sexta-feira, 10 de julho de 2020

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Afinidades XXXV

John White Alexander, A Ray of Sunlight (1898)

Joseph DeCamp, The Cellist (1908, Cincinnati Art Museum)

quarta-feira, 8 de julho de 2020

De volta às cerejas

Adriana Martela (Redondo), Prato (Séc. XIX-XX, Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa)
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António Alves da Cunha (Caldas da Rainha), Jarro com Tampa (1902-1925, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Rafael Bordalo Pinheiro (Caldas da Rainha), Prato (1902, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)

terça-feira, 7 de julho de 2020

No Dia do Chocolate

Estas imagens vêm todas da Base Joconde, dos museus franceses:
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Juan de Zurbarán, Nature Morte au Bol de Chocolat (c. 1640, Musée des Beaux-Arts et d'Archéologie, Besançon)
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Étienne Denisse, Le Cacaoyer (1835, Musée d'Aquitaine, Bordeaux)
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Bouisset Firmin, "Goutez et comparez" / Chocolat Poulain (1896, Musée de Bretagne)
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Alphonse Mucha, Chocolat Idéal en Poudre Soluble (1897, Musée Carnavalet, Paris)
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E, para finalizar, fui finalmente lanchar à pastelaria "L'Éclair" na Avenida Duque de Ávila, onde comi um excelente éclair com chocolate.
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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Um texto meu sobre um quadro de Carlos Reis

Do Museu Municipal Carlos Reis pediram-me para escrever um texto sobre uma pintura, à minha escolha, de Carlos Reis. Aqui vai o resultado:

Carlos Reis, Saúde aos Noivos (1930)

Apresenta-se um ambiente rural, com uma família em torno de uma mesa, onde o avô faz um brinde aos noivos. Estes encontram-se lado a lado, sendo que o noivo se levanta para receber o brinde. O noivo e o avô, o primeiro de frente, o segundo de pé e ligeiramente de costas, constroem a narrativa que dá o título ao quadro. Cada personagem assume a sua individualidade, sobressaindo igualmente a avó, uma criança que come fruta e um homem que olha para o espectador, enquanto fuma. Há ainda outra personagem, à direita, cuja presença é apenas apontada pela mão com um copo em gesto de brinde, confirmando a sensação de instantâneo. Sobressai o naturalismo dos gestos e o realismo da representação, sendo as tonalidades escuras do interior contrastadas pelas mais claras, realçando os brancos dos cabelos dos avós e da toalha sobre a mesa. Exposto em 1931, o quadro foi muito elogiado pela crítica e vendido no final do ano. A propósito da venda, Carlos Reis dizia ao filho (numa carta de 25 de Novembro): «eu irei cantando como puder os encantos da vida simples e sã do nosso bom povo aldeão».

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Para uma amiga que faz anos hoje!

Com votos de muita saúde, muitas alegrias e muitos anos de vida!
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Neste dia, em 1806, Michael Keens apresentou o primeiro morando cultivado (link).

Rafael Bordalo Pinheiro, Taça com Tampa (1901-1910, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa)
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E, em 1985, estreou o filme Back to the Future (link):

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Frutas para o Mês de Julho

Emília Matos e Silva, Memórias de Sintra II (2016)
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Alperce
Ameixa
Amoras
Ananás
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Rafael Bordalo Pinheiro, Azulejo (1901, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Banana
Cerejas
Figos
Framboesas
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Raquel Roque Gameiro, Natureza Morta, Melancia, Figos e Uvas (1955)
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Limão
Maçã
Melancia
Melão
Meloa
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Baltazar Gomes Figueira, Natureza Morta com cesto de frutas e papagaio (Séc. XVII)
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Mirtilos
Morangos
Pera
Pêssego
Uvas
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Fontes:

