Juan van der Hamen, Guirnalda con la visión de San Antonio de Padua (c. 1625)
Este blogue é pessoal e sem fins lucrativos. Se sentir que eu estou a infringir os seus direitos de autor(a) agradeço que me contacte de imediato para eu remover o referido conteúdo: elias.margarida@gmail.com / This blogue is a non-profit and personal website. If you feel that your copyright has been infringed, please contact me immediately: elias.margarida@gmail.com
Mostrar mensagens com a etiqueta Juan van der Hamen y Léon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Juan van der Hamen y Léon. Mostrar todas as mensagens
sábado, 13 de junho de 2026
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
No Dia de Nossa Senhora da Conceição
Juan van der Hamen, Garland With The Immaculate Conception (c.1625)
Etiquetas:
Juan van der Hamen y Léon,
Nossa Senhora
domingo, 20 de outubro de 2013
Ainda sobre as Naturezas Mortas

Hubert van Ravesteyn, Still Life with Nuts, Wine and Tobacco (1671 - Link)
-
Por tradição, o formato da pintura de natureza morta é de dimensões relativamente reduzidas e a escala dos objectos tende a ser a mesma da realidade. Esta escala torna a pintura mais parecida com o espaço em que está inserida e a cena representada como que prolonga o espaço de produção ou recepção, contiguidade acentuada pela procura da ilusão de óprica. O fundo das naturezas mortas costuma ser sem horizonte definido, um fundo opaco composto por uma parede escura, o que é acentuado pela fraca iluminação, direccionada e em claro escuro, que contribui para eliminar a distância. Contudo, nem sempre se cumpria esta regra, surgindo naturezas mortas concebidas em lugares definidos e em tons claros, ou mesmo inseridas em paisagens. Por outro lado, desde o século XX, que a arte foi conquistando uma outra liberdade, que permite a criação de naturezas mortas em várias dimensões e com objectos figurados numa escala bastante superior à realidade, negando-se mesmo o colorido natural.
Willem Kalf, Still Life with Ewer and Basin, Fruit, Nautilus Cup (1660 - Link)
A ligação entre a natureza morta e o retrato tem longa tradição e já foi analisada por Oman Calabrese (Como se Lee una Obra de Arte, 1993). Já referimos que os retratos de família estão na origem das naturezas mortas de refeição, mas não devemos esquecer que as naturezas mortas surgiam noutro tipo de retratos, relacionando-se com a pessoa representada - por exemplo, livros junto de um escritor. Evidentemente, surgiam também naturezas mortas em quadros de género, históricos e religiosos, mas aí a relação é diferente, geralmente mais decorativa ou simbólica.
Portrait of a Patrician Family (1610 - Link)
A natureza morta pode substituir um retrato na ausência da pessoa física retratada e as primeiras naturezas mortas independentes, no período Moderno, apareceram na parte de trás dos retratos. O formato, escala e espaço do retrato tem paralelo com o das natutrezas mortas, pois o retrato também costuma assumir um tamanho próximo da realidade, figurando a pessoa num fundo abstracto e indefinido, procurando o efeito de trompe l'oeil. Em ambos os géneros se procura, geralmente, captar o instante duradouro, ficando os elementos em pose, dispostos em cena pelo artista.
É ainda de referir que, apesar das naturezas mortas corresponderem à representação de objectos e seres inanimados, é frequente a sua associação à pintura de género e à representação de pequenos animais. Alguns artistas fizerem numerosas pinturas de género em que a presença humana é secundarizada, ao ponto de se incluir essas obras em contextos temáticos de natureza morta. Aliás, a pintura de género, até pelo seu pequeno formato tradicional, tem proximidade, incluindo histórica, com a pintura de natureza morta - sendo de recordar as pinturas de "bodegones" ou os quadros de quotidiano holandeses, que influenciaram a pintura do século XIX, como no caso de Columbano ou Hammershøi. A questão da escala também contribui para a intromissão de géneros, com a figuração fortuita de pequenos animais vivos (insectos, roedores, ou até mesmo cães e gatos) em pinturas habitualmente consideradas de natureza morta (caso da Raia de Chardin). No entanto, não se consideram entre as naturezas mortas as figurações de animais de grande porte, que, em contrapartida, se assumem como presenças habituais em quadros de paisagem. Aqui há ainda outra questão que é o facto das naturezas mortas tenderem a surgir em espaços fechados e íntimos, o que normaliza a presença de animais que existem nos espaços domésticos, quer de forma permitida (caso dos gatos) quer de forma indesejada (caso dos insectos). Os animais, nestes casos, ajudam a construir a leitura simbólica das composições, o que se proporciona pelo significado a eles associado.
