardim é certamente carregado de simbolismo. A roseira simboliza o martírio de Cristo e as rosas a própria Virgem Maria. As flores junto do canto inferior esquerdo são miosótis ("não-me-esqueças") simbolizando os olhos de Maria, mas também violetas e margaridas, signos de humildade. Lembram também que Cristo foi concebido no tempo das flores (Primavera). O muro do jardim indica a virgindade de Maria geralmente comparada a um jardim fechado.


Interessante é também a vista de Tournai, que se descobre no painel direito que representa a oficina de São José. Este parece que se dedicou a fabricar ratoeiras. Estas estão provavelmente ligadas ao facto de a sabedoria sobre a divindade de Cristo dever ser protegida do diabo, para que este não soubesse que Ele era mais do que um homem durante a missão que desempenhou na Terra. Escreveu Santo Agostinho: «The devil exulted when Christ died, but by this very death of Christ the devil is vanquished, as if he had swallowed the bait in the mousetrap. He rejoiced in Christ's death like a bailiff of death. What he rejoiced in was then his own undoing. The cross of the Lord was the devil's mousetrap; the bait by which he was caught was the Lord's death.» 
A autora termina dizendo: «Robert Campin, an innovator in many ways, seems to be at his best in giving new dignity and importance to Joseph the Carpenter, whose feast was not made universal until 1621 (...).»
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Deste modo, aqui fica com algum atraso um post que tanto celebra a Anunciação (25 de Março), como o dia de São José (19 de Março), como até a chegada da Primavera (20 de Março).

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Shades of blue

Natividade do Políptico flamengo de Celas (1512-1525, Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra)
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Wassily Kandinsky, Sky blue (1940, Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris)
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«Depois da tempestade vem a bonança.»
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Edgar Degas, Two Dancers in Blue (c.1899, Musée d'Orsay, Paris)
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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Para o Dia de São João

Leonardo da Vinci, La Vierge aux rochers (detalhe) (1483-1486, Museu do Louvre)
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Rafael, Madonna in the Meadow (1505, Kunsthistorisches Museum, Vienna)
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Bernardino Luini, Virgen con el Niño y san Juanito (1523-1525, Museo Thyssen-Bornemisza)

sábado, 3 de maio de 2014

Antecipando o Dia da Mãe

Thomas Cooper Gotch, The Mother Enthroned
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«A mother is the truest friend we have, when trials heavy and sudden, fall upon us; when adversity takes the place of prosperity; when friends who rejoice with us in our sunshine desert us; when trouble thickens around us, still will she cling to us, and endeavor by her kind precepts and counsels to dissipate the clouds of darkness, and cause peace to return to our hearts».
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terça-feira, 25 de março de 2014

A Inocência

Jorge Barradas, Anunciação (1936, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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A Inocência

Caminhando no mundo vai segura 
A Inocência, com grave firme passo. 
Sem temor de cair no infame laço 
Que arma a traidora mão, a mão perjura. 

Como não obra mal, nem mal procura 
Para os seus semelhantes, corre o espaço 
Sem lança, sem arnês, sem peito de aço, 
Armada só de consciência pura. 

Pois que ofensa não faz, não teme ofensa 
E por isso passeia, satisfeita, 
Sem as feras temer na selva densa. 

Traições, ódios, vinganças não espreita. 
Certa no bem que faz, só nele pensa: 
Quem remorsos não tem, mal não suspeita. 
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segunda-feira, 10 de março de 2014

Rosas

Martin Schongauer, Madonna of the Rose Bower (1473, St.Martin, Colmar)
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Rosa sem Espinhos

Para todos tens carinhos, 
A ninguém mostras rigor! 
Que rosa és tu sem espinhos? 
Ai, que não te entendo, flor! 

Se a borboleta vaidosa 
A desdém te vai beijar, 
O mais que lhe fazes, rosa, 
É sorrir e é corar. 

E quando a sonsa da abelha, 
Tão modesta em seu zumbir, 
Te diz: «Ó rosa vermelha, 
» Bem me podes acudir: 

» Deixa do cálix divino 
» Uma gota só libar... 
» Deixa, é néctar peregrino, 
» Mel que eu não sei fabricar ...» 

Tu de lástima rendida, 
De maldita compaixão, 
Tu à súplica atrevida 
Sabes tu dizer que não? 

Tanta lástima e carinhos, 
Tanto dó, nenhum rigor! 
És rosa e não tens espinhos! 
Ai !, que não te entendo, flor. 

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Henri Fantin-Latour, Rose Trees White Roses (1875)
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John William Waterhouse, The Soul of the Rose (1908)
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Maria Eduarda Lapa, Rosas (Museu de José Malhoa)
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Paul Klee, Rose garden (1920, Lenbachhaus)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dia de Reis

Adoração dos Reis Magos (séc. XIV, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Os Três Reis Magos, segundo a tradição cristã ocidental, são santos e têm os nomes de Melchior, um sábio persa, Gaspar, um sábio da Índia e Baltazar, um sábio árabe. São representados como reis e simbolizam as três idades do Homem. Gaspar é figurado como um velho e traz o ouro, sendo o primeiro a ajoelhar-se junto de Cristo. Melchior é um homem de meia-idade e oferece o incenso. Baltazar é jovem, geralmente de pele negra, e traz mirra. Na Igreja Cristã Ocidental, o Dia de Reis corresponde a um dia de Epifania e é celebrado no dia que se segue aos 12 Dias de Natal. (Link)
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Oficina Simon Bening, Horas da Virgem - Adoração dos Magos (1530-1534, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Vasco Fernandes  e Francisco Henriques, Adoração dos Reis Magos - Políptico da Capela-Mor da Sé de Viseu (1501-1506, Museu Grão Vasco - Link))

(detalhe de Baltasar, figurado como um índio americano)
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Adoração dos Reis Magos - Contador (1651-1700, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves - Link)
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António e Dionísio Ferreira (atribuído), Peça do Presépio da Madre de Deus - Cavalgada dos Reis Magos (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - Link)
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Painel de azulejos de composição figurativa - Adoração dos Reis Magos (1760-70, Museu Nacional do Azulejo - Link)