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domingo, 24 de junho de 2018

Feliz Dia de São João!

Estremoz, São João (Séc. XIX, Colecção Júlio Maria dos Reis Pereira)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

(Re)descobertas V

É uma das pinturas que mais me intriga na história da arte, a Madonna col Bambino, santi, angeli e il duca Federico da Montefeltro (pala di Breara) de Piero della Francesca (1475, Pinacoteca di Brera, Milão):


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«L'uovo è una forma ricca di significati simbolici; ma qui sta a indicare che nulla è tanto piccolo da non rientrare in una proporzione universale (...)».
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Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 220.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

(Re)descobertas IV

Piero della Francesca, Battesimo di Cristo (c. 1450, National Gallery, Londres)
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«(...) È evidente l'analogia tra il tronco dell'albero e i corpi nudi: tendono ugualmente alla forma ideale del cilindro, della colonna. (...) Nessuna "gerarchia" tra figure umane, alberi, paesaggio, fino ai minimi particolari: tutto ciò che si vede è, non vi sono gradi o diversi modi de essere. Poiché tutto è rivelato e certo (...): la rivelazione della verità è conoscenza per l'intelletto, norma per l'agire morale.(...) l'intelletto non possiede nulla che gli occhi non possano vedere, gli occhi non vedono nulla che l'intelletto non possa capire. (...) Per Piero, tra idea e fenomeno l'identià è assoluta.
«(...) Non vale, dunque, postulare uno spazio assoluto, geometrico, universale, in cui si inquadrano le cose particolari: lo spazio si dà interamente nelle cose, ogni cosa è forma dello spazio. Piero scriverà un trattato di prospettiva e lo intitolerà De prospectiva pingendi per dimostrare (...) che la prospettiva non è una promessa dell'operazione pittorica, ma la pittura stessa; (...) ormai la prospettiva non è la legge o il principio della visione, ma la visione nella sua totalità.»

Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 207.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Para o meu tio e padrinho que faz anos hoje

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Significado do Nome João

João: Significa “Deus é cheio de graça”, “agraciado por Deus” ou “a graça e misericórdia de Deus” e “Deus perdoa”.
O nome João tem origem no hebraicoYehokhanan, Iohanan, composto pela união dos elementos Yah que significa “Javé, Jeová, Deus” e hannah que quer dizer “graça” e significa “Deus é gracioso, agraciado por Deus, a graça e misericórdia de Deus, Deus perdoa”.
É até hoje um dos nomes judeus mais populares em todo mundo desde a Antiguidade, que com o tempo passou a ser comumente adotado também pelos cristãos. É um nome que possui pelo menos uma versão em diversas línguas ao redor do mundo.
Sua popularidade certamente foi influenciada por dois personagens bíblicos mencionados no Novo Testamento. Um deles é João Batista, o profeta filho de Zacarias, que batizou Jesus. São João Batista é considerado pelos cristãos ortodoxos como o precursor de Jesus Cristo.
O outro personagem bíblico com este nome é o apóstolo João, também conhecido como são João Evangelista, um dos doze apóstolos de Jesus que mais viveu, muitas vezes caracterizado como o preferido do Messias. É autor do livro de Apocalipse e não foi martirizado como a maioria dos outros apóstolos.
O nome foi encontrado em Portugal pela primeira vez em documentos datados do século IX, na forma Ioannes. Na Inglaterra foi bastante popular durante a Idade Média, e no final deste período denominava quase um quinto dos pequenos ingleses.
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Josefa de Óbidos, São João Baptista (c. 1670-1675)
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E um bolo (link)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Para o Dia de São João

Leonardo da Vinci, La Vierge aux rochers (detalhe) (1483-1486, Museu do Louvre)
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Rafael, Madonna in the Meadow (1505, Kunsthistorisches Museum, Vienna)
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Bernardino Luini, Virgen con el Niño y san Juanito (1523-1525, Museo Thyssen-Bornemisza)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sobre a Melancolia

Albrecht Dürer, Melancholia (1514 - Link)
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Associada ao génio, aos santos e aos artistas, ao conhecimento, à velhice, ao tempo e a Saturno, a melancolia é um tema recorrente na arte, de que a representação mais conhecida é a famosa gravura de Dürer. Este artista, representou-a como uma figura alada, rodeada por elementos ligados ao tempo e à sabedoria, que apoia a cabeça na mão esquerda, enquanto pensativamente segura um instrumento de escrita na mão direita. A pose foi depois reutilizada pelo mesmo artista, em 1521, quando pintou o São Jerónimo, que se encontra hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.

