Estremoz, Imagem de Santo António
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quarta-feira, 13 de junho de 2018
terça-feira, 13 de junho de 2017
Em Dia de Santo António
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Taddeo Crivelli, Saint Anthony of Padua (c. 1469, Getty Center)
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Ticiano, A Virgem e o Menino entre Santo António e São Roque (c. 1508, Museu do Prado)
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Santo António (Séc. XVI-XVII, Museu da Guarda)
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Visão de Santo António (Séc. XVII, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Jan Philips Van Thielen, St. Anthony with the Christ Child in a flower garland (1657)
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El Greco, Santo António de Pádua (c. 1580, Museu do Prado)
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Marco Antonio Bassetti, Santo António a Ler (séc. XVII, Museu de Castelvecchio)
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Murillo, Santo António de Pádua com o Menino (1668-1669, Museu de Belas-Artes de Sevilha)
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Vieira Lusitano, Santo António e o Menino Jesus (Séc. XVIII, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Arnold Böcklin, Saint Anthony (1892)
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José Benlliure y Gil, San Antonio de Padua predicando a los peces
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Jorge Vieira, Santo António (c. 1950, Museu Nacional do Traje)
sábado, 11 de junho de 2016
Para o Dia de Santo António (13 de Junho)
Reino do Congo, Santo António de Pádua (sécs. XVI-XIX, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque)
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Uma das questões que mais me intriga, e para a qual ainda não encontrei resposta, é a da história do culto dos Santos Populares, dos Feriados e outras datas festivas tradicionais, que hoje em dia são tão comuns que nos parecem ser antigas como a história. Muitas destas tradições poderão ser enquadráveis no tema da invenção da tradição já referida por Hobsbawm. Suponho que muitas respostas às minhas perguntas se encontrem no livro Feriados de Portugal de Luís Oliveira Andrade (2012) que ainda não tive oportunidade de ler.
Sei que em 1895 se realizaram grandes festas na capital por ocasião do Sétimo Centenário do nascimento de Santo António. Em 1909, ainda não existia feriado municipal e o santo não era o único venerado, como se comprova pelo artigo «Os três Santos Populares de Lisboa», publicado na Ilustração Portuguesa, em 28 de Junho desse ano, que começa dizendo: «Lisboa tem os seus tres santos populares que festeja, mas aos quaes não faz promessas.» - sendo eles Santo António, São João e São Pedro. A comemoração dos feriados municipais só iniciou com a publicação do Decreto com força de Lei de 12 de Outubro de 1910 (cf. Câmara Municipal de Montemor-o-Velho).
Tronos de Santo António, 1º prémio, 1952. Calçada do Jogo da Péla, freg. Santa Justa - Arquivo Municipal de Lisboa (foto de António Castelo Branco)
No artigo da Ilustração Portuguesa fala-se nos tronos de Santo António:
«Não ha imagem com mais altares na cidade do que Santo António (...). Em cada vão de portal lá está o seu throno com o docel de papel de côres. as escadinhas onde se mostram os objectos do ritual, os tocheiros, as palmas, as custodias, os relicarios, os castiçaes com as suas velinhas finas (...) dizendo bem com a figura do santo cujos olhos fixos (...) nos parecem seguir e condenar-nos quando recusamos os obulos pedidos pelos pequeninos em sua intenção.»
Eu, de facto, lembro-me de pedir «um tostãozinho para o Santo António», mas não me lembro de me terem dado. A avaliar pelo artigo de 1909, era costume dar dinheiro às crianças, supostamente para comprar «bichinhas de rabiar» e «valverdes que deviam ser queimados por sua fé», mas que eram convertidos em guloseimas. Supostamente, o Santo perdoou as crianças pela compra das gulodices, assim como perdoou ao povo o facto de o ter feito «patrocinar o amôr dos outros» - nomeadamente com a tradição dos casamentos de Santo António, desde 1958 (cf. Câmara Municipal de Lisboa).
De acordo com outro texto - «Santo António de Lisboa e de Pádua (Antonius Lusitanus), 13 de Junho» -, o culto popular ao santo começou ainda em vida: «O culto oficial da Igreja, em menos de um ano, depois de morte, por decreto do Papa Gregório IX, com festa, no dia do seu nascimento para a vida eterna, 13 de Junho. Até meados do séc. XV o culto manteve‐se circunscrito a Pádua que em sua honra edificou uma preciosa basílica. A partir do séc. XVI, o culto antoniano estendeu‐se a Portugal que o difundiu pelo mundo.» No ano de 1934, Santo António foi declarado padroeiro de Portugal.
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sábado, 13 de junho de 2015
Para o Dia de Santo António
Goswijn van der Weyden, Apresentação do Menino no Templo, Santo António e São Francisco (1501-1525, Museu Nacional de Arte Antiga)
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Santo António
António de Holanda (atribuído), Livro de Horas, Santo António (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Santo António (1500-1550, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)
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Garcia Fernandes, Santo António Pregando aos peixes (1525-1550, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Santo António de Lisboa (1550-1575, Museu da Guarda)
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Santo António com o Menino Jesus (séc. XVII, Museu dos Biscainhos)
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Santo António
Santo António (séc. XVII-XVIII, Museu Nacional de Arte Antiga)
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«Nasceu em Lisboa, no primeiro século da nossa nacionalidade, tendo falecido em Pádua em 1231. Foi certamente o primeiro e mais importante autor da pré-escolástica franciscana no espaço europeu, tendo recebido a sua formação cultural nas escolas e mosteiros portugueses, nomeadamente em Santa Cruz de Coimbra, num quadro muito marcado pelo pensamento de Santo Agostinho.
(...)
Uma das marcas relevantes da espiritualidade franciscana, que de algum modo se pressente no Santo português, é o entendimento do mundo do homem no quadro de uma interioridade que não o fecha sobre si próprio, estimulando um movimento de abertura e de relação solidária a tudo o que o cerca, no âmbito de um já muito vincado optimismo na valorização da criação como obra de Deus. (...)
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Excerto do texto de Pedro Calafate sobre «Sto. António de Lisboa».
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Porque ainda é dia de Santo António...
Aqui fica o altar de Santo António na Igreja de Santa Maria do Castelo, de Torres Vedras. É uma igreja de fundação românica (séc. XII), situada dentro das muralhas do castelo, mas cuja arquitectura original foi muito alterada. Só o portal principal e o lateral direito ainda mantêm a traça românica. O altar de Santo António deve ser do séc. XVIII.
Por curiosidade, em princípios do séc. XIX ainda era costume «festejar-se Nossa Senhora da Assunção (Santa do Orago), havendo na véspera, a 14 Agosto, fogueira no adro da igreja e nas ameias do castelo, em comemoração daquela data que, segundo a tradição, marca o dia em que D. Afonso Henriques tomou o castelo» (Paula Noé e Júlio Grilo).
A informação retirei do site SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitectónico), o qual tem muita documentação acessível sobre os monumentos portugueses.
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domingo, 12 de junho de 2011
Para o Dia de Santo António (13 de Junho)
Vieira Lusitano, Santo António com o Menino Jesus (MNAA)
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Responsinho
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Antoninho pequenino
Se vestiu e se calçou
O Senhor o encontrou
Antoninho, aonde vais?
Senhor, eu conVosco vou.
Tu comigo não irás
Nesta terra ficarás
E todas as coisas perdidas
As encontrarás.
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sábado, 12 de junho de 2010
Dia de Santo António
Pintura de El Greco, Santo António (c. 1580, Museu do Prado, Madrid).
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Santo António nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195, tendo como nome de baptismo Fernando de Bulhões. Foi na Sé de Lisboa que foi baptizado, sendo também aí que aprendeu as primeiras letras e rudimentos de humanidades. Entrou com 15 anos para a comunidade dos cónegos regrantes de Santo Agostinho, seguindo de São Vicente de Fora para Santa Cruz de Coimbra, onde completou os seus estudos. Nessa cidade aderiu à ordem franciscana, entrando para o convento dos Olivais e adoptando o nome de António. Depois partiu para a África com intenção de evangelizar, mas ficou doente. No regresso, o navio levou-o para a costa da Sicília, onde se encontrava São Francisco de Assis (1221). Os dois encontram-se em Bolonha, sendo Santo António provido titular da cadeira de Teologia da ordem franciscana. O Santo faleceu em Pádua, com trinta e seis anos de idade, a 13 de Junho de 1231, sendo canonizado uma ano depois.
Muitas lendas se formaram sobre Santo António, tendo-lhe sido atribuídos vários milagres.
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Cantigas Soltas (Évora)
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Ó meu Padre Santo António,
A vossa capela cheira,
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor de laranjeira.
No altar de Santo António
Há um vaso de açucenas,
Onde vão os namorados
Dar alívio a suas penas.
Ó meu Padre Santo António,
Casei-mr, que bem podeis,
Com um velho de quinze anos
Que vá para os dezasseis.
Na noite de Santo António
É que se tomam amores.
Que está o trigo granando
E o campo cheio de flores.
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Bibliografia: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Santo António e Santa Teresa na Capela da Santíssima Trindade
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«(...) um templo edificado com base no revivalismo gótico e manuelino cuja profusão de elementos remete para uma concepção religiosa que assenta num cristianismo escatológico e gnóstico, imbuído pelos ideais templários associados ao culto do Espírito Santo».
---Ana Sofia Fernandes Veigas (2007).
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Apesar das minhas pesquisas, continua para mim a ser um mistério, porque é que estão as figuras dos dois Santos Doutores da Igreja na entrada da Capela...
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sábado, 22 de agosto de 2009
André Reinoso: Convento dos Capuchos
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Na entrada da Ermida do Senhor no Horto estão, de cada lado da entrada, dois frescos: um figurando São Francisco de Assis e o outro Santo António de Lisboa. As pinturas são atribuídas a André Reinoso, pintor do século XVII que foi considerado «hum dos mais avantajados e milhores pintores da sua profição de oleo e immaginaria que avia em todo este Regno». Terá sido discípulo de Simão Rodrigues e autor de pinturas da Igreja de São Roque (na capela do Menino Perdido), bem como de uma Adoração dos Magos do Museu Nacional de Arte Antiga.
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Biografia baseada em Fernando de Pamplona (2000).
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Responso de Santo António
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Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Pela sua intercessão,
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte,
E torna-se o enfermo são.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os portugueses.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
O Santo António de Columbano
Pintura de Columbano Bordalo Pinheiro, Santo António (1898, Museu do Chiado, Lisboa).
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Em 1895, em Lisboa, festejou-se o Centenário de Santo António, sendo Columbano convidado por João Vaz a colaborar nessa celebração. João Vaz fazia parte da organização das comemorações e pediu a Columbano uma pintura com um dos milagres para o pendão que iria figurar na procissão. O artista não chegou a fazer essa obra, talvez por se sentir sem possibilidade de a conceber num espaço de tempo tão reduzido. No entanto, o convite tê-lo-á inspirado, pois três anos mais tarde pintou o mesmo tema numa tela que está hoje no Museu do Chiado.
O quadro de Murillo representando Santo António que se encontra no Museu de Sevilha foi reproduzido n' O Occidente, a 25 de Junho de 1895. Nesse número da revista, Caetano Alberto lamentava: «É para notar a quantidade de télas que os pintores hespanhoes dedicaram ao nosso santo portuguez (...): enquanto que de pintores portuguezes não se conhece obra de mais vulto em que figure o Thaumaturgo». Esta afirmação não é verdadeira, mas não deixa de sucitar um estado de espírito que possivelmente influenciou Columbano, ao experientar dedicar-se a este assunto. Na Histoire de l’Art dirigida por André Michel, em 1926, notava-se que Columbano lutara com armas semelhantes às de Murillo, esforçando-se por «banhar numa luz divina, emanada do menino Jesus, o encantamento místico de um pobre monge vulgar, Santo António de Lisboa».
O quadro de Murillo representando Santo António que se encontra no Museu de Sevilha foi reproduzido n' O Occidente, a 25 de Junho de 1895. Nesse número da revista, Caetano Alberto lamentava: «É para notar a quantidade de télas que os pintores hespanhoes dedicaram ao nosso santo portuguez (...): enquanto que de pintores portuguezes não se conhece obra de mais vulto em que figure o Thaumaturgo». Esta afirmação não é verdadeira, mas não deixa de sucitar um estado de espírito que possivelmente influenciou Columbano, ao experientar dedicar-se a este assunto. Na Histoire de l’Art dirigida por André Michel, em 1926, notava-se que Columbano lutara com armas semelhantes às de Murillo, esforçando-se por «banhar numa luz divina, emanada do menino Jesus, o encantamento místico de um pobre monge vulgar, Santo António de Lisboa».
Em 1898, o artista já trabalhava no quadro e fez um estudo para o Menino Jesus, um desenho a lápis que hoje faz parte da colecção do Museu do Chiado. Não encontrámos um estudo completo da obra, mas é de notar que, talvez por não se conhecer qualquer retrato autêntico de Santo António, Columbano se tenha sentido na liberdade de tomar como referência o rosto de sua mulher, masculinizando-o numa atitude não tendente a escandalizar e que dá ao santo um aspecto mais idealizado. O quadro traz à memória os de Murillo, mas simplificando-os, ao reduzir o número de intervenientes às figura do Santo e do Menino. Parecendo surpreendido, ao deixar cair no chão o livro sobre o qual meditava, o Santo é iluminado pelo Menino, que surge envolto numa nuvem, deixando o restante quadro numa indefinição obscurecida e transpondo o acontecimento para um espaço místico não definido.
A tela foi apresentada na Exposição Universal de Paris de 1900, tendo sido uma das poucas que sobreviveu à viagem de retorno para Lisboa. Muitos quadros seriam perdidos, por terem sido transportadas no navio Santo André, o qual naufragou no caminho. Como o pintor escreveu mais tarde, «Escapou por milagre o Sto. António que não veio num navio».
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Texto de Margarida Elias.
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