Mostrar mensagens com a etiqueta Louise Moillon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Louise Moillon. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de janeiro de 2014

As Romãs

(Link)
-
Sempre foi costume comer romãs em minha casa por altura do Dia de Reis. Num artigo de 2009 de um blogue (Link) encontrei alguma informação que vou aqui resumir:

«A romã foi sempre considerada um símbolo de fertilidade (...). É esse sentido que é atribuído à romã nos desenhos das colchas de Castelo Branco (...). São de inspiração indo-portuguesa, existem vários tipos e é no modelo popular, ou nas colchas de noivado, que se reproduz mais frequentemente a romã.
Mas o fruto ganhou outros significados relacionados com o casamento e o amor. Com o tempo passou também a atribui-se-lhe um sentido de abundância que passou a englobar a prosperidade e a riqueza. O povo, como o seu sentido prático, diz que no «Dia de Reis deitam-se três bagos de romã no lume para o ter aceso, três bagos na caixa do pão e três no bolso do dinheiro para ter dinheiro e pão (Teófilo Braga, em «O povo Português suas crenças e costumes»).
Mas o costume que eu recordo desde pequenina, na Covilhã, era o de comermos romã no dia de Reis, para termos fartura. Mas para isso era necessário guardar a coroa da romã, juntamente com uma moeda atada, numa gaveta. No ano seguinte, depois dos Reis, dava-se a moeda a um pobre e repetia-se o ciclo (...).
Em Portalegre existia também esse costume e encontrei também referência ao mesmo em Castelo de Vide, onde é tradição pelo dia de Reis comer uma romã. Aí primeiro comem-se cinco grãos dizendo: "Em louvor dos Santos Reis", e pede-se um desejo que não pode ser revelado».
-
Sandro Botticelli, Madonna della Melagrana (c. 1487, Galleria degli Uffizi, Florença - Link)
-
Louise Moillon, Still-life with pomegranate and bigarades on a basket (depois de 1641 - Link)
-
William-Adolphe Bouguereau, Title Girl with a pomegranate (1875 - Link)
-
Theodule Augustine Ribot, Still Life with a Pomegranate (Link)
-
Maluda, Romã (1984 - Link)
-
Emília Matos e Silva (1999 - Link)