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terça-feira, 21 de maio de 2024

Para o dia da abelha, que foi ontem

Ambrosius Bosschaert, Flower Still Life (1614, Getty Center, Los Angeles)
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Giovanna Garzoni, Still Life with Bowl of Citrons (Séc. XVII, Getty Center, Los Angeles)
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Emília Matos e Silva, Afrodite (2024)
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Katsushika Hokusai, Chrysantemums and a honey bee (1829-1833, Centre Céramique, Maastricht)
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Ding Yanyong, Bees and Narcissus
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James Gillray, Broad-bottom drones storming the hive- wasps, hornets & bumble bees, joining in the attack (1808, National Portrait Gallery, Londres)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Candeeiro com folha de parra, uvas e abelhas (c. 1887, Sala de Jantar do Palacete da Quinta do Beau-Séjour, Lisboa)

René Jules Lalique, Hair comb (1900, Minneapolis Institute of Art, Minneapolis)
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Para finalizar, Eric the Half-a-Bee, dos Monty Python, 1972

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Lírio-do-vale ou muguet

«O muguet é uma flor escondida. É uma flor pequenina e branca que tem um perfume mais maravilhoso e mais belo do que o perfume dos nardos.
Durante o Inverno ela dorme na terra debaixo das folhas secas e desfeitas das árvores. Dorme como se tivesse morrido. Mas na Primavera as suas longas folhas verdes furam a terra e crescem durante alguns dias até terem um palmo de altura. Então, muito devagar as folhas vão-se abrindo e mostram à luz maravilhada as campânulas aéreas, brancas e bailarinas da flor do muguet. e o vento da tarde toma em si o perfume do muguet, leva-o consigo, e espalha-o no jardim todo».
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Sophia de Mello Breyner, O Rapaz de Bronze, Lisboa, Moraes Editores, 1977 (5.ª ed.), p. 11.
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Franz Xaver Winterhalter, The First of May 1851 (1851, Royal Collection)
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Albert Dürer Lucas, Lily of the Valley (1888)
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Marc Chagall, Lilies of the Valley (1916, Tretyakov Gallery, Moscovo)
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Malcolm Milne, Lilies of the Valley (1927, Tate, Londres)
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Suzanne Valadon, Bouquet de Muguet dans un vase (1931)
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Robert Doisneau, Le Muguet du Métro (1953, MoMA, Nova Iorque)
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George Jones, Floreira com base em majolica (Séc. XIX)
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August Wilhelm Holmström, Casa de Carl Fabergé, Imperial Lilies-of-the-Valley Basket (1896, The Met Museum, Nova Iorque)
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René Lalique, Lily of the Valley Comb (c. 1900 - Cleveland Museum of Art, Cleveland)
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Postal (1900-1909)
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Sabonete "Lily of the Valley" cujo papel de embrulho tem o padrão de Golden Lily, desenhado por Henry Dearle (c. 1890, William Morris Gallery Shop)
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Perfume Diorissimo, concebido por Edmond Roudnitska (1956, Dior)

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Ontem foram Bodas de água-marinha ou de cretone

Água Marinha (Séc. XIX, Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa)
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Água-marinha do Paquistão (in Wikimedia Commons)
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René Lalique, Broche «Água-marinha e flores de cardo» (c. 1905-1906, Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa)
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Otomana (1866, Palácio Nacional da Pena, Sintra)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Impressões das exposições da Gulbenkian

Gostei muito da exposição de Lalique, onde estava a minha peça preferida que é a Menina do Mar (1919), que me faz sempre pensar na Sophia de Mello Breyner. Mas também apreciei as outras peças e a concepção da exposição, nomeadamente no confronto entre a Arte Nova e as estampas japonesas. Achei interessante a exposição de escultura, especialmente o Spinario de Simões de Almeida (1869), cópia da escultura helenística do Museu do Capitólio.
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René Lalique e a Idade do Vidro. Arte e Indústria (curadoria de Luísa Sampaio), até 1 de Fevereiro:






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Esculturas Infinitas. Do Gesso ao Digital (curadoria de Penelope Curtis, Rita Fabiana, Thierry Leviez, Armelle Pradalier), até 25 de Janeiro:



terça-feira, 3 de outubro de 2017

Multicolor como a Opala

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«Formées de ce qui fait le mérite des pierreries les plus précieuses, elles ont offert à la description des difficultés infinies; car en elles se trouve le feu subtil de l'escarboucle, l'éclat purpurin de l'améthyste, le vert de mer de l'émeraude; et toutes ces teintes y brillent, merveilleusement fondues. Parmi les auteurs, les uns ont comparé l'effet général des opales à l'arménium, couleur employée par les peintres; les autres, à la flamme du soufre qui brûle, ou à celle d'un feu sur lequel on jette de l'huile.»
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James McNeill Whistler, Crepuscule in Opal Trouville (1865)
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Henri Fantin-Latour, Narcisses in an Opaline Glass Vase (1875)
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William Baziotes, Opalescent (1962)
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René Lalique, Carnation brooch (c. 1900-1902)
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Opal (Steven Universe)

segunda-feira, 23 de março de 2015

Arte e Natureza

René Lalique (imagem de Sanda Foisoreana)
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“Our ability to perceive quality in nature begins, as in art, with the pretty. It expands through successive stages of the beautiful to values as yet uncaptured by language.”
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sábado, 25 de janeiro de 2014