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Legumes para o Mês de Julho

Querubim Lapa, Azulejos de Figura Avulsa (Legumes) (1991)
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Alho francês
Batata
Beldroegas
Beringela
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Rafael Bordalo Pinheiro, Cebolas (1884-1905, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Cebola
Cenoura
Chuchu
Courgette
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China, Frasco de Rapé (1850-1940, Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra)
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Couve-flor
Couve galega
Feijão verde
Milho doce
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Rafael Bordalo Pinheiro, Tomate (1901, Museu Bordalo Pinheiro, Lisboa)
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Pepino
Pimento
Tomate
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Fontes:

terça-feira, 30 de junho de 2020

No Dia da Arquitectura

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Manuel Amado, O Conventinho da Arrábida - Cela II (1998)
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Estas pinturas de Manuel Amado vêm a propósito do dia da arquitectura, até porque este é um lugar que eu queria muito visitar e ainda não tive oportunidade, nem sei se é possível na conjuntura actual. Sobre este Convento, sugiro algumas leituras:
Maria Inês Fernandes Cunha (2013). Concepção e valorização de um percurso pedestre no parque natural da Arrábida: o caso de estudo das terras do risco. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Tese de Mestrado) - https://repositorio.ul.pt/handle/10451/8201.
Gabi Parreira Gamito (2017). Projectar com o Lugar, Reabilitação do Convento dos Capuchos de Alferrara, na Serra da Arrábida: Centro de Investigação e Divulgação da Serra da Arrábida. Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa (Tese de Mestrado) - https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/13927.
Ana Ruela Ramos de Assis Pacheco (2013), Construção de um mundo interior, Arquitectura franciscana em Portugal, Índia e Brasil (sécs. XVI-XVII). Universidade de Coimbra (Tese de Doutoramento) - https://eg.uc.pt/handle/10316/21841.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

No Dia de São Pedro e São Paulo

Jacquemart de Hesdin, Pseudo-Jacquemart, Maître de la Mazarine, Grandes Heures de Jean de Berry - Saints Pierre et Paul baptisant (fol. 97).
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Este Livro de Horas, datado entre 1400-1410, está disponível na Gallica, e todo ele é lindíssimo - podendo ser consultado neste link. Segundo a descrição, o manuscrito pertenceu a Jean, Duque de Berry, fazendo parte do inventário da sua biblioteca de 1413, com o título de «belles et riches Heures»: «Item une tres grans, moult belles et riches Heures, tres notablement enluminees et historiees de grans histoires de la main Jaquemart de Hodin et autres ouvriers de Monseigneur (...)».

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Pintando ao Ar Livre III

Com votos de bom fim de semana!
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Peder Mønsted, En Plein-Air (s.d.)
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Esta pintura veio da página de Facebook de Christa Zaat, que eu recomendo vivamente a quem utilizar esta rede social e goste de arte (sobretudo pintura do século XIX e início do século XX). Ela tem vários álbuns, um dos quais dedicado a este pintor dinamarquês Peder Mønsted (1859-1941).

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Em torno do Porto

Nadir Afonso, Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados (Fundação Nadir Afonso)
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«Ma la città non dice il suo passato, lo contiene come le linee d’una mano, scritto negli spigoli delle vie, nelle griglie delle finestre, negli scorrimno delle scale, nelle antenne dei parafulmini, nelle aste delle bandiere, obni segmento rigato a sua volta di graffi, seghettature, intagli, svirgole».
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Italo Calvino, Le città invisibili.
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Tanto a imagem como a citação vieram do blogue Do Porto e não só. Não conheço o autor, mas recomendo uma visita ao blogue, onde agora está uma excelente investigação (na minha opinião) sobre uma fotografia do Porto de 1938, que começa aqui.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

No Dia de São João

António de Holanda (atribuído), Livro de Horas de D. Manuel I (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)
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Francisco Vieira de Matos (Vieira Lusitano), S. João Baptista dá a beber ao Cordeiro Místico (séc. XVIII, Museu de Évora - Museu Nacional Frei Manual do Cenáculo, Évora)
Tadeu de Almeida Furtado, S. João Baptista (miniatura) (1830-1840, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)

terça-feira, 23 de junho de 2020

E parabéns Rui!

