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E, depois de um mini-diálogo com a Ana, do blogue (In)Cultura, acerca do gosto, descobri esta pintura de Dali, de que gosto bastante, e se adequa ao título deste post.
Devo dizer que gosto do Surrealismo do ponto de vista intelectual - admiro Breton -, é a sua tradução visual que nem sempre me agrada. Talvez um dia mude de ideias...
Fica igualmente uma pintura de Max Ernst com um tema que também se adequa ao da marcha - e uma marcha para Oeste, o que me faz sempre lembrar o final de O Senhor dos Anéis:
Fica ainda uma marcha de Chagall, que não foi do grupo surrealista (se bem me recordo), mas cuja obra tem aproximações ao Surrealismo, particularmente por via do onírico. Julgo que é um pintor de que tanto eu como a Ana gostamos:
Por fim, fica outra marcha, esta para o lugar onde as luzes do céu tocam a terra (aurora boreal) - que é de um dos meus filmes preferidos da Disney - Brother Bear (2003). Esperando que a Primavera esteja em marcha para o nosso Hemisfério.
O "trompe l'oeil" é considerado um importante princípio criativo na história da natureza morta, pois a sua prática requeria um estudo intensivo das leis da óptica. Os "trompe l'oeil" são populares desde a Antiguidade e foram produzidos na Idade Média, existindo exemplos na pintura de Giotto.
O interesse pelo "trompe l'oeil" também surgiu na Itália de Quatrocentos, através dos embutidos em madeira, que reproduziam verdadeiros quadros de natureza morta. Estes embutidos exibem um elevado grau de abstracção, pelo monocromatismo e estilização formal.
Posteriormente, a natureza morta em "trompe l'oeil" continuou a estar em voga, nomeadamente na arte barroca, pelo seu carácter sedutor de surpresa e encenação. No entanto, podem-se encontrar obras em "trompe l'óeil" aplicadas a outros temas e até aos dias de hoje.