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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Para a minha sogra que faz anos hoje

Severin Roesen, Flower Still Life with Bird's Nest (1853, Philadelphia Museum of Art)
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«Soyons reconnaissants aux personnes qui nous donnent du bonheur ; elles sont les charmants jardiniers par qui nos âmes sont fleuries.»
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terça-feira, 9 de abril de 2013

Nós e a Natureza - A Arte e os Museus

Andrei Nikolaevich Schilder (1886, in The Glory of Russian Painting).
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Andrei Nikolaevich Schilder,  Birch Forest (1908, in The Glory of Russian Painting).
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Ontem no blogue Art History Today li a seguinte frase de Proust:

«A picture is nowadays “presented” in the midst of furniture, ornaments, hangings of the same period, a second-hand scheme of decoration…; and among these, the masterpiece at which we glance up from the table while we dine does not give us that exhilarating delight which we can expect only from it in a public gallery, which symbolizes far better by its bareness, by the absence of all irritating detail, those innermost spaces into which the artist withdrew to create it».

O pensamento de Proust intrigou-me sobretudo porque não sei até que ponto se pode afirmar que o museu simboliza melhor o espaço em que o pintor estava (física e/ou mentalmente) no momento em que criava a obra. 
Por exemplo, numa paisagem, o artista escolheu um fragmento da natureza que o impressionou, enquadrou-o e trabalhou-o. Haveria toda uma outra natureza em torno dele que foi excluída. Se estivesse a pintar no ateliê, certamente teria outros objectos em torno de si, para além do quadro em que estava a trabalhar. 

Mas não deixo de concordar que o local em que se expõe uma pintura, mesmo a moldura e a decoração (ou a ausência de decoração) que ficam próximos, alteram a nossa perspectiva, a nossa forma de fruir um quadro. Certamente olhar para uma obra de arte enquanto se janta não é o mesmo que vê-la num museu, isolada de outras distracções. A frase de Proust dá-me que pensar e gostava de saber outras opiniões sobre este tema.

Só mais um detalhe: a discussão ainda é mais curiosa se pensarmos que, hoje em dia, muitas obras de arte podem ser vistas, em casa, em livros ou na internet. A maioria dos especialistas defende que só o contacto directo com a obra permite uma fruição real da mesma. Mas conheci um especialista (que detestava viajar) e que defendia que hoje as reproduções são tão boas, que se disfruta melhor no sossego do lar ou do escritório, sem gente à frente, e com silêncio. Fica assim mais uma questão que deixo em aberto - mas acrescento, para aumentar a "entropia", que hoje, na internet, temos uma visão dos quadros de facto extraordinária - por exemplo no blogue Gandalf's Gallery, apresentam-se pinturas com tanta definição que se vêem melhor os detalhes do que num museu (onde não é permitida tanta aproximação). 
Já quanto à escultura, não conheço nada que se assemelhe à fruição directa. Quando, há uns anos, fui ao Louvre, fiquei "horas" fascinada a olhar para a pele das mãos dos Escravos de Miguel Ângelo. Não me parece que pudesse vê-las / admirá-las assim numa reprodução - nem em casa de alguém, enquanto jantava...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Castelos de Cartas

Estas três pinturas de Chardin têm o mesmo tema: Castelos de Cartas. A primeira (1735-1736) pertence à National Gallery (Londres); a segunda (1737) à National Gallery of Art (Washington) e a terceira (c. 1740), muito semelhante à segunda, é da Galleria degli Uffizi (Florença).
A primeira pintura foi exposta em 1741 com o título Le Fils de M. Le Noir s'amusant à faire un Château de Cartes
Acerca da segunda diz o site da NGA que: «this painting points to idleness and the vanity of worldly constructions. The boy's apron suggests he is a household servant called to clear up after a gaming party. Instead, he uses the cards—folded to prevent their being marked and used again—to build the most impermanent of structures. The stability of the painting's triangular composition freezes the moment, as the boy is poised, breathless, to remove his hand and test the fragile balance of his construction. In the open drawer the jack of hearts hints at rascality».
De acordo com o site dos Uffizi, onde está a terceira pintura: «The artist once said of painting, “We use colors, but we paint with our feelings,” and for him still-life subjects had a life of their own. As the 19th/20th Century French novelist, Marcel Proust (1871 – 1922) wrote, "We have learned from Chardin that a pear is as living as a woman, that an ordinary piece of pottery is as beautiful as a precious stone." Proust also wrote of the artist, “Everyday life will charm you once you have absorbed Chardin’s painting for a few days like a lesson. Then, having understood the life of his painting, you will have discovered the beauty of life."»

sábado, 24 de abril de 2010

Flores

Pintura de Charles Webster Howthorne, Wild Flowers.
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«Soyons reconnaissants  aux personnes  qui nous donnent du bonheur; elles sont les charmants  jardiniers  par qui nos âmes sont fleuries».