William S. Burroughs junto de uma máquina de escrever (1959, Loomis Dean//Time Life Pictures/Getty Images)
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Neste dia, em 1868, Christopher Latham Sholes recebeu a patente pela invenção da "Type-Writer". Também nos Estados Unidos da América, em 1989, estreou o filme Batman, de Tim Burton, com Jack Nicholson, Michael Keoton e Kim Basinger.
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A despropósito do «Estio»


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Gosto de almanaques e, outro dia, deparei com este, dirigido por Rangel de Lima, de que há exemplares entre 1874 e 1876, na Hemeroteca Digital. Por outro lado, julgo que já aqui escrevi que gosto de tudo o que serve para medir e organizar o tempo, incluindo almanaques. Numa rápida pesquisa, descobri que há um texto de Eça de Queirós sobre o tema, em que este diz:
«É que o Almanaque contém essas verdades iniciais que a Humanidade necessita saber, e constantemente rememorar, para que a sua existência, entre uma Natureza que lhe não é benévola, se mantenha, se prossiga toleravelmente. A essas verdades, a essas regras, chamam os Franceses, finos classificadores, verdades de Amanaque. São as grandes verdades vitais. O homem tudo poderia ignorar, sem risco de perecer, excepto que o trigo se semeia em Março. E se os livros todos desaparecessem, bruscamente, e com eles todas as noções, e só restasse, da vasta aniquilação, um Almanaque isolado, a Civilização guiada pelas indicações genéricas, sobre a Religião, o Estado, a Lavoura, poderia continuar, sem esplendor, sem requinte, mas com fartura e com ordem. Por isso os homens se apressaram a arquivar essas verdades de Almanaque, - antes mesmo de fixar em livros duráveis as suas Leis, os seus Ritos, os seus Anais. Antes de ter um Código, uma Cartilha, uma História, a cidade antiga teve um Almanaque».
Eça de Queirós, «Almanaques» in Almanach Encyclopedico, Lisboa, Livraria Antonio Maria Pereira, 1895-1896, citado in Vanda Anastácio (2012), «Almanaques, Origem, géneros, produção feminina», Veredas, 18, p. 53-74. Sobre este tema, ver também: Regina Cunha (2016) , «Folk communication in Portugal: a study about prose, popular lore and scientific knowledge of Portuguese almanacs / Folkcomunicação em Portugal: um estudo sobre a prosa, saber popular e conhecimento científico dos almanaques», in: LOPES, M.I.V.; ROMANCINI, R. (orgs) Anais Ibercom 2015: comunicação, cultura e mídias sociais. SP: ECA-USP, 2015, p. 7494-7507.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Com votos de boa semana!

Pierre-Antoine Quillard, Las cuatro estaciones: verano (c. 1725-1729, Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid)

domingo, 21 de junho de 2020

Para o meu pai que faz anos hoje

Com votos de muita saúde, muitas felicidades e muitos anos de vida!
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Neste dia:

Em 2006, as luas de Plutão receberam o nome de Nix e Hydra.
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E, em 1978, estreou o musical Evita, de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, em Londres.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Pintando ao Ar Livre II

Columbano Bordalo Pinheiro, Na Floresta de Fontainebleau (1882)
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Esta pintura de Columbano, foi exposta em 1885, na exposição do Grupo do Leão, representando Artur Loureiro a pintar na Floresta de Fontainebleau. A obra foi realizada em 1882, quando ambos os pintores se encontravam a estudar em Paris. Segundo relatou Raul Brandão, nas suas Memórias, foi Loureiro quem incentivou Columbano a fazer um "grande quadro" para expor no Salon. Para o financiamento da empreitada, Loureiro foi pedir "quatro libras" a Trigueiros de Martel, que vivia em Paris e assim Columbano pôde realizar O Concerto de Amadores (onde Loureiro está representado como pianista). O quadro Na Floresta de Fontainebleau foi oferecido a Martel como agradecimento.
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Bibl.: Raul Brandão (1999), Memórias. Relógio d’ Água Editores, Tomo II, pp. 199-200; Margarida Elias (2011), Columbano no seu Tempo, Lisboa, FCSH-UNL (Tese de Doutoramento); Margarida Elias (2016), «O Pátio do Martel», in Revista Rossio, Estudos de Lisboa, N.º 6, Abril, pp. 130-141.
Nota: A pintura já aqui esteve em 2010.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

