segunda-feira, 14 de maio de 2018

Porque o Blogue fez 10 anos


Ficam aqui os 10 "posts" mais vistos, desde 13 de Maio de 2008.

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10.º
(1244 visualizações)

António Palolo, Jardim das Delícias (1970)

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9.º
(1268 visualizações)


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8.º
(1340 visualizações)

Zinaida Serebriakova, Shopping Cart With Sardines (1930)

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7.º
(1474 visualizações)

Odilon Redon, Icarus

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6.º
(1479 visualizações)

Piero della Francesca, Madonna col Bambino, santi, angeli e il duca Federico da Montefeltro (Pala di Breara) (1475, Pinacoteca di Brera, Milão)

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5.º
(1521 visualizações)

Egon Schiele, Il porto di Trieste (1907, Leopold Museum Viena)

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4.º
(1638 visualizações)

Piero della Francesca, Battesimo di Cristo (c. 1450, National Gallery, Londres)

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3.º
(3043 visualizações)

Joaquin Sorolla y Bastida, Paisaje de San Sebastián (Fundación Museo Sorolla, Madrid)

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2.º
(3182 visualizações)

Michelangelo (1510, Capela Sistina)

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1.º
(3266 visualizações)

Mosaico romano com peixes e legumes (séc. II d.C, Museu do Vaticano)
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Nota: Esta estatística é a do Blogger. Não tenho a certeza se está correcta.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Nossa Senhora do Monte


A história da ermida de Nossa Senhora do Monte (ou de S. Gens) remonta à conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147. Conta-se que entre as hostes cristãs vinham quatro eremitas de Santo Agostinho, a quem foi oferecido um local para se instalarem, no lugar «onde havia, em grande adoração, debaixo de um alpendre, a cadeira de S. Gens» - lendário bispo de Lisboa e um dos mártires do Cristianismo. Esta cadeira era aquela em «que elle costumava prègar, & doutrinar as suas ovelhas» (Santa Maria, 1707, 55).
Nesse lugar, em 1148, os eremitas construíram um eremitério, com uma ermidinha ao pé, onde foi colocada a cadeira, considerada milagrosa, por facilitar os partos. Quanto à localização desse eremitério, Frei Agostinho de Santa Maria (1707, 55) fala de um «lugar, a que ainda hoje chamão o Almocovar, aonde saõ os fornos do tijollo». Mário Ribeiro sugere que ficava «nas faldas do escarpado monte de S. Gens, pouco mais ou menos onde está agora a rua do Terreirinho» (Ribeiro, 1939, 50). No Guia de Portugal refere-se que esse eremitério ficava nas «raízes do monte, às Olarias» (Santana, 1979, 295).
Acontece que o lugar original não era o ideal para os eremitas, pelo que estes receberam uma doação das terras, no alto do monte vizinho, onde foi fundada nova ermida, em 1243:
«Compadecida hua nobre Senhora chamada D. Susana, do grande discomodo, que os Religiosos padeciaõ, (em hu sitio todo encovado, doentio, &tam distante da Cidade, que custava muyto aos moradores della o poderemse aproveitar da sua doutrina como desejavaõ) lhe fez doação do monte q lhe ficava iminente, & de todas, as terras circumvesinhas a elle. Para este sitio se passáraõ,& nelle começárão a levantar alguas cellas (...). Vinte & oito annos estiveraõ em o Monte. Tambem esta Cafa teve o titulo de S. Gens; & para esta Cafa trouxeraõ os Religiosos a sua cadeira, em que elle em sua vida se sentava a fazer praticas aos seus subditos; a qual ainda hoje se vè no alpendre da Casa da Senhora do Monte» (Santa Maria, 1707, 56).
Foram construídas celas e deu-se ao novo lugar o nome de Eremitério de S. Gens, sendo construída uma cisterna. Desta segunda casa, partiram depois os eremitas para o futuro Convento da Graça, construído num monte próximo, em 1271 (Júnior, 1946, 49-51). 
A ermida do séc. XIII, continuou a merecer veneração, permanecendo sob a alçada dos monges de Santo Agostinho. Contudo, foi arrasada pelo Terramoto de 1755, que porém não destruiu a cadeira. Em 1757, fez-se a nova ermida, sob o encargo do arquitecto Honorato José Cordeiro.
Esta ermida, que ainda hoje existe, é possuidora de uma localização que permite uma bela vista sobre Lisboa:
«Quem quiser gozar uma das mais lindas vistas da nossa querida Lisboa, não tem mais do que subir a calçada da Mouraria, travessa do Jordão (escadinhas), quebrar à esquerda o largo das Olarias, subir, à direita, a íngreme calçada do Monte e, chegando ao topo, virar à esquerda, de onde, consoante disse acima, se desfruta um lindíssimo panorama da nossa Lisboa (...)» (Júnior, 1955, 49). 


