Giovanni Martinelli, Natura Morta (1647, Link).
-
Adriaen Coorte, Aspargus and Red Currants on a Stone Ledge (Link).
-
Édouard Manet, Molho de Espargos (1880, Wallraf-Richartz-Museum, Link).
-
Jonelle Summerfield, What's for Dinner? (2010, Link).
---
Os espargos são um legume que me tem intrigado, porque surgem com frequência na pintura mas não sei se têm algum significado em especial, para além do estético. Sempre olhei para os espargos como um alimento que se usa sobretudo para fazer sopas, para além de ficar bem nas tartes e nas pizzas, ou ao natural.
(Link)
-
Parecendo ridículo, apesar de a minha avó paterna ser alentejana, e boa cozinheira, só recentemente descobri que os espargos, sobretudo os verdes, são muito usados na cozinha alentejana, com ovos mexidos ou com migas.
(Link)
-
Só ainda mais tarde reparei que este vegetal era um inquilino comum na pintura (outro Link). Numa pesquisa recente, na internet, apercebi-me que este legume está ligado à Primavera. Segundo a Wikipedia o espargo é uma planta perene mas a colheita faz-se na Primavera. Ainda de acordo com esta fonte, há registos na história acerca de apreciadores de iguarias com base em espargos, contando-se, entre eles, o imperador romano Octávio Augusto, o naturalista Plínio, o velho, o rei francês Luís XIV e o chanceler alemão Bismarck. Fica aqui, para finalizar, outra pintura de Adriaen Coorte, que acho lindíssima, com o mesmo tema.
Natureza Morta com Espargos (1697, Rijksmuseum Amsterdam, Link).






