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sexta-feira, 20 de julho de 2018

«Barcarolla»

Rafael Bordalo Pinheiro, Jarra Barcarolla (1899, MRBP)
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Esta Jarra tem a dedicatória: "A D. Elisa Baptista de Sousa 29 de Outubro de 1899", sendo que D. Elisa era pianista e compositora, amiga do artista.
Achei muita graça a esta peça na exposição do Museu Rafael Bordalo Pinheiro, sobretudo pela referência à Barcarolla. Estando eu longe de ser especialista em música, associei este título ao tema da ópera de Offenbach, Les contes d'Hoffmann (existe também uma música com o mesmo título de Chopin). Não tenho agora oportunidade para procurar a história desta ópera em Portugal, mas sempre tive uma grande simpatia por ela - não só por razões estéticas, mas também porque me faz lembrar Paul Klee (um dos meus pintores preferidos), que gostava muito de música e esta era uma das sua óperas preferidas.
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Exposição da obra cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro

Prato para suspensão "Mesa Posta" (detalhe) (1897, MRBP)
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Jarra "Cerejas" (1902)
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Caixa "Macaco com nêsperas" (1890, MRBP)
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Tabuleiro, cafeteira, açucareiro, leiteira, chávenas e pires "Serviço tête-à-tête de café" (1882, MRBP)
Desenho de Rafael e pintura de Maria Augusta Bordalo Pinheiro, figurando auto-retrato de Rafael, retratos de Elvira (sua mulher), dos filhos Manuel Gustavo e Helena, e do gato.
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Bule, chávena e pires "Chinês" (1897)
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Azulejo "Pássaros"

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ontem como hoje - Cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro

Rafael Bordalo Pinheiro, Prato com Gaio e Ervilhas
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Rafael Bordalo Pinheiro, Prato com Gaio e Ervilhas (1905, Museu da Cerâmica)
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Em Junho de 1908, na revista Argus (dirigida por Abílio de Campos Monteiro), publicava-se um artigo sobre uma «Exposição de Ceramica de Bordallo Pinheiro na Sociedade de Bellas Artes», realizada dois anos após a morte do artista Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905). No texto (não assinado) lê-se que Bordalo era «era um conversador magnifico, contando com uma graça sem igual, fazendo critica subtil». E explicava-se que «nos salões da sociedade de bellas Artes» foi a «mão carinhosa de Manuel Gustavo» que «dispoz com todo o amor a obra genial de seu pae e mestre».
Até Novembro deste ano, está no Museu Rafael Bordalo Pinheiro (Lisboa) uma exposição com a obra cerâmica deste artista - «Formas do Desejo – A Cerâmica de Rafael na Coleção do Museu Bordalo Pinheiro» -, onde estão certamente algumas das obras expostas em 1908. Para quem puder (não é o meu caso) vai haver uma visita guiada no dia 22, conduzida pelo comissário Pedro Bebiano Braga. Já houve (e não fui, porque também não pude) uma palestra do Dr. João Bonifácio Serra que deve ter sido interessantíssima.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Rosas em Junho

Nossa Senhora da Rosa (detalhe) (séc. XV, Museu Nacional de Machado de Castro)
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Willem van Aelst, Roses and Poppies and a Snail (1675)
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Henri Fantin-Latour, Fairy Roses (1874)
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Édouard Manet, Moss Roses in a Vase (1882, Clark Art Institute, Williamstown)
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Vincent Van Gogh, Still Life - Roses (1890, Ny Carlsberg Glyptotek, Copenhagen)
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Konstantin Korovin, Roses - Evening (1908)
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Manufactura de Édouard Honoré, Prato "Rose Panaché" (1824-1840, Palácio Nacional da Ajuda)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Jarra - Rosa Branca (1900, Museu de Cerâmica)
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Cicely Mary Barker, The Rose Fairy
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Vestido (c. 1960, Museu Nacional do Traje)
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sexta-feira, 30 de março de 2018

Símbolos I - Número 8 - Com votos de Boa Páscoa!