(Link)


Pouco tempo antes, a mesma pose fora usada por Hieronymus Bosch no quadro St. John the Baptist in the Wilderness (Museo Lázaro Galdiano, Madrid - Link):


Mais de trezentos anos depois, Columbano Bordalo Pinheiro, em 1885, empregou-a para retratar o pintor Girão, em O Grupo do Leão (Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa - Link). Deste modo, mantinha-se a iconografia da Melancolia, espelhada no retrato do artista mais velho do Grupo.



Para Baudelaire, um grande artista é um artista melancólico. No texto Fusées (1897 - Link) ele dizia: 

«J'ai trouvé la définition du Beau, de mon Beau.
C'est quelque chose d'ardent et de triste, quelque chose d'un peu vague, laissant carrière à la conjecture. (...) Le mystère, le regret sont aussi des caractères du Beau (...)».

Outros artistas tiveram um entendimento ligeiramente diferente da Melancolia, que não passava pela alegoria ou pelo retrato, mas sim pela representação da solidão e da sensação de vazio.

Giorgio de Chirico, Mystery and Melancholy of a Street (1914 - Link)

Edward Hopper, Automat (1927, Des Moines Art Center, Des Moines - Link)
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Julgo que os portugueses têm alguma tendência para a melancolia. Não sou certamente a primeira pessoa a fazer tal afirmação. José de Figueiredo, em 1901, escreveu: «(…) Pois embora isto pareça um paradoxo, a verdade é que, com esta nossa paisagem luxuriante e este nosso sol claro, nós somos entretanto, como os russos, um povo de bruma. Sómente, emquanto a do paiz moscovita é real (…) a nossa é mais symbolica que natural. – (…) bruma mais feita de distancia d’um sonho longínquo do que dos próprios effeitos climatéricos».
Para além dos nossos excelentes poetas cujos poemas são muitas vezes tristes, uma das obras de arte portuguesas que mais admiro, O Desterrado, é claramente melancólica.




Soares dos Reis, O Desterrado (1872, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto - Link)

Por fim, também  temos o Fado:

José Malhoa, O Fado (1911 - Link)


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Bibl.:
José de Figueiredo, Portugal na Exposição de Paris, Lisboa, Sociedade Editora, Empresa da História de Portugal, 1901.
Jean Clair (Dir.), Mélancolie: génie et folie en Occident, Paris, Réunion des Musées Nationaux, 2005.

domingo, 24 de junho de 2012

Nascimento de São João Baptista




Rogier Van der Weyden, The Birth of Saint John the Baptist (1455, Staatliche Mussen, Berlim).

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Nesta pintura, de Van der Weyden (ca. 1400-1464), há várias planos de interpretação, que se lêem em profundidade. Numa porta ao fundo, à esquerda, vemos uma fila de mulheres que vem do exterior e se dirige para o quarto. Nesse quarto, plano intermédio, vemos Santa Isabel numa cama, depois de ter dado à luz, a ser auxiliada por uma outra mulher. Em frente, em primeiro plano, junto de um arco gótico, está a Virgem Maria, já grávida de Jesus, que tem São João, recém-nascido, ao seu colo. Do lado direito, sentado, está São Zacarias, pai de São João.

O relato bíblico sobre o nascimento do Profeta pode ler-se no Evangelho de São Lucas. Os pais de São João, eram São Zacarias - um sacerdote judeu - e Santa Isabel. Não tinham filhos e já haviam passado da idade de tê-los. Durante uma jornada de trabalho servindo no Templo de Jerusalém, ele foi escolhido por sorteio para oferecer incenso no Altar Dourado no Santo dos Santos. OArcanjo Gabriel apareceu-lhe e anunciou que ele e sua esposa iriam dar à luz uma criança e que deveriam chamá-lo de João. Porém, por não ter acreditado na mensagem de Gabriel, São Zacarias ficou mudo até o nascimento de seu filho. Os seus parentes quiseram então dar-lhe o nome do pai, mas este, sem poder falar, escreveu: «Seu nome é João» e sua voz voltou.

O nascimento de São João Batista, festejado no dia de 24 de junho, ocorre três meses depois da celebração da Anunciação, em 25 de março, e seis meses antes do Natal, que celebra o nascimento de Jesus. A explicação mais provável do motivo pelo qual a festa se realiza em 24 de junho (e não a 25) está no modo de contagem romano, que procedia de trás para frente, a partir das "calendas" (primeiro dia) do mês seguinte. O Natal era "o oitavo dia das calendas de janeiro" (Octavo Kalendas Januarii). Consequentemente, o nascimento de São João foi colocado no "oitavo dia antes das calendas de Julho". Porém, como junho tinha apenas 30 dias, a festa ficou no dia 24 de junho.

O Dia de São João é um dos mais antigos festivais do cristianismo, já aparecendo no concílio de Agde, em 506 d.C.. O significado da festa caindo por volta do solstício de Verão é considerado como significativo, relembrando as palavras do próprio João Batista sobre Jesus: «É necessário que ele cresça, e que eu diminua».

