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sábado, 5 de junho de 2021

«Ceci est le couleur de mes rêves»

 
Joan Miró, Photo: Ceci est le couleur de mes rêves (1925, The MET, Nova Iorque)
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Outro dia, ao meditar sobre a arte minimalista, de que eu gosto bastante, pensei que até gostaria de uma pintura que fosse uma tela pintada de azul*, o que me fez lembrar a cor do céu azul meridional (nomeadamente português). E depois lembrei-me desta pintura de Miró. Será que era do céu de Espanha que ele falava em «le couleur de mes rêves»?**. E lembrei-me do início do famoso poema de Alexandre O'Neil***: «Se uma gaivota viesse / Trazer-me o céu de lisboa (...)».


Rematando, aqui fica uma fotografia do «céu azul de Lisboa», tirada por mim hoje, às 10 da manhã, voltando-me para Oeste. Gosto muito deste azul e talvez seja «le couleur de mes rêves», também.
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* Como de Yves Klein.
** Curiosamente há uma obra de Klein parecida (link). E Miró vivia em Paris nesta altura.
*** Lembrei-me dele porque o ouvi recentemente numa aula (online) de Português, da minha filha.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Do campo, dos livros, etc.

Joan Miró, The Wagon Tracks (1918)
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Gosto muito de Miró e também desta obra dele (que também vi intitulada de The Rut e de L'Ornière), que se destaca bastante dos seus trabalhos posteriores. 
Entretanto, ontem comprei um livro de Henry David Thoreau, Andar a Pé, que estou com muita vontade de ler - mas, para ser sincera, ainda não entendi qual o título original da obra, nem em que data foi originalmente publicada. 
Poderia fazer um post sobre as traduções dos títulos (cinema, quadros, livros,...) mas não o irei fazer.

Aprecio muito o pouco que conheço de Thoreau e também aprecio andar a pé, e foi por isso este livro me seduziu imediatamente - sendo que eu já quase não compro livros para mim, até porque, entre os livros emprestados e os livros que me ofereceram (mais os livros que tenho para ler por dever de trabalho), a minha pilha de livros, que ainda está por ler, cresce exponencialmente todos os dias. E, a propósito, vem este desenho, que vi ontem, de Grant Snider:

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Para o Dia de São Valentim

 
Joan Miró, Man and Woman (1925)
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«O amor move o Sol e as estrelas».
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Dante Alighieri.

Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 60.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

No dia do sonho (de acordo com a minha agenda)

Fica uma pequena selecção alusiva.
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Camille Corot, Le Songeur (1854)
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Jean Arp, The Dream (1937)
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Henri Matisse, The Dream (1940)
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Marc Chagall, Le Songe de Jacob (c.1963)

quarta-feira, 1 de março de 2017

Azul

Manga de botica (Séc. XVII, Paço dos Duques de Bragança, Guimarães)
 
Joahannes Vermeer, Woman reading a letter (Woman in Blue Reading a Letter) (c. 1662-1663, Rijksmuseum, Amsterdam)
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James McNeill Whistler, Blue and Silver Trouville (1865)
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Camille Corot, The Woman in Blue (1874)
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João Vaz, No Tejo (Marinha) (c. 1897, MNAC)
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Robert Lewis Reid, Girl in Blue Kimono (1911)
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Franz Marc, Blue Horse I (1911)
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Paul Klee, Die Zwitscher-Maschine (1922)
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Amadeo Modigliani, Little girl in blue (1918)
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Joan Miró, Blue III (1961, Georges Pompidou Center, Paris)
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Mark Rothko, Blue Divided by Blue (1966)
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

2.º dia de Agosto

Joan Miró, L'Eté (1927)
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Etimologia de Agosto