No Dia Internacional do Piquenique

Francisco Goya, Picnic en la ribera del Manzanares (1776, Museo del Prado, Madrid)
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Thomas Cole, The Pic-Nic (c. 1846, Brooklyn Museum, Nova Iorque)
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John Everett Millais, Apple Blossoms (Spring) (1856-1859, Lady Lever Art Gallery, Port Sunlight)
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Tomás da Anunciação, Piquenique (1865, Museu da Quinta das Cruzes, Funchal)
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Claude Monet, Le Déjeuner sur l'Herbe (fragmento central) (1865-1866, Musée d'Orsay, Paris)
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Eugène Boudin, Le Déjeuner sur l'Herbe (c. 1866, Musée d'Orsay Paris)
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Camille Pissarro, The Picnic (c. 1891)
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Almeida Júnior, Piquenique no Rio das Pedras (1899)
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George Spencer Watson, A Picnic at Portofino (1911)
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Maurice Prendergast, Picnic (c. 1914-1915, Carnegie Museum of Art, Pittsburgh)
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Heinrich Kuhn, Picnic On a Hill (1915)
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Estojo de viagem para piquenique (Séc. XIX, Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa)

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Do Desenho segundo Francisco de Holanda IV

Albrecht Dürer, Portrait of Maximilian I (1518, Museu Albertina, Viena)
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Escreveu Francisco de Holanda, dirigindo-se a D. Sebastião:

«Não somente se deve V. A. servir do entendimento do DESENHO em todas as obras que digo, mas V.A. para sua maior perfeição e ornamento de sua pessoa e estudo deve de entender saber por sua própria mão, assim pera sua grande recreação: como porque muito lhe releva sabê-lo fazer, por quanto: lhe serve em muitas cousas de grande importância. Como fazia El-Rei que Deus tem e o Infante Dom Luis que o entendiam e exercitavam. E como outros Emperadores e Reis grandes costumavam fazer. Dos quais alguns sabiam não somente desenhar de preto, mas pintar com colores de que eu dou testemunho que vi em o Reino de França na cidade de Avinhão, em um mosteiro, uma pintura de colores muito bem feita: a qual pintou El Rei Reinero de França (...).
Como disse El Rei D. João o segundo a Garcia de Resende. Dizendo-lhe que era boa manha que ele desejava muito de a saber e o Emperador Maximiliano seu Primo era grande debuxador e folgava muito de o saber e fazer (...)».
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Francisco de Holanda, Lembrança Ao muyto Serenissimo e Christianissimo Rey Dom Sebastiam: De quãto Serve A Sciencia do Desegno e Etendimento da Arte da Pintura, na República Christam Asi na Paz Como na Guerra (Lisboa, 1571). In Jorge Segurado, Francisco d'Ollanda, Lisboa, Edições Excelsior, 1970, páginas 156 a 159. Neste excerto actualizei a linguagem e a escrita.
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Nota: Intriga-me esta referência e andei (rapidamente) à procura de estudos sobre reis artistas e nada descobri. Reis que pintaram e desenharam, por sinal muito bem, só conheço, para o século XIX, sobretudo D. Fernando, sua nora D. Maria Pia e o seu neto D. Carlos.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Da Amizade


O rei Afonso X, o Sábio, in Cantigas de Santa Maria (Séc. XIII)
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Queimai velhos madeiros
Bebei velhos vinhos
Lede velhos livros
Tende velhos amigos
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Afonso X, o Sábio.
Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 45.
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Nota: A citação já aqui esteve em 2009, mas decidi relembrá-la.