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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Moscatel (ou vinho branco)

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«- Olha cá, espera, homem. Então nem um cálice do meu bastardo, hem? olha que é do que tu gostas.
- Prefiro uma garrafa em minha casa.
- Lá franco no pedir és tu! Mas do que ninguém se gaba é de saber o gosto ao teus moscatel.
- Querias talvez que eu te mandasse um presente de vinho?! Era o que me faltava! presentes de vinho! – e a um frade!...»
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Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor, Lisboa, Edições Amigos do Livro, p. 102.
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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Agriões

Caillebotte, Nasturiums (1892)
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«Imagine-se uma boca de mina, aberta na base de pequeno outeiro, que, todo abandonado de pinheirais, se prolongava à distância, na direcção do norte da aldeia; uma telha, meio quebrada, servindo de bica; e, a receber o abundante e inesgotavel jorro de água límpida, a bacia natural, por ele mesmo cavada, e onde à vontade vegetavam os agriões, ávidos de humidade.
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Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor, Lisboa, Edições Amigos do Livro, pp. 196-197.
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Alfredo Roque Gameiro, As Pupilas do Senhor Reitor
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Há cerca de oito anos, a propósito da pintura Nasturiums de Caillebotte, andei à procura de uma citação decente que falasse em agriões e nada encontrei. Recentemente li As Pupilas do Senhor Reitor e lá estavam os agriões na fonte natural, que diziam ser de água milagrosa, num dos momentos cruciais da história. Devido a isso, decidi recuperar a pintura de Caillebotte, desta vez acompanhada de Júlio Dinis e de Roque Gameiro.