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Vem este post a propósito de várias coisas:
3) O livro Rosas de Atacama de Sepúlveda, mais especificamente os contos sobre o cão Fernando e o gato Zorbas.
Sou uma pessoa estranha, talvez em muitas coisas, mas numa sou mesmo estranha. Adoro animais e, na verdade, quando vejo alguém ter medo de animais, penso que eu tenho mais medo de algumas pessoas de que de muitos animais. Nunca nenhum animal me fez mal pelas costas, nunca nenhum animal fingiu ser meu amigo, nunca nenhum animal me tratou mal por me ver triste ou mal vestida - pelo contrário. Os animais são previsíveis e instintivos. Eu sei que um animal me ataca se tiver medo ou fome, ou se eu lhe fizer mal - é perfeitamente normal. Já levei dentadas de cães e arranhadelas de gatos, mas posso garantir que foi uma dor que passou rapidamente. Claro que aprendi a lição e não voltei a meter um dedo numa gaiola de hamster; tenho muito cuidado em mexer em patas de cães; não me aproximo de um gato assanhado ou de um cão que me esteja a ladrar. Já estive a brincar com
lobos e foi um dos melhores momentos da minha vida. São animais magníficos.
Os cães e os gatos são até bastante leais e bons companheiros. Razão pela qual, talvez, sejam utilizados em terapias. Razão pela qual, talvez, eu me comova de uma maneira absurda a ler histórias de cães e de gatos. Sou uma fã de São Francisco. Já chorei a ver miúdos a apedrejarem uma osga; e, enfureci o meu instrutor de condução porque parava na estrada para deixar passar os pombos. Isto para além das saudades que tenho da minha querida cadela Gipsy, que morreu há cerca de 13 anos.
Um dos meus livros preferidos é o
Animais nossos amigos com ilustrações de Raul Lino e poemas de Afonso Lopes Vieira. Adorei o livro
Marley e eu de John Grogan
; o
Cão como nós do Manuel Alegre e o livro
História de uma gaivota e de um gato que a ensinou a voar de Sepúlveda. Choro sempre quando vejo um episódio da série
Garfield and friends, em que o pobre do Odie é levado para um canil e é quase morto, porque julgam que ele é um cão de rua. E, entre outras coisas, adorei as histórias do Sepúlveda sobre o cão Fernando e o gato Zorbas.
Que me desculpem as pessoas que não gostam de animais, mas este post vai em homenagem a todos os animais deste mundo, sobretudo aos cães e aos gatos. Quero acreditar (como disse aos meus filhos) que o Spike é hoje uma das estrelas que brilham no céu, assim como a Gipsy, a Princesa, o King, o Gorby, o Boss, a Baguera, entre tantos outros.