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terça-feira, 3 de maio de 2016

De Santa Eufémia a Sintra

No dia da mãe, fui a Santa Eufémia - com a minha mãe, o meu marido e os meus filhos.
«A Igreja de Santa Eufémia está situada em Santa Eufémia da Serra. Local de peregrinação de devotos, é tida como o local da serra de Sintra mais remotamente habitado, provavelmente desde cerca 4000 a.C. No Século XVII um cavaleiro francês mandou construir a capela de Santa Eufémia no local onde terá existido o templo dedicado à Lua. A Igreja de Santa Eufémia eleva-se a 463 metros, e em dias limpos é privilegiada com uma vista deslumbrante.» (Guia da Cidade)
 


Diz aqui mais ou menos isto (do que consegui ler):
«Este he o logar onde apareceo a milagroza Santa Eufemia da Cerra de Cintra filha de hu Rei Barbaro e gentio filho da cidade de Braga (?) chamado Cathelio (...) Sua Mai tambem gentia chamada Calcia (?) q a teve e a oito Irmans (...) e todas forão martires por mandado de Seu Pai no Segundo Seculo (?) (...) de Jezus Cristo em 123 a qual Santa he advogada de todas a enfermidades do corpo e principalmente da Sarna e do figado e corpos chagados que tudo Cura com agoa da Sua fonte que aSim o dizemos que tomão os banhos no seu tanque E esta pegada que se vê nesta pedra dizem q (...) onde a milagora Santa puzera os pés quando apareseu. Anno de 1787»




(Vista da Cruz Alta)



(As antigas termas, provavelmente para as doenças de pele)




 








A fotografia seguinte é do site Serra de Sintra, de um post sobre a fonte da Sabuga. Passei por lá de carro e não pude fotografar - mas gostei do detalhe do sol, que trago aqui hoje, porque diz que é dia do sol.

sábado, 6 de junho de 2015

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Com saudades de Sintra

D. Carlos de Bragança, Castelo dos Mouros e Penha Verde vistos da Piedade (1885, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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«À esquerda continua a ver-se a mata da Pena e lá no alto, entre as nuvens, o castelo edificado pelos mouros com a sua grande torre quadrada e outras mais pequenas. Tudo aqui é de uma beleza endémica. Veio-me ao pensamento a gramática latina de Baden por onde aprendi nos meus tempos de rapaz e onde se lia: "Tempe é um belo vale na Tessália" e penso agora se Tempe poderia oferecer algo mais belo do que Sintra.»
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Hans Christian Andersen, Uma visita a Portugal, in Portugal na Pintura, Viagens na Nossa Terra, p. 77.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Dia VII: «Seven Swans a Swimming» ...e Feliz Ano Novo!

(link)
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On the seventh day of Christmas
my true love sent to me:
Seven Swans a Swimming
Six Geese a Laying
Five Golden Rings
Four Calling Birds
Three French Hens
Two Turtle Doves
and a Partridge in a Pear Tree
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Sala dos Cisnes - tecto - pormenor de um cisne (Séc. XIII-XVIII, Palácio Nacional de Sintra)
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Azulejo (1750, Museu Nacional do Azulejo)
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Berthe Morisot, Swans (1888)
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Charles Tunnicliffe, Berwick Swans
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M.C. Escher, Swans (1956)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

As terras dos Elfos


(link)
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Ao reler O Senhor dos Anéis, de Tolkien, no volume da Irmandade do Anel, (re)descobri esta frase que muito me agradou:  «Much evil must befall a country before it wholly forgets the Elves, if once they dwelt there»:

'To the end of the journey – in the end,' said Gandalf. 'We cannot look too far ahead. Let us be glad that the first stage is safely over. I think we will rest here, not only today but tonight as well. There is a wholesome air about Hollin. Much evil must befall a country before it wholly forgets the Elves, if once they dwelt there.'
'That is true,' said Legolas. `But the Elves of this land were of a race strange to us of the silvan folk, and the trees and the grass do not now remember them: Only I hear the stones lament them: deep they delved us, fair they wrought us, high they builded us; but they are gone. They are gone. They sought the Havens long ago.'

