Rembrandt van Rijn, The girl in the picture frame ou The Jewish bride (1641, via Plum Leaves on Flickriver).
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Robert Ezra Park (1950):
«Não é provavelmente por um simples acaso histórico que a palavra “pessoa”, na sua acepção de origem, designa uma máscara. Trata-se antes do reconhecimento do facto de toda a gente estar sempre e em toda a parte, com maior ou menor consciência, a representar um papel... É nestes papéis que nos conhecemos uns aos outros; é nestes papéis que nos conhecemos a nós próprios.
Em certo sentido, e na medida em que a máscara representa a concepção que formámos de nós próprios – o papel que nos esforçamos por viver -, ela é o nosso eu mais verdadeiro, o eu com que gostaríamos de nos parecer. No termo do processo, a nossa concepção do nosso papel torna-se uma segunda natureza e uma parte integrante da nossa personalidade. Chegamos ao mundo como indivíduos, adquirimos um carácter e transformamos-nos em pessoas».
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Erving Goffman, A apresentação do eu na vida de todos os dias, Lisboa, Relógio d’Água, 1993 (Edição original datada de 1959), pp. 31-32.