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In Wikipedia e ver também o Google Art Project.

sábado, 25 de junho de 2011

Porque hoje é noite de São João

Aqui fica uma pintura de Caravaggio (c. 1571-1610), intitulada Saint John the Baptist in the Wilderness (1604), que encontrei no blogue Old Paint. E como hoje está muito calor, o que deve ser bom para quem anda nas festas, deixo também um provérbio alusivo à ocasião:

«Ande por onde andar o Verão, há-de vir no S. João». 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

São João Baptista

Pintura de Artemisia Gentileschi, Nacimiento de San Juan Bautista (c. 1634, Museu do Prado, Madrid).
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São João Baptista era filho de São Zacarias e de Santa Isabel, par idoso e considerado estéril. O seu nascimento, a 24 de Junho, foi anunciado pelo anjo Gabriel, precedendo o de Jesus.
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Bibliografia: Dicionário da Bíblia e do Cristianismo (2004).

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ermida de São João Baptista






Fotografia de Margarida Elias, Ermida de São João Baptista (Serra de Montejunto, 2009).
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«A Serra de Montejunto, também localmente conhecida como Serra da Neve, desperta desde há muito um fascínio especial nas populações desta região. Outrora chamada de Monte Sacro, encerra em si mesmo, lendas, histórias e tradições, perpetuadas ao longo de sucessivas gerações, e que os mais velhos ainda contam, com um olhar de mistério e fantasia». 
A Ermida de S. João Baptista data «do séc. XIII. No seu interior podem-se observar painéis de azulejos alusivos à vida daquele santo.
 Após 500 anos de afastamento da serra de Montejunto, a Ordem dos Dominicanos volta para construir um novo convento, podemos encontrar as suas ruínas junto à Ermida de S. João. Tratava-se do Convento da Reforma de Montejunto e data de 1760. Este não foi concluído devido à reforma Dominicana não ter ido avante. A decisão da volta desta ordem religiosa àquele local coincide com um período tumultuoso da História de Portugal. Estávamos em guerra com os franceses e após a tentativa de assassinato de D. José, na qual o Marquês de Pombal desconfiava terem estado Jesuítas envolvidos, havia uma grande perseguição a todas as ordens religiosas. Poderiam ter sido estas as razões que levaram os Dominicanos a refugiarem-se novamente neste ermo local.»
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Presépio

Pintura de Murillo, Sagrada Família com São João Baptista.
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O objecto do culto, da admiração, do entusiasmo, do enlêvo dos pequenos do meu tempo era o velho presépio, tão ingénuo, tão profundamente infantil, tão cheio de coisas risonhas, pitorescas, festivas, inesperadas.
Era uma grande montanha de musgo, salpicada de fontes, de cascatas, de pequenos lagos, serpenteada de estradas em ziguezague e de ribeiros atravessados de pontes rústicas.
Em baixo, num pequeno tabernáculo, cercado de luzes, estava o divino bambino, louro, papudinho, rosado como um morango, sorrindo nas palhas do seu rústico berço, ao bafo quente da benigna natureza representada pela vaca trabalhadora e pacífica e pela mulinha de olhar suave e terno. A Santa Família contemplava em êxtase de amor o delicioso recém-nascido, enquanto os pastores, de joelhos, lhe ofereciam os seus presentes, (...).
A grande estrela de papel dourado, suspensa do teto (...), guiava os três magos, que vinham a cavalo (...). Melchior trazia o ouro, Baltasar a mirra, e Gaspar vinha muito bom com o seu incenso (...).
Atrás dêles seguia a cristandade em pêso que se figurava descendo do mais alto monte em direcção ao tabernáculo. Nessa imensa romagem do mais encantador anacronismo, que variedade de efeitos e de contrastes! que contentamento! que alegria! que paz de alma! que inocência! que bondade!
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Ramalho Ortigão.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Los Niños de la Concha

Pintura de Murillo, Los Niños de la Concha (c. 1670, Museu do Prado, Madrid).
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El Niño Jesús da de beber con una concha a su primo Juan, identificado por la Cruz y el Cordero. En el cielo, en un rompimiento de Gloria, unos ángeles niños presencian la escena, sacralizando el hecho. En la filacteria la frase “Ecce Agnus Dei”, palabras de San Juan Bautista que aluden a la condición de Cristo como Cordero de Dios.Murillo juega con el encanto de los temas infantiles tan habituales en él, pero al tiempo, introduce una prefiguración del Bautismo de Cristo por parte de Juan a orillas del río Jordán.La composición procede de una estampa del pintor boloñés Guido Reni, a su vez inspirada en Annibale Carracci. Ingresó en las Colecciones Reales a través de la reina Isabel Farnesio, gran coleccionista de la obra de Murillo.
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Museo Nacional del Prado: Galería On-Line