sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um acontecimento


 
«Um acontecimento vivido é finito, ou pelo menos encerrado na esfera do vivido, ao passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo que veio antes e depois ».
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Uma Obra de Arte


Pintura de Renoir, Retrato de Julie Manet ou L'enfant au chat (1887, Museu d'Orsay, Paris).
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«(...) uma obra de arte, que é um complexo de muitos estádios e níveis de intenções entrecruzadas, é sempre intrinsecamente complicada, por muito simples que o seu resultado possa parecer».
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George Kubler (1990).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Coisas antigas...



«uma boa história pode começar onde o narrador muito bem entender».
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George Kubler (1990).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Artur Loureiro


Pintura de Artur Loureiro, Campina Romana (1879, Museu do Chiado, Lisboa).
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De acordo com o meu calendário, hoje, dia 26 de Janeiro, foi dia da Austrália.
Isso fez-me pensar em Artur Loureiro (1853-1932), um pintor portuense que foi em 1879 para Paris onde, após ter sido discípulo de Cabanel, expôs no Salon de 1880, 1881 e 1882. Neste último ano, expôs também em Londres, na Galeria Loupi. Casado com uma australiana, em 1883, fixou-se em Melbourne (Austrália) e viu aí largamente reconhecido o seu prestígio. Em 1889, ganhou uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Londres. No ano de 1901, voltou para Portugal, instalando-se no Porto. A sua pintura enquadra-se na estilística do Naturalismo, tendo trabalhado o tema da paisagem e do retrato. Dado o seu percurso internacional, podem encontrar-se obras suas tanto  nos museus portugueses, como na Galeria Nacional de Melbourne.

Luz e cor


Pintura de Henrique Pousão, A Casa de Persianas Azuis (1883?, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto).

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«Colour helps to express light, not the physical phenomenon, but the only light that really exists, that in the artist's brain.»
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Henri Matisse (1945).

domingo, 24 de janeiro de 2010

Rua de São Bento


A Rua de São Bento é uma conhecida rua de Lisboa, situada no limite das freguesias de Santa Isabel e Lapa (a ocidente) e São Mamede, Mercês e Santa Catarina (a oriente).
O topónimo «São Bento» data do século XVI, quando foi construído o convento beneditino onde funciona actualmente a Assembleia da República.
Na rua de São Bento nasceram Alexandre Herculano e Laura Alves e viveram Amália Rodrigues e Hintze Ribeiro.
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Pintura moderna


Pintura de Pissarro, Still Life with Aplles and Pitcher (1872).
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«(...) os pintores com um determinado temperamento sentir-se-ão compelidos a aceitarem os desafios de outros tempos, respondendo-lhes com uma realização contemporânea».
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George Kubler (1990).

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

No baloiço


Pintura de Paul Delaroche, Jeune fille à la balançoire (1845, Musée des Beaux-Arts de Nantes).

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«Quem vive na tranquilidade, que seja mais activo; quem vive na actividade deve encontrar tempo para descansar. Segue a natureza: ela te lembrará que fez o dia e a noite»
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Arte Contemporânea


Pintura de Norman Rockwell, The Connoiseur (1962).
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«Sejam verdadeiros à vida e eu aplaudirei; mas sobretudo sejam pessoais e vividos e eu aplaudirei ainda mais alto».
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Émile Zola (1866),
Citado por Nuno Saldanha (2006).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Paciência

Desenho de Matthijs Maris, Jovem Cosendo (Gemeentemuseum, Den Haag).
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«A paciência é um tesouro oculto».
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Provérbio.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Autorretrato


Pintura de Maria de Lurdes Melo e Castro, Autorretrato (1932).
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«Every man's work, wether it be literature or music or pictures or architecture or anything else, is always a portrait of himself».
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Persistência

Manuel Henrique Pinto, Perrice (1894).
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«A persistência é o caminho do êxito».
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domingo, 17 de janeiro de 2010

A Verdade


Pintura de José Malhoa, Azenha (1883).
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 «Experience has shown, and a true philosophy will always show, that a vast, perhaps the larger portion of the truth arises from the seemingly irrelevant»

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Lobo


Desenho de Margarida Elias.
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Un loup voyant un très gros chien attaché par un collier lui demanda :
« Qui t’a lié et nourri de la sorte ?
— Un chasseur, » répondit le chien.
« Ah ! Dieu garde de cela le loup qui m’est cher ! Autant la faim qu’un collier pesant. »
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lisboa



 Gravura de Margarida Elias, Alfama (1987).
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Ó Cidade da Luz! Perpétua fonte
De tão nítida e virgem claridade,
Que parece ilusão, sendo verdade,
Que o sol aqui feneça e não desponte...