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Bibliografia:
JÚNIOR, Henrique Marques, «A Ermida de Nossa Senhora do Monte e S. Gens: esbôço monográfico», in Olisipo, Ano IX, nº 33, Janeiro de 1946, pp. 49-53 (disponível online na Hemeroteca Digital).
RIBEIRO, Mário de Sampayo, «A Igreja e o Convento de Nossa Senhora da Graça», in Olisipo, Ano II, nº 5, Janeiro de 1939, pp. 47-55 (disponível online na Hemeroteca Digital).
SANTA MARIA, Frei Agostinho de, Santuário Mariano e História das Imagens Milagrosas, 1.º Tomo, 1707 (disponível online no Archive).
SANTANA, Dionísio (ed.), Guia de Portugal I. Generalidades. Lisboa e Arredores, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. 602-603 (1.ª ed. 1924, dirigida por Raul Proença).

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dia da Espiga - Provérbios

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“Da Páscoa à Ascensão, 40 dias vão.”
“Quem tem trigo da Ascensão, todo o ano terá pão.”
“Se chover na Quinta-feira da Ascensão, as pedrinhas darão pão.”
“O vento que sopra em quinta feira de Ascensão, soprará todo o Verão”
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Os Provérbios descobri no Facebook, no ano passado. No blogue Do Tempo da Outra Senhora, de ontem, há um interessante artigo sobre este tema.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Jardins

António de Holanda (Atribuído), Livro de Horas de D. Manuel I Calendário (mês de Maio) (1517-1531, MNAA)
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Claude Monet, In the Garden (1875)
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Vincent Van Gogh, Daubigny's Garden (1890, Van Gogh Museum, Amsterdam)
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Santiago Rusiñol, Terraced Garden in Mallorca (1911)
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Carlos Reis, Jardim e Casa Cor de Rosa (Museu Nacional de Soares dos Reis)
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Joaquim Lopes, Jardim antigo - Marzovelos (1921, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)
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Veloso Salgado, Jardim de Hortenses - Colares (1923, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)
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Domingos Rebêlo, Um Canto de Jardim (1927, MNAC)
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David Burliuk, The Gardener (1948)
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Karin Daymond, Elise's Garden
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terça-feira, 8 de maio de 2018

Entre flores e interiores

Há tempos (re)descobri na página Female Artists in History (do Facebbok) esta pintura que achei muito bonita, da pintora inglesa Jessica Hayllar (1858-1940) (que por aqui já esteve):

A Sunset Corner (1909):
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Fui ver outras pinturas dela e (re)encontrei mais algumas de que gostei bastante, na mesma página:
Aprofundando o tema, (re)descobri no blogue Figuration Feminine que ela tinha mais três irmãs que se dedicaram à pintura: Edith Hayllar (1860-1948), Mary Hayllar (1863-1950), Kate Hayllar (1864-1959). Eram todas filhas de um pintor, James Hayllar (1829-1920), que teve também mais quatro filhos e uma filha (desconheço se também se dedicaram à arte). Por isso, aqui ficam mais umas obras desta família, que Myrtille Henrion Picco classifica como «la famille la plus artistique de l'époque victorienne».
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James Hayllar, Hyde and Seek (1871)
- pintura que já aqui esteve em 2011.
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Mary Hayllar, A Bit of Sunlight (1885)
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- pintura que já aqui esteve em 2010.
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Só um detalhe, que acho interessante. A gravura na pintura de Kate é uma reprodução da Madonna della saggiola (1513-1514) de Rafael; e na primeira pintura de Jessica julgo que está o Laughing Cavalier (1624) de Frans Hals.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

E de volta aos lírios

Cicely Mary Barker, Lily-of-the-Valey
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«É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Mas precisamos dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do Céu.»
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Erico Veríssimo, Olhai os Lírios dos Campos. Lisboa: Círculo dos Leitores, 1973, p. 155.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Já a pensar no dia da Mãe

Aqui fica uma amostra de pinturas e desenhos da minha Mãe:
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Atelier 17 (acrílico, 1973)
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Tese de Licenciatura (óleo sobre tela, 1973)
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Âncora (óleo sobre tela)
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Sem Título (óleo sobre tela, 1988)
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Simorgh (óleo sobre telas, 2010)
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Sem Título (óleo sobre telas, 2010)
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Quadrado mágico (óleo sobre tela, 2014)
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Memórias de Sintra - Amoras e Alfazema (óleo sobre telas, 2016)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Lírio, a flor de Maio

Leonardo da Vinci, Drawing of lilies, for an Annunciation (c.1500)
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Mestre da Lourinhã (atr.), A Virgem, o Menino e dois anjos ou Triptico dos Infantes (detalhe) (c. 1515-1518, MNAA)
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D. Maria Pia, Lírio (Palácio Nacional da Ajuda)
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Anders Zorn, White Lilies
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Henri Fantin-Latour, Roses and Lilies (1888)
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John Singer Sargent, Carnation, Lily, Lily, Rose (1885 - 1886)
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Alphonse Mucha, Madonna of the Lilies (1905, Mucha Museum, Praga)
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Piet Mondrian, Lily (1921, Gemeentemuseum den Haag, Hague)
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Georgia O’Keeffe,  Pink Spotted Lilies (1936)
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Tetyana Yablonska, Lilies, a Present from the Daughter (1997)
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