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terça-feira, 8 de maio de 2018

Entre flores e interiores

Há tempos (re)descobri na página Female Artists in History (do Facebbok) esta pintura que achei muito bonita, da pintora inglesa Jessica Hayllar (1858-1940) (que por aqui já esteve):

A Sunset Corner (1909):
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Fui ver outras pinturas dela e (re)encontrei mais algumas de que gostei bastante, na mesma página:
Aprofundando o tema, (re)descobri no blogue Figuration Feminine que ela tinha mais três irmãs que se dedicaram à pintura: Edith Hayllar (1860-1948), Mary Hayllar (1863-1950), Kate Hayllar (1864-1959). Eram todas filhas de um pintor, James Hayllar (1829-1920), que teve também mais quatro filhos e uma filha (desconheço se também se dedicaram à arte). Por isso, aqui ficam mais umas obras desta família, que Myrtille Henrion Picco classifica como «la famille la plus artistique de l'époque victorienne».
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James Hayllar, Hyde and Seek (1871)
- pintura que já aqui esteve em 2011.
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Mary Hayllar, A Bit of Sunlight (1885)
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- pintura que já aqui esteve em 2010.
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Só um detalhe, que acho interessante. A gravura na pintura de Kate é uma reprodução da Madonna della saggiola (1513-1514) de Rafael; e na primeira pintura de Jessica julgo que está o Laughing Cavalier (1624) de Frans Hals.

domingo, 9 de março de 2014

Os Justos

Mary Hayllar, Helping Gardener
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Os Justos

Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire. 
O que agradece que na terra haja música. 
O que descobre com prazer uma etimologia. 
Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez. 
O ceramista que premedita uma cor e uma forma. 
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade. 
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto. 
O que acarinha um animal adormecido. 
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram. 
O que agradece que na terra haja Stevenson. 
O que prefere que os outros tenham razão. 
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo. 
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