As placas de xisto decoradas aparecem principalmente em escavações arqueológicas de sepulturas colectivas do Calcolítico. São em regra de forma trapezóidal e gravadas com um estilete de pedra. A superfície decorada é geralmente dividida em duas partes, separadas por linhas ou faixas. A zona superior representa a cabeça através de um triângulo com o vértice para baixo, ladeado por linhas ou faixas quadriculadas ou por um desenho com um aspecto antropomórfico. A inferior apresenta-se decorada com motivos geométricos, frequentemente triângulos, faixas quebradas ou em ziguezague, motivos axadrezados ou em espinha. No entanto, algumas placas são todas decoradas com motivos geométricos, sem haver separação, o que lhes confere um aspecto menos antropomórfico. Segundo Paulo Pereira (1995, 56) as placas de xisto eram um amuleto individual, apotropaico e protector, sintetizando a imagem da «deusa mãe», pois a decoração geometrizante com triângulos poderá estar associada a um simbolismo feminino.
---Bibliografia:
PEREIRA, Paulo, 1995, «Do Megalitismo à Idade do Ferro», in PEREIRA, Paulo, História da Arte Portuguesa, Temas & Debates, vol. I, pp. 51-70.
SANTOS, Manuel Farinha dos, 1972, Pré-História de Portugal, Lisboa.