Embandeira-se em chamas o horizonte:
Um fulgor áureo e róseo tudo invade:
São mil os panoramas da Cidade,
Surge um novo mirante em cada monte.

Ó Luz ocidental, mais que a do Oriente
Leve, esmaltada, pura e transparente,
Claro azulejo, madrugada infinda!

E és, ao sol que te exalta e te coroa,
— Loira, morena, multicor Lisboa! —
Tão pagã, tão cristã, tão moira ainda...  

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ao colo do avô


Pintura de Jozef Israëls, In Grandfather's Arms (Leilão da Christie's, Janeiro de 2010).
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A Corrente
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Uma corrente é sempre uma constante.
Imensidade ligada de infinito.
esta corrente me prende e perpetua.
Inserto nesse espaço eu sou um elo
da corrente que em mim se continua.
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Poema de João Mattos e Silva (1972).

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Caminho


Pintura de Corot, Ville d'Avray - Le Cavalier a l'entrée du bois (1873, Leilão da Christie's, Janeiro de 2010).

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«Se houver um caminho entre aquele que marcha e o objectivo para o qual tende, há esperança de o atingir; se faltar o caminho, de que serve o objectivo?»
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cena Familiar


Pintura de Aurélia de Sousa, Cena Familiar (1911, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto.
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«He is the happiest, be he king or peasant, who finds peace in his home».
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Momentos ternos

Pintura de Bernardus Johannes Blommers, A Tender Moment (Leilão da Christie's, Janeiro de 2010).
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COME, my little children, here are songs for you;
Some are short and some are long, and all, all are new.
You must learn to sing them very small and clear,
Very true to time and tune and pleasing to the ear.

Mark the note that rises, mark the notes that fall,
Mark the time when broken, and the swing of it all.
So when night is come, and you have gone to bed,
All the songs you love to sing shall echo in your head.
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Quem não Ama, Desmente a Natureza


Pintura de Diaz de la Pena,  Lisière de Forêt (1871, Museu d' Orsay, Paris).
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Se a flor namora a flor que lhe é vizinha,
Se uma palma com outra enlaça os ramos,
Se nos prados, com cândidos reclamos,
Namora uma avezinha outra avezinha.

Se o mundo o seu Autor quando o sustinha,
Nos eixos do poder, que acreditamos,
Na longa rotação que divisamos,
Viu que, para o suster, Amor convinha:

Se Amor é um dever que impresso existe
Em tudo que vegeta a redondeza,
Em que o governo universal consiste:

Quem se exime de amor e a Amor despreza?
Quem ataca esta Lei? Quem lhe resiste?
Quem não ama, desmente a Natureza.
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Menino Jesus


Pintura de Josefa de Óbidos, Menino Jesus Salvador do Mundo (1673, Igreja Matriz de Cascais).
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O menino está dormindo
Nas palhinhas, despidinho,
Os anjos Lhe 'stão cantando
Por amor tão pobrezinho.
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O menino está dormindo
Nos braços da Virgem pura.
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Hossana lá nas alturas».
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O menino está dormindo
Nos braços de São José,
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Gloria tibi domine».
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O menino está dormindo
Um sono de amor profundo
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Viva o salvador do mundo»!
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Arco-íris


«A seguir, Deus disse a Noé e a seus filhos:
«Vou estabelecer a minha aliança convosco, com a vossa descendência futura e com os demais seres vivos que vos rodeiam: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, todos aqueles que saíram da arca. Estabeleço convosco esta aliança: não mais criatura alguma será exterminada pelas águas do dilúvio e não haverá jamais outro dilúvio para destruir a Terra.»
E Deus acrescentou: «Este é o sinal da aliança que faço convosco, com todos os seres vivos que vos rodeiam e com as demais gerações futuras: coloquei o meu arco nas nuvens, para que seja o sinal da aliança entre mim e a Terra. Quando cobrir a Terra de nuvens e aparecer o arco nas nuvens, recordar-me-ei da aliança que firmei convosco e com todos os seres vivos da Terra, e as águas do dilúvio não voltarão mais a destruir todas as criaturas. Estando o arco nas nuvens, Eu, ao vê-lo, recordar-me-ei da aliança perpétua concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na Terra.»
Dirigindo-se a Noé, Deus disse:
«Esse é o sinal da aliança que estabeleci entre mim e todas as criaturas existentes na Terra.»
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vamos cantar as janeiras...