As Sereias, a Sereiazinha e a Menina do Mar

Capitel Românico com sereias e peixe (século XIII, Museu de Alberto Sampaio - Link)
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«Todos os seres circulam uns nos outros, por conseguinte todas as espécies… tudo está num fluxo perpétuo… Todo o animal é mais ou menos homem; todo o mineral é mais ou menos planta; toda a planta é mais ou menos animal. Não há nada de preciso no que respeita a natureza…»
Denis Diderot, 
Citado por Cátia Mourão (2008 - Link).
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John William Waterhouse, A Mermaid (1900 - Link)
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Inicialmente, julgava-se que as sereias eram metade humanas, metade aves. Contudo, no período tardio da Antiguidade Clássica, passaram a ser concebidas como metade humanas, metade peixe, ou, como escreveu Cátia Mourão, «o hibridismo zoomórfico passeriforme começou a ceder lugar ao ictioforme». Esta historiadora, na sua tese de Douramento (2008), verificou que esta alteração poderá ser devida ao facto de se considerar que o deus fluvial Aqueloo era comummente considerado como o pai das sereias. Para além disso, a mesma historiadora notava que todos os autores antigos referiam que as sereias «viviam num meio ligado à água e que tinham nesta o seu campo de actuação principal». Existe também a possibilidade, levantada na mesma investigação, de ter existido uma contaminação iconográfica com outras divindades gregas e sírias. Foi na Idade Média que se deu a transformação definitiva das sereias em «híbridos antropo-ictiomórficos», surgindo dessa forma em iluminuras e capitéis esculpidos, tal como no da Catedral de Sainte Eulalie d'Elne, em França, datado do Séc. XI. Embora fossem criaturas de conotação negativa, com o tempo, passaram a ser entendidas cada vez mais como seres pacíficos e de conotação positiva, verdadeiros elos de ligação entre a humanidade e a vida marinha.
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Edmund Dulac, The Mermaid - The Prince (1911 - Link)
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«The Sea King had been a widower for many years, and his aged mother kept house for him. (...) She was, however, deserving of very great praise, especially for her care of the little sea-princesses, her grand-daughters. They were six beautiful children; but the youngest was the prettiest of them all; her skin was as clear and delicate as a rose-leaf, and her eyes as blue as the deepest sea; but, like all the others, she had no feet, and her body ended in a fish's tail. All day long they played in the great halls of the castle, or among the living flowers that grew out of the walls. (...) Outside the castle there was a beautiful garden (..). Each of the young princesses had a little plot of ground in the garden, where she might dig and plant as she pleased. One arranged her flower-bed into the form of a whale; another thought it better to make hers like the figure of a little mermaid; but that of the youngest was round like the sun, and contained flowers as red as his rays at sunset. She was a strange child, quiet and thoughtful; and while her sisters would be delighted with the wonderful things which they obtained from the wrecks of vessels, she cared for nothing but her pretty red flowers, like the sun, excepting a beautiful marble statue. It was the representation of a handsome boy, carved out of pure white stone, which had fallen to the bottom of the sea from a wreck. (...)» 
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Hans Christian Andersen, The Little Mermaid (1837 - Link)
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Rene Lalique, Sea Girl Statuette (1919 - Link)
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«Com muito cuidado para não fazer barulho levantou-se e pôs-se a espreitar escondido entre duas pedras. E viu um grande polvo a rir, um caranguejo a rir, um peixe a rir e uma menina muito pequenina a rir também. A menina, que devia medir um palmo de altura, tinha cabelos verdes, olhos roxos e um vestido feito de algas encarnadas. E estavam os quatro numa poça de água muito limpa e transparente toda rodeada de anémonas. E nadavam e riam».
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Sophia de Mello Breyner Andresen, A Menina do Mar (1958 - Link)
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Bibl. Cátia Mourão, AVTEM NON SVNT RERVM NATVRA, Figurações heteromórficas em mosaicos hispano-romanos, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Dissertação de Doutoramento em História da Arte da Antiguidade, 2010.