Juan van der Hamen y Leon, Still Life with Sweets (1627 - Link)
As naturezas mortas correspondem a uma representação do mundo material, mas são simultaneamente um testemunho da vida interior do artista e incitam à meditação. Se possuem uma forte relação com o mundo sensível, também apelam ao intelecto, pois o artista, para as conceber, tem de realizar um esforço de concentração e de compreensão do mundo real, traduzido para o quadro através de uma composição artística.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Figos
Baltazar Gomes Figueira, Natureza morta com figos e uvas (Museu de Évora - Link)
-
Michelangelo di Campidoglio, Still Life with Grapes, Figs and Marrow (Museu Nacional de arte da Catalunha - Link)
-
Juan van der Hamen, Still Life with Artichokes, Figs, and Apples (1627 - Link)
-
Luis Menéndez, Still-Life with Figs (Musée du Louvre, Paris - Link)
-
Rafael Bordalo Pinheiro, Floreira (Museu da Cerâmica - Link)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Frutos de Outono
Juan van der Hamen, Still-Life with Fruit and Glassware (1626, Museum of Fine Arts, Houston).
---
J'aime les fruits d'automne
La pomme, le raisin
Et la noix blanche et bonne
Qu'on mange avec du pain
J'aime aussi la châtaigne
Qui chante sur le feu
Et la figue qui saigne
Dans son bel habit bleu
Viens voir un beau jardin d'automne
Qui s'éveille dans le brouillard
Viens voir un beau jardin d'automne
Où le soleil s'est levé tard.
J'aime les fruits d'automne
La pomme, le raisin
Et la noix blanche et bonne
Qu'on mange avec du pain
J'aime aussi la châtaigne
Qui chante sur le feu
Et la figue qui saigne
Dans son bel habit bleu
Viens voir un beau jardin d'automne
Qui s'éveille dans le brouillard
Viens voir un beau jardin d'automne
Où le soleil s'est levé tard.
---
Etiquetas:
Canções infantis,
Frutos,
Juan van der Hamen y Léon,
Natureza Morta
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Frutos da época
Juan van der Hamen y León, Still Life with Flowers, Artichokes, Cherries and Glassware (1627).
---
Porque o Verão é a única época do ano em que de facto me sabe bem comer fruta...
Etiquetas:
Frutos,
Juan van der Hamen y Léon,
Natureza Morta
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Cerejas
Juan van der Hamen y Léon, Still Life with Flowers, Artichokes, Cherries and Glassware (1627).
---
---
«This special feeling towards fruit, its glory and abundance, is I would say universal.... We respond to strawberry fields or cherry orchards with a delight that a cabbage patch or even an elegant vegetable garden cannot provoke».
--- Jane Grigson.
Etiquetas:
Flores,
Frutos,
Jane Grigson,
Juan van der Hamen y Léon,
Natureza Morta
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Realismo das aparências
Juan van der Hamen y Léon, Still life with sweets (1622, Cleveland Museum of Art, Ohio).
---
«Appearances, the dual products of objects and perceivers, inhabit a domain between subjective states and unperceived objects. That is the nature of their realism, they have a realist status despite their causal dependence on perceivers and objects».
---
John W. Yolton (2000).
Etiquetas:
John W. Yolton,
Juan van der Hamen y Léon,
Natureza Morta
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Duas naturezas mortas com cães

Juan van der Hamen y Léon, Naturaleza muerta con florero y perro e Florero y bodegón con perro (c. 1625-30, Museo del Prado, Madrid).
---
«The pair of paintings, the Still-Life with Flowers and a Dog, and the Still-Life with a Puppy formed part of the interior decoration of Jean de Croy's palace in Madrid. This Flemish nobleman, Count of Soire and Captain of the Flemish Guard of Archers, was also the owner of Van der Hamen's Offering to Flora. The paintings, which were probably commissioned by De Croy (d. 1638), hung unframed on either side of the doorway of a room that led on to the picture gallery. Here, they probably served as illusionistic extensions of real space, perhaps by reproducing the actual floor of the room. The dog and its playful puppy may well have portrayed actual animals owned by the patron. The theme of the pictures is related to the culture of aristocratic hospitality, that was such a necessary part of the refined lifestyle of the occupants of the house. In one of the pictures, a wine cooler stands on the floor and the side tables covered with green velvet damask display sweetmeats and a glass ewer with aloja, an aromatic drink popular at the time, while the clock shows that it is just before five o'clock, an appropriate time for such treats.
The major motifs in these pictures are two large gilt ormolu and glass vases with floral arrangements. These vessels represent a type of luxury decorative object that suited the status of Van der Hamen s patron, and the flowers they contain stand out for the copiousness and variety of their blooms. They doubtlessly evoke real arrangements of flowers that formed a part of the rich decor of Soire's house. However, these were not painted from life and are artificial images in representing blooms in such perfect condition and in bringing together flowers that bloom at different times of the year».
---
Texto: Web Gallery of Art.
Etiquetas:
Animais,
Flores,
Juan van der Hamen y Léon,
Natureza Morta
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