Fotografia tirada na madrugada do dia 1 de Janeiro de 2010.
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Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
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Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
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Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
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Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
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Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
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Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Gaspar

Pintura de Gentile da Fabriano, Adoração dos Magos (1423, Museu dos Uffizi, Florença).
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«Tinha na cabeça uma coroa de brilhantes e dos seus ombros caía um grande manto vermelho coberto de muitas esmeraldas e safiras.
- Boa noite - disse ela -. Chamo-me Joana e vou com a estrela.
- Também eu - disse o rei -, também eu vou com a estrela e o meu nome é Gaspar».
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Sophia de Mello Breyner Andresen, A Noite de Natal (1959).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Baltasar


Pintura de Vasco Fernandes (Grão Vasco), Adoração dos Magos (1501-1506, Museu de Grão Vasco, Viseu).
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Esta pintura é uma curiosidae iconográfica da pintura portuguesa porque o Rei Mago negro é figurado por um índio brasileiro, o que remete para a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, em 1500.
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«Tinha na cabeça um turbante branco e dos seus ombros caía um longo manto verde bordado de pérolas. A sua cara era preta.
- Boa noite - disse ela. - O meu nome é Joana. E vamos com a estrela.
- Também eu - disse o rei - caminho com a estrela e o meu nome é Baltasar».
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Sophia de Mello Breyner Andresen, A Noite de Natal (1959).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Melchior


Pintura de Domingos Sequeira, Adoração dos Magos (1828)
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«Mas o vulto parou na sua frente e ela viu que era um rei. Tinha na cabeça uma coroa de oiro e dos seus ombros caía um longo manto azul todo bordado de diamantes.
- Boa noite - disse Joana.
- Boa noite - disse o rei -. Como te chamas?
-Eu, Joana´- disse ela.
- E chamo-me Melchior - disse o rei».
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Sophia Sophia de Mello Breyner Andresen, A Noite de Natal (1959).

domingo, 3 de janeiro de 2010

Janeiro

Gravura de Eugène Grasset, Janvier, in Les Mois (1896, Davidson Galleries).
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«The first requisite of success is the ability to apply your physical and mental energies to one problem without growing weary».
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A obra de arte


Pintura de Bazille, Atelier na rua Furstenberg (1865, Museu Fabre, Montpellier).
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«Une œuvre d'art est un coin de la création vu à travers un tempérament».
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Inverno I


Pintura de Boucher, Inverno (1735, Frick Collection, Nova Iorque).
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«Au milieu de l'hiver, j'ai découvert en moi un invincible été».
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Esperança


Pintura de Charles Chaplin, Girl with a bird nest (c. 1860-1870, Museu do Hermitage, São Pertersburgo).
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Hope is the thing with feathers,
that perches in the soul,
and sings the tune without the words,
and never stops at all.
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Eu deveria inspirar-me nesta frase, porque ando cheia de medo, de tudo...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Inverno


Pintura de Aert Van der Neer, River in Winter (c. 1645, Museu do Hermitage, São Petersburgo).
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The color of springtime is in the flowers, the color of winter is in the imagination.
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domingo, 27 de dezembro de 2009

