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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Casas

«Uma casa é uma máquina de morar.»
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Vasily Surikov, Room in Surikov's house (c.1890, Gallery: V. I. Surikov Krasnoyarsk museum of Fine Arts, Krasnoyarsk - Link)
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«É nas velhas casas, onde parece flutuar ainda a penumbra dourada do passado, que se recebe, mais perdurável e mais viva, a impressão da família e do lar.»
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Edgar Degas, Interior at Menil-Hubert (1892 - Link)
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«Como os ninhos, que são a casa da ave, e que todos diferem consoante a ave que o fabricou e o habita, a casa do homem reproduz com fidelidade a vida, a ocupação, o carácter, o sentimento dos moradores. Toda a casa tem, como os donos, uma fisionomia especial, que as gerações lhe imprimiram.»
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Carl Larsson, Cosy Corner (1894, Nationalmuseum, Stockholm - Link)
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«Home wasn't a set house, or a single town on a map. It was wherever the people who loved you were, whenever you were together. Not a place, but a moment, and then another, building on each other like bricks to create a solid shelter that you take with you for your entire life, wherever you may go.»
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Felix Vallotton, Interior, Vestibule by Lamplight (1904, Virginia Museum of Fine Arts - Link)
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«The ache for home lives in all of us. The safe place where we can go as we are and not be questioned.»
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Jozsef Rippl-Ronai, Uncle Piacsek in front of the Black Sideboard (1906 - Link)
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«A casa é o retrato do seu dono.»
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Columbano Bordalo Pinheiro, A minha casa de jantar (1922, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)

domingo, 16 de maio de 2010

A Volta do Passeio


Pintura de Columbano Bordalo Pinheiro, A Volta do Passeio (1880).
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A volta do Passeio ou Retrato da Dama da Sombrinha Azul é uma obra pouco comum entre as pinturas intimistas de Columbano, porque mostra uma mulher num espaço exterior, simbolicamente marcado pelos adereços a ela associados: o chapéu e a sombrinha. 
Ramalho Ortigão era da opinião que A Volta do Passeio era um «estudo de mulher, esboçado com uma grande convicção da realidade», mas lastimava «que n’esta obra tão valentemente indicada, o auctor não acabasse um pouco mais o fundo do quadro e as roupas da figura».
Júlio Dantas viu-o como uma «maravilha de ar-livre, em que se sente a influência dos diviosionistas, dos iluministas à maneira de Besnard». A «natureza é interpretada convencionalmente», mas «a figura de mulher, que a anima, aparece-nos como um prodígio de distinção (...) que nos diz tudo, - no meio de uma païsagem sem luz e sem ar, que na verdade pouco nos diz!». «A Dama da sombrinha azul: assim intitulou Columbano êsse encantador trabalho. (...) E, quando se referia a êle (...) chamava-lhe “retrato”. A identificação foi feita, há mais de vinte anos, pelo meu inolvidável amigo Henrique Lopes de Mendonça (...). - Era a minha mulher...».
Henrique Lopes de Mendonça foi casado com Amélia Bordalo Pinheiro, irmã de Columbano.
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Margarida Elias.