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segunda-feira, 22 de maio de 2017

De um passeio ao sítio da Nazaré

Em busca do lugar onde D. Fuas Roupinho foi salvo...
 
A Capela
 

 
 
 
 
 
 



Dizem que é a pegada do cavalo de D. Fuas...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Criar, recriar, interpretar, seleccionar...

Alan Lee, Fangorn (em 'The Lord of the Rings Sketchbook')
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"When we are writing, or painting, or composing, we are, during the time of creativity, freed from normal restrictions, and are opened to a wider world, where colors are brighter, sounds clearer, and people more wondrously complex than we normally realize.''
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Madeleine L'Engle
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Ao escolher esta citação ilustrada por este desenho, voltou-me à mente a questão sobre a relação entre criar e interpretar aquilo que já foi criado. Independentemente de ser possível criar a partir do "nada", julgo que quando se interpreta, faz-se uma recriação. Porque dificilmente as pessoas interpretam o que vêm, ouvem ou lêem da mesma forma. Existem as linhas principais definidas pelo artista ou escritor que criou, mas quando alguém tenta traduzir para outra língua, ou ilustrar, ou tornar em filme, ou cantar (no caso de ser uma música), ou mesmo ler e reflectir sobre o que leu ou ouviu, acaba por colocar algo de si naquilo que já foi criado. 
C.S. Lewis escreveu: “No story can be devised by the wit of man which cannot be interpreted allegorically by the wit of some other man.”.
Ralph Waldo Emerson afirmou igualmente : "É o bom leitor que faz o bom livro; em cada livro, ele encontra trechos que parecem confidências ou apartes ocultos para qualquer outro e evidentemente destinados ao seu ouvido; o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins." 
Num sentido relacionado Mark Twain advertiu na obra The Adventures of Huckleberry Finn:

“NOTICE
Persons attempting to find a motive in this narrative will be prosecuted; persons attempting to find a moral in it will be banished; persons attempting to find a plot in it will be shot.
BY ORDER OF THE AUTHOR
Per G.G.,Chief of Ordnance”

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Este tema liga-se a outros que considero relacionados. Por exemplo, a maneira como Alan Lee interpretou Perudur, Son of Efrawg - The Mabinogion. O pouco que li dessa história parece ser bem mais dramático do que a imagem sugere:

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Por fim, outro ponto de vista, para mim mais inovador, corresponde há maneira como Deleuze entende que deve ser uma aula:

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Demanda(s)

Not all those who wander are lost.
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Alan Lee, Olwen (ilustração para o Mabinogion)
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«Then said she unto him, "I declare to thee, that it is thy destiny not to be suited with a wife until thou obtain Olwen, the daughter of Yspaddaden Penkawr." And the youth blushed, and the love of the maiden diffused itself through all his frame, although he had never seen her. And his father inquired of him, "What has come over thee, my son, and what aileth thee?" "My stepmother has declared to me that I shall never have a wife until I obtain Olwen, the daughter of Yspaddaden Penkawr." "That will be easy for thee," answered his father. "Arthur is thy cousin. Go, therefore, unto Arthur, to cut thy hair, and ask this of him as a boon.»
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 Dias para o Natal - As Estrelas

Fra AngelicoMadonna della stella (c. 1424, Museo di San Marco, Florença - Link)
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A lenda de Nossa Senhora da Estrela (Marvão)

«Nos idos do século VIII, sem conseguir resistir ao avanço dos muçulmanos na região, os habitantes de Marvão abandonaram as suas terras para buscar refúgio nas montanhas das Astúrias, onde se mantinha viva a resistência cristã. Antes de partir, porém, trataram de esconder as imagens sagradas. À época da Reconquista, passados mais de quatro séculos, afirma-se que em uma noite, um pastor guiado por uma estrela, dirigiu-se a um monte onde encontrou, entre as rochas, uma imagem de Nossa Senhora. Em sinal de devoção, foi erguido nesse local um convento franciscano (Convento de Nossa Senhora da Estrela), tendo a Senhora se tornado protetora do castelo» (Link).
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Sevilha, Azulejo com estrela de 8 pontas (Séc. XVI, Museu Nacional do Azulejo - Link)
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«Todo o astro é, no antigo Oriente, sinal de um deus.

(...)
Estrela dos Magos: segundo as crenças atrológicas dos Antigos, a aparição de um cometa ou de um novo astro era interpretada como o anúncio de um acontecimento transcendente. No momento do nascimento de Jesus, alguns magos orientais viram erguer-se no céu um astro desconhecido e, guiando-se pelo seu movimento, chegaram a Belém (Mc 2) (...)»
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Danielle Fouilloux et al., Dicionário da Bíblia, Planeta DeAgostini, 2004, pp. 106-107.
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Rembrandt, The Star of the Kings: A Night Piece (1649-1653, Saint Louis Art Museum - Link)
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«On retient surtout de l'étoile sa qualité de luminaire, de source de lumière. (...) Leur caractére céleste en fait aussi des symboles de l'esprit et, en particulier, du conflit entre les forces spirituelles, ou de lumiére, et les forces materielles, ou des tenèbres. (...)
Pour l'Ancien Testament et le Judaïsme, les étoiles obéissent aux volontés de Dieu et les annoncent éventuellement (...). Elles ne sont donc pas des créatures purement inanimées: un ange veille sur chacune d'elle (...)».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, «Étoile», in Dictionnaire des Symboles, Paris, Robert Laffont / Jupiter, 1982-1991, pp. 416-421.
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Edward Burne-Jones, Title The Star of Bethlehem (1890, Birmingham Museum and Art Gallery - Link)
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«Há estrelas grávidas de luz.»
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Serna, R.(Link)
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Estrelas de Pangim, Tiswaddi (Museu Nacional de Etnologia - Link)
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«A estrela brilha atrás das nuvens.»
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Provérbio (Link)
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«Sempre quietas,
sempre agitadas,
dormindo de dia,
à noite acordadas».
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Adivinha (Link)
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IKEA (Link)
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Bolachas (Link)
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sábado, 3 de setembro de 2011