Sagrada Família


Hoje, que, de acordo com o meu calendário, foi dia da Sagrada Família, aqui deixo esta pintura de Jan Bruegel, o Velho (c. 1623, Alte Pinakothek, Munique). Gosto muito da obra deste pintor flamengo, do século XVII, assim como de muitos outros artistas dos Países Baixos, da mesma época. Além do colorido e naturalismo das composições, acho lindíssimas as grinaldas de flores encolvendo as cenas religiosas.
Neste caso, vê-se uma imagem da Sagrada Família, situada numa paisagem. Nossa Senhora tem o Menino ao colo e junto dela, meio escondido, está São José. Junto deles estão muitos anjos, três dos quais em grande plano. Vê-se ainda um cordeiro, lembrando por um lado a adoração dos pastores, mas também São João Baptista, que diria de Jesus, ao baptizá-lo: «Eis o Cordeiro de Deus». Ao longe vê-se outra cena figurativa, mas que não consigo identificar.
Para mim, o mais curioso são os insectos e outros pequenos animais que circundam as figuras, juntamente com as flores e os frutos, realçando o teor festivo da composição.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Eu hei-de dar ao Menino


Pintura de Murillo, Adoração dos Pastores (1646-1650, Museu do Hermitage, São Petersburgo).
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Eu hei-de dar ao Menino
Uma fitinha pró chapéu;
E ele também me há-de dar
Um lugarzinho no céu.
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Olhei para o céu,
Estava estrelado.
Vi o Deus Menino
Em palhas deitado.
-
Em palhas deitado,
Em palhas estendido,
Filho duma rosa,
Dum cravo nascido!
-
No seio da Virgem Maria
Encarnou a divina graça;
Entrou e saiu por ela
Como o sol pela vidraça.
-
Arre, burriquito,
Vamos a Belém,
Ver o Deus Menino
Que a Senhora tem;
-
Que a Senhora tem,
Que a Senhora adora.
Arre, burriquito
Vamos lá embora.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A Estrela de Natal


Imagem de Robert M. Lewis, Chistmas Star (2001).
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«"Como é que hei-de encontrar o caminho?", perguntava ela.
E levantou a cabeça.
Então viu que no céu, lentamente, muito lentamente, uma estrela caminhava. "Esta estrela parece um amigo", pensou ela.
E começou a seguir a estrela.»
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Árvore e o Presépio


Presépio de Machado de Castro na Basílica da Estrela (c. 1782/4, Lisboa).
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«Da árvore nascia um brilhar maravilhoso que pousava sobre todas as coisas. Era como se o brilho duma estrela se tivesse aproximado da Terra. Era o Natal. E por isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos se carregavam de extraordinários frutos em memória da alegria que, numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra.
E no presépio as figuras de barro, o Menino, a Virgem, São José, a vaca e o burro, pareciam continuar uma doce conversa que jamais tinha sido interrompida. Era uma conversa que se via e não se ouvia».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A cozinheira


Pintura de Jean-Baptiste-Siméon Chardin, La Pourvoyeuse (1739, Museu do Louvre).
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«Porque ela sabia que a Gertrudes conhecia o mundo. Todas as manhãs a ouvia discutir com o homem do talho, com a peixeira e com a mulher da fruta. E ninguém a podia enganar. Porque ela era cozinheira há trinta anos. E há trinta anos que ela se levantava às sete da manhã e trabalhava até às onze da noite. E sabia tudo o que se passava na vizinhança e tudo o que se passava dentro das casas de toda a gente. E sabia todas as notícias, e todas as histórias das pessoas. E conhecia todas as receitas de cozinha, sabia fazer todos os bolos e conhecia toda as espécies de carnes, de peixes, de frutas e de legumes. Ela nunca se enganava. Conhecia bem o mundo, as coisas e os homens».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Noite estrelada


Pintura de Vincent Van Gogh, The Starry Night (1889, Museum of Modern Art, Nova Iorque).
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«E muito alto, por cima das árvores, era a escuridão enorme e redonda do céu. E nessa escuridão as estrelas cintilavam, mais claras do que tudo. Cá em baixo era uma festa e por isso havia muitas coisas brilhantes: velas acesas, bolas de vidro, copos de cristal. Mas no céu havia uma festa maior, com milhões e milhões de estrelas».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Joana deu uma volta à roda da mesa...


Ilustração para um livro infantil sobre o Natal (1910).
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«Joana deu uma volta à roda da mesa. Os copos já lá estavam, tão frios e luminosos que mais pareciam vindos do interior duma fonte de montanha do que do fundo dum armário.
As velas estavam acesas e a sua luz atravessava o cristal. Em cima da mesa havia coisas maravilhosas e extraordinárias: bolas de vidro, pinhas douradas e aquela planta que tem folhas com picos e bolas encarnadas. Era uma festa. Era o Natal».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os copos passavam a sua vida fechados dentro dum grande armário...