«Agosto era o sexto mez do calendario albano, e ficou sendo o oitavo no de Numa; mas continuaram a chamar-lhe sextil ou sexto; até o tempo de Octavio Cesar, mais conhecido pelo nome de Augusto, na qual epocha o senado para lhe render a mesma homenagem que tinha rendido a Julio Cesar, decretou que este mez, em que Octavio tomara, pela primeira vez, posse do consulado, em que celebrara 3 triumphos, reduzira o Egypto a provincia romana, e dera paz ao imperio lacerado por discordias civis, fosse denominado Augustus, donde veio a palavra Agosto.
Este mez era consagrado, pelos antigos, a Ceres, deusa das searas e ceifas. O modo porque mais commummente se representa o mez de Agosto é por uma mulher formosa, de avantajada estatura, corada de espigas de trigo, e com feixes dellas mettidos em ambas as mãos. Esta representa tambem ao systema astronomico; pois o sol entra pelos fins do mez em um dos signos do zodiaco, chamado virgo, ou o signo da virgem.»
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In O Panorama, Vol. II, 2º da 1ª Série, N.º 66, 4 de Agosto de 1838.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dos objectos (ou da personificação) (segundo Miró)

Joan Miro, El guante blanco (1925)
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«For me an object is alive; this cigarette, this matchbox, contain a secret life much more intense than certain humans. I see a tree, I get a shock, as if it were something breathing, talking. A tree too is something human.»
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Good vibrations

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Numa canção dos DAMA com Gabriel o Pensador, a certa altura este diz uma frase de que gostei muito:
"Sorriso dividido é sorriso dobrado"

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Quando eu era miúda ouvi muitas vezes uma outra frase, um pouco lamechas, mas que ainda acho que é verdade:

"Sorri ainda que o teu sorriso seja triste.
Porque mais triste que o teu sorriso,
É a tristeza de não saber sorrir"
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(há 45 anos, a minha família materna, com excepção da minha avó que era a fotógrafa: avô João, tia Alda, Mafalda, tio João Fernando, eu, o meu pai, a minha mãe, a tia Mila e a Fernandinha)
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(a minha mãe, há alguns anos)
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Por isso aqui fica uma colecção de sorrisos. De preferência, daqueles genuínos, que vêm da alma, que se notam no olhar, que não se importam se estão bonitos ou feios (na fotografia), ou quantos dentes (já ou ainda) têm ou não têm.
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“Wrinkles should merely indicate where smiles have been.”
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“A laugh is a smile that bursts.”
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Vinit Pathak
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(a minha avó paterna, no dia do meu casamento)
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E acreditem, já cheguei a um ponto que prefiro uma careta genuína e feliz, do que um sorriso a soar a falso.

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P.S. - E, já agora, quem puder, pode ajudar causas e projectos como este, que valem muito mesmo: Remédios do Riso :o)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Abstracção

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"Rather than setting out to paint something, I begin painting and as I paint, the picture begins to assert itself.... The first stage is free, unconscious. The second stage is carefully calculated."
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

«Le chant des oiseaux en automne»

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No dia mundial da música, lembro os sons da natureza...
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«Nós somos da natureza e estamos na natureza. A ecologia não pode, pois, furtar-se ao desafio de constituir um saber sobre uma natureza em que os homens se reconheçam como parte integrante e não como uma instância de dominação, estrangeira e hostil. Tal é a aposta.»
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Jean-Paul Deléage. 1993. História da Ecologia, Uma Ciência do Homem e da Natureza. Lisboa: Publicações Dom Quixote. p. 255.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

«Balada Astral»

Joan Miró, The Beautiful Bird Revealing the Unknown to a Pair of Lovers (Constellation series) (1941, Museum of Modern Art, New York)
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«... os astros os signos os desígnios as constelações ...»
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sábado, 24 de agosto de 2013

O Sol

Michelangelo Buonarroti, Creation of the Sun, Moon, and Plants (1511, Cappella Sistina, Vaticano -(Link)
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Joseph Mallord William Turner, Yellow Sun over Water (1845, Tate Gallery - Link)
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Claude Monet, Impression Soleil levant (1872 - Link)
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Vincent Van Gogh, Wheat Field with Reaper and Sun (1889, Kröller-Müller Museum - Link)
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Joan Miró, Bird, Star, Sun and Sky (1948 - Link)