Lenda de Nossa Senhora da Nazaré

Columbano Bordalo Pinheiro e J. Pedrozo, Nossa Senhora da Nazaré (Museu Dr. Joaquim Manso).
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«Uma curiosa Lenda atribui o topónimo Nazaré a uma imagem da Virgem oriunda de Nazareth, na Palestina, que um monge grego teria trazido até ao Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, no século IV. No século VIII teria chegado ao Mosteiro o fugitivo Rei D. Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, depois da sua derrota, frente aos Mouros, em Guadalete. Aí teria encontrado Frei Romano que o acompanhou na sua fuga, trazendo com ele a imagem da Virgem e uma caixa com as relíquias de S. Brás e de S. Bartolomeu. Antes de morrer, Frei Romano teria escondido a imagem numa lapa, no Sítio, onde ficou guardada durante quatro séculos, sendo então descoberta por pastores, que a passaram a venerar.
D. Fuas Roupinho, alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, tinha por hábito caçar nesta região. Conta a lenda que também ele descobriu a imagem e a venerou. Algum tempo passado, uma manhã de nevoeiro, a 14 de Setembro de 1182, perseguia D. Fuas um belo veado quando o viu desaparecer no precipício. Alarmado pelo perigo, D. Fuas pediu auxilio à Virgem e logo o cavalo estacou salvando a vida ao cavaleiro. Em acção de graças, mandou D. Fuas Roupinho construir a Ermida da Memória.
Venerada desde então, a imagem teria dado origem ao nome do lugar – Sítio de Nossa Senhora de Nazareth».
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Santuário do Senhor Jesus da Pedra (Óbidos)

Cruz de pedra paleo-cristã.
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Segundo a lenda, esta imagem de Cristo Crucificado, que é venerada num Santuário em Óbidos (na estrada para as Caldas da Rainha), tem propriedades milagrosas.
Conta-se que a Cruz foi descoberta perto de um silvado por um lavrador que estava a rogar a Deus para a protecção das suas colheitas. Construiu-se uma ermida para proteger a imagem milagrosa, mas ela acabou por cair em esquecimento.
No século XVIII, a região de Óbidos foi assolada por uma seca e um lavrador recordou-se da antiga devoção da Cruz. Nessa altura, fez-se uma procissão, que foi seguida por uma chuva abundante. 
Em 1737, fez-se a oferta simbólica da primeira moeda de esmola para a construção de um templo, destinado a albergar a imagem do Senhor Jesus da Pedra, mas só em 1740 é que foi lançada a primeira pedra. Em 1742, D. João V iniciou os seus tratamentos no Hospital Termal das Caldas da Rainha e visitava frequentemente a imagem do Senhor Jesus da Pedra, pela qual tinha grande veneração, ofertando avultadas esmolas.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amendoeiras

Koloman Moser, Blühendes Bäumchen (c. 1910, Sterreichische Galerie Belvedere, Vienna).
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Não sei se esta pintura representa amedoeiras em flor, mas achei bonita e aqui fica com uma lenda associada a esse tema. 
Parece que é agora em Fevereiro que as amendoeiras começam a florir, mas acho que nunca assisti a este espectáculo da natureza (ou pelo menos não me lembro). Um dia gostava de poder (voltar a?) ver.
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Lenda das Amendoeiras - Algarve

«Há muito tempo, antes da independência de Portugal, quando o Algarve pertencia aos mouros, havia ali um rei mouro que desposara uma rapariga do norte da Europa, à qual davam o nome de Gilda.
Era encantadora essa criatura, a quem todos chamavam a "Bela do Norte", e por isso não admira que o rei, de tez cobreada, tão bravo e audaz na guerra, a quisesse para rainha.
Apesar das festas que houve nessa ocasião, uma tristeza se apoderou de Gilda. Nem os mais ricos presentes do esposo faziam nascer um sorriso naqueles lábios agora descorados: a "Bela do Norte" tinha saudades da sua terra.
O rei consegui, enfim, um dia, que Gilda, em pranto e soluços, lhe confessasse que toda a sua tristeza era devida a não ver os campos cobertos de neve, como na sua terra.
O grande temor de perder a esposa amada sugeriu, então, ao rei uma boa ideia. Deu ordem para que em todo o Algarve se fizessem plantações de amendoeiras, e no princípio da Primavera, já elas estavam todas cobertas de flores.
O bom rei, antevendo a alegria que Gilda havia de sentir, disse-lhe:
- Gilda, vinde comigo à varanda da torre mais alta do castelo e contemplareis um espectáculo encantador!
Logo que chegou ao alto da torre, a rainha bateu palmas e soltou gritos de alegria ao ver todas as terras cobertas por um manto branco, que julgou ser neve.
- Vede - disse-lhe o rei sorrindo - como Alá é amável convosco. Os vossos desejos estão cumpridos!
A rainha ficou tão contente que dentro em pouco estava completamente curada. A tristeza que a matava lentamente desapareceu, e Gilda sentia-se alegre e satisfeita junto do rei que a adorava. E, todos os anos, no início da Primavera, ela via do alto da torre, as amendoeiras cobertas de lindas flores brancas, que lhe lembravam os campos cobertos de neve, como na sua terra».
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