Anónimo, Alemanha do Norte, L'armoire aux bouteilles et aux livres (c. 1520, Museu de Unterlinden, Colmar, © photo O. Zimmermann).
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«Os copos passavam a sua vida fechados dentro dum grande armário de madeira escura que estava no meio do corredor. Esse armário tinha duas portas que nunca se abriam completamente e uma grande chave. Lá dentro havia sombras e brilhos. Era como o interior de uma caverna cheia de maravilhas, e segredos. Estavam lá fechadas muitas coisas que não eram precisas para a vida de todos os dias, coisas brilhantes e um pouco encantadas: loiças, frascos, caixas, cristais e pássaros de vidro. Até havia um prato com três maçãs de cera e uma menina de prata que era uma campainha. E também um grande ovo da Páscoa feito de loiça encarnada com flores doiradas».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mas um dia encontrou um amigo.


Pintura de Columbano Bordalo Pinheiro, Cabeça de rapaz (1889, Museu de José Malhoa).
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«(...) Foi numa manhã de Outubro.
Joana estava encarrapitada no muro. E passou pela rua um garoto. Estava todo vestido de remendos e os seus olhos brilhavam como duas estrelas. Caminhava devagar pela beira do passeio sorrindo às folhas do Outono. O coração de Joana deu um pulo na garganta.
-Ah! - disse ela.
E pensou:
"Parece um amigo. É exactamente igual a um amigo"».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

«Era uma vez uma casa pintada de amarelo com um jardim à volta».


Pintura de Pissarro, The Hermitage at Pontoise (1867, Museu Guggenheim de Nova Iorque).
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«No jardim havia tílias, bétulas, um cedro muito antigo, uma cerejeira e dois plátanos. Era debaixo do cedro que Joana brincava. Com musgo e ervas e paus fazia muitas casas pequenas encostadas ao grande tronco escuro. Depois imaginava os anõezinhos que, se existissem, poderiam morar naquelas casas. E fazia uma casa maior e mais complicada para o rei dos anões».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

Os quatro elementos


Pintura de Jacques Linard, Natureza-morta com os quatro elementos (c. 1640, Indianapolis Museum of Art).
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Os quatro elementos:
Ar: os pássaros e as nuvens;
Terra: os frutos e as flores;
Água: as ostras;
Fogo: a braseira.
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Mas, quando olho para esta pintura vejo também os cinco sentidos:
Visão: o próprio quadro;
Paladar: as ostras e os frutos;
Escutar: os pássaros;
Cheirar: as flores;
Tacto: os utensílios para cortar e comer (faca e colher).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um Jardim


J.-P. Laurens, Le chemin de la maloche (1878, Sothebys-2009).
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«E foram os dois pelo jardim fora. O rapazinho olhava uma por uma cada coisa. Joana mostrou-lhe o tanque e os peixes vermelhos. Mostrou-lhe o pomar, as laranjeiras e a horta. E chamou os cães para ele os conhecer. E mostrou-lhe a casa da lenha onde dormia um gato. E mostrou-lhe todas as árvores e as relvas e as flores».
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Sophia de Mello Breyner Andresen (A Noite de Natal).

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dia de Nossa Senhora da Conceição

«Nas cortes celebradas em Lisboa no ano de 1646 declarou el-rei D. João IV que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Não foi D. João IV o primeiro monarca português que colocou o reino sob a protecção. da Virgem, apenas tornou permanente uma devoção, a que os nossos reis se acolheram algumas vezes em momentos críticos para a pátria. D. João I punha nas portas da capital a inscrição louvando a Virgem, e erigia o convento da Batalha a Nossa Senhora, como o seu esforçado companheiro D. Nuno Alvares Pereira levantava a Santa Maria o convento do Carmo. Foi por provisão de 25 de Março do referido ano de 1646 que se mandou tomar por padroeira do reino Nossa Senhora da Conceição (...)».
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Portugal - Dicionário Histórico.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Paisagem

Pintura de Jacob Maris, View of the Mill and Bridge on the Noordwest Buitensingel in The Hague (1873, National Gallery of Art-Washington).
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«Any landscape is a condition of the spirit».
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