Mostrar mensagens com a etiqueta Zeca Afonso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Zeca Afonso. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de abril de 2018

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Amoras e Silvas

-
As amoras

O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
-




quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vamos cantar as janeiras...


Fotografia tirada na madrugada do dia 1 de Janeiro de 2010.
---
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
-
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
-
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
-
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
-
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
-
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura.
  ---

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Somos filhos da madrugada

Fotografia de Margarida Elias (Ameal, 2009).

---
Não sei se é sempre assim, mas o que é verdade é que já vi muitas vezes o nascer do sol desde que tenho filhos. Não me importa e até acho alegre olhar pela janela a essa hora - quando está bom tempo. Muitas vezes digo, para comigo, que a Teresa é a minha estrela da Aurora. O Tiago, mais dorminhoco, é o meu Sol das 9 da manhã.
Por vezes, faz-me lembrar a música do Zeca Afonso, que acho lindíssima e que deixo aqui registada:

Canto Moço

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de manhã clara.
-
Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Mensageira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha.
-
Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
---