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«O octógono representou na Idade Média a figura de passagem entre o quadrado – a Terra – e o círculo – o Céu – pelo que assumia o simbolismo espiritual da passagem, isto é, da Ressurreição de Cristo e o começo da Perfeição Humana. (...)
O significado cabalístico do número oito reforça o sentido do simbolismo octogonal. Número figurativo do duplo quadrado da Terra e do Homem em equilíbrio, a tradição cristã considera o valor oito como o da Redenção e Prosperidade. Oito é sete mais um, o transbordar da Plenitude. A Plenitude judaica [o sete] foi ultrapassada por Cristo na sua Ressurreição na madrugada do oitavo dia. O oitavo dia passou assim a ser o primeiro dia [o dia do Senhor, Dominica dies], domingo, em oposição ao sábado [Shabath, descanso, sétimo dia em que o Senhor descansou da Obra da Criação]. (...)
Sendo o oitavo dia o Dia da Ressurreição em que os cristãos são associados, pelo baptismo, ao Mistério Pascal de Jesus Cristo, é também comum encontrar, na arquitectura, a forma octogonal como planta muito frequente dos baptistérios. (...)».
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Vítor Manuel Adrião, Lisboa Insólita e Secreta, Jonglez, 2010, p. 201.
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Catedral de Ely (1083-1375, Cambridgeshire)
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Capela da Ascensão (1150, Jerusalém)
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Charola do Convento de Cristo (c. 1160- c. 1250, Tomar)
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Pia de Água Benta (Séc. XVI, Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras)
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sexta-feira, 23 de março de 2018

Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro

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N' O António Maria de há 135 anos (e 1 um dia) noticiava-se que estava a ser construído o edifício do Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, que seria para inaugurar em Junho de 1884. O plano era do arquitecto Rafael de Castro, sendo a fachada executada em Lisboa, nas oficinas de Germano de Sales. As esculturas, de Simões de Almeida, figuram D. Henrique, Camões, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral, além de medalhões com Fernão Lopes, Gil Vicente, Garrett e Alexandre Herculano, executados por Pedro Dias. A obra devia-se aos emigrantes portugueses, tendo como «dedicados operarios» o Visconde do Rio Vez e Eduardo de Lemos. 
De facto, o Gabinete fora fundado em 1837 e este edifício só acabou de ser construído em 1887, tendo sido aberto ao público em 1900 (cf. Wikipédia).

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Feliz Ano do Cão! E Afinidades XIX

Cães (Dinastia Qing, Período Qianlong, 1736-1795, Palácio Nacional de Queluz)
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O tema do cão na arte já andou por aqui, mas aqui ficam mais uns. Até porque é o meu signo chinês :-)
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Jacques Laurent Agasse, A pointer
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Mary Cassatt, Woman by a Window Feeding Her Dog (c. 1880)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Cão (1896, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Artur Loureiro, Nero (1929, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)
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Charley Harper, Dachshund
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Jeff Koons, Poodle (1991, Museu Colecção Berardo, Lisboa)
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Eve Arnold, USA. School bus (1958)
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Emília Matos e Silva, Gipsy (a minha cadela, pintada pela minha mãe)
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E as afinidades, que sob outro ponto de vista, já tinham vindo ao blogue:

Bartolomé Estaban Murillo, Boy with a dog (c. 1650)
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Édouard Manet, Boy with Dog (1860-1861)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Bom Carnaval!

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«O Carnaval em Lisboa» (e detalhe), in O António Maria, 10 de Fevereiro de 1883.
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Uma amiga minha diz que hoje se deve comer arroz doce, por isso, aqui fica a dica.
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Arroz Doce de A Vida no Paraíso

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Termos de Arte e Arquitectura - Acanto

Kenpei (fotografia), Acanthus mollis
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Giovanni Dall'Orto (fotografia), Livraria de Adriano (132 d.C., Atenas)
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«Elemento decorativo, inspirado nas folhas da planta homónima, típico dos capitéis coríntios (...), e dos capitéis compósitos (variação romana do capitel coríntio). Pode ornamentar pilares, pilastras, frisos e esculturas. Na época românica, o acanto assume uma forma muito estilizada, enquanto que no Renascimento e no Barroco volta a ter uma forma rica em detalhes.» - in Dicionário de Termos Artísticos e Arquitectónicos, Público, 2006, p. 12.
«Planta brava cuja folha espinhosa ou mole foi empregada pela primeira vez como motivo decorativo pelos Gregos. Específica dos capitéis coríntios, foi utilizada (...) até aos nossos dias, na arquitectura, no mobiliário, na ourivesaria e, de um modo geral, em todas as artes decorativas.» - in Tesouros Artísticos de Portugal, p. 645.
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Painel de azulejos padrão (1640-1660, Museu Nacional do Azulejo)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Éolo (Mísula) (1897, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)