E eu fiquei a pensar que se há terra em Portugal onde eu acreditaria que teriam existido elfos, onde as árvores e as pedras ainda cantassem a sua presença, seria na serra de Sintra. Conhecem outros?

terça-feira, 29 de julho de 2014

Vida, Sintra, Regaleira, flores e etc.

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«Life, with its rules, its obligations, and its freedoms, is like a sonnet: You’re given the form, but you have to write the sonnet yourself.»
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Madeleine L’Engle, A Wrinkle in Time (via Yay Kid Lit)
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terça-feira, 5 de março de 2013

Património


 




(Monserrate, 2012)
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«O património é um esteio das sociedades, é a sua memória colectiva, objecto de referência que confere prestígio porque preserva o passado, assegurando aos grupos sociais a sua continuidade temporal».
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Lúcia Maria Cardoso Rosas (1995), in Monumentos Pátrios, A Arquitectura Religiosa Medieval – Património e Restauro (1835-1928), Porto, p. 34.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O que eu gosto de Portugal

Devido a um post da Ana, no (In)Cultura, escrevi sobre aquilo que me faz triste em Portugal. Contudo, senti alguns remorsos, porque obviamente há coisas em Portugal de que eu gosto e que não conheço em mais lado nenhum do mundo. Entre outras coisas, deixo aqui alguns exemplos:

I - Não aprecio o fado, mas há alguns fados de que gosto bastante. Gosto do som da guitarra portuguesa - é lindíssimo - e gosto do fado de Coimbra. Dos fados de Lisboa, os meus preferidos são o do Embuçado e o Senhor Vinho.

II - Gosto das nossas pastelarias. Lá fora quase não há cafetarias e os sítios onde vendem pão não vendem bolos ou os bolos são gigantes. Em Lisboa e em algumas cidades portuguesas, há fantásticas pastelarias como a Versalhes. Em Sintra encontro o meu bolo favorito: os travesseiros da Piriquita. Adoro os nossos doces de ovos ou de amêndoa: pastéis de Lavos, queijadas de Sintra, nozes caramelizadas, ovos de Aveiro, trouxas de ovos, Dom Rodrigos, queijos de amêndoa, ... E o café!!! E para não esquecer os licores, nomeadamente a ginginha de Óbidos e sobretudo do Ibn Errik
(Link)

III - Gosto muito do nosso património, quer das nossas Igrejas, belas e silenciosas; dos nossos castelos; dos vestígios de outros tempos (Odrinhas, Milreu, Zambujal, etc...) e das casas: as casas tradicionais, os palácios, a Lisboa pombalina, os azulejos, as portas, as janelas, as ruas estreitas de Alfama, ou até as desprezadas casas eclécticas e revivalistas do século XIX e início do século XX.
(Link)

IV - Há artistas portugueses que acho muito bons e que são pouco notados no estrangeiro, com muita injustiça (creio eu): escritores como Eça de Queirós; poetas como Fernando Pessoa; pintores como Amadeu, são meros exemplos.
(Link)

V - A simplicidade dos portugueses, apesar de tudo, que faz com que, tristes ou contentes, tenham uma tendência natural para serem hospitaleiros e ajudar os outros. Andamos agora mais desconfiados, o que é pena. Mas ainda temos sentido de família, o que eu muito aprecio. Para o bem e para o mal, somos um povo pacífico e bastante unido.
(Panorama, n.º 9, Ano I, 1942)

VI - Os lugares mágicos. Sei que há outros por esse mundo fora, mas há alguns em Portugal que são especiais para mim: Sintra, Óbidos, Monsaraz e Monsanto, entre tantos outros.
(Link)

VII - O nosso artesanato e as nossas tradições: o Pão por Deus, a louça alentejana, as faianças das Caldas, as mantas alentejanas, os trajes do Minho, as filigranas do Minho, os cantares tradicionais, os lenços de namorados, as festas populares dos Santos, são apenas alguns exemplos.

(Link)

O que eu tenho mais pena é que muitas vezes este Portugal que eu gosto ande esquecido, ou quase abandonado e em risco de desaparecer.

Por fim, e acima de tudo, gosto da minha família e dos